sábado, 24 de julho de 2010

Forídeos,a pior praga da meliponicultura.


Em muitas das minhas postagens,eu falei das dificuldades de morar longe do meu meliponário,e hoje estou escrevendo essa postagem,justamente para contar um acontecimento que me deixou muito chateado.

No último sábado,(aproveitando uma carona de um primo )eu fui ao cariri Paraibano,onde localiza-se meu meliponário.



Chegamos lá,quase à noite,mesmo assim fui dar uma olhada rápida nas abelhas nativas...e,uma caixa de jandaíras me chamou atenção,pois eu não vi nenhum movimento,nem vigia...e já imaginei que algo de ruim estava para acontecer,ou já teria acontecido.

Rapidamente,peguei a escada e tirei a caixa(ao pegar a caixa eu já disse para meu irmão,que ela tinha perecido,pois estava muito leve),ao abrir eu pude ver uma destruição,que nunca tinha presenciado,pois essa foi a primeira caixa que eu perdi,para os malditos forídeos.

Essa caixa foi invadida pela maior praga da meliponicultura,(na minha opinião)os forídeos,que destruíram completamente os discos de cria e os potes de alimento...,não sobrou nada,tudo foi reduzido a pó.



Houve um problema com essa caixa,ela foi virada e teve um derramamento de mel,o que atraiu os forídeos,e como eu não estava por perto,para organizar as coisas e salvar essa colônia(que era bem forte),ela pereceu.



Ao ver aquela destruição, eu tive um misto de raiva e tristeza,pois pra quem ama as abelhas,do jeito que eu amo,é muito difícil ver uma cena como essa,e não ficar desanimado.



Aproveitei e revisei as outra caixas,mas estava tudo em ordem.

Eu trouxe uma jandaíra, e uma cupira (que estava em Campina Grande)para João Pessoa,pois essa jandaíra estava um pouco fraca e eu preferi tê-la por perto,para poder reforça-la e acompanhar seu desenvolvimento.


Apesar do pouco tempo,a cupira(partamona seridoensis) parece está se adaptando bem ao litoral,pois estão com um bom movimento, e estão chegando carregadas de pólen.



Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB.
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