terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Caixas racionais e suportes para abelhas nativas.





A criação racional de abelhas nativas(meliponicultura),está em pleno desenvolvimento.
A cada dia surgem novas técnicas racionais de manejo;modelos e medidas de caixas;tipos de suporte(para as caixas);alimentação artificial;técnicas de divisão,enfim,cada meliponicultor vai se adaptar e escolher,a melhor forma de manejar as suas abelhas.


Um dos fatores,que nos fazem decidir por um determinado modelo de caixa racional,é saber qual é o objetivo da criação:se você quer produzir mel;se vai apenas reproduzir as famílias,afim de vender novas colônias ou se apenas sua criação será um hobby.

Caixa modelo FO/INPA.

Caixa horizontal/Nordestina.

Além dos modelos de caixas;o suporte,também tem a sua importância,e deve ser escolhido de acordo com o espaço disponível,para colocar as caixa.

Suporte individual(onde apenas uma caixa é colocada,sobre esse suporte.É preferencialmente utilizado por pessoas que dispõem de bastante espaço,ou criam espécies territorialistas).


Suporte coletivo ou prateleira(geralmente coloca-se as caixas próximas umas das outras.É usado principalmente,quando o espaço disponível é limitado).


No caso dos suportes individuais,o manejo é bem mais fácil e tranquilo,pois você terá um bom espaço para executar as tarefas de rotina(revisão,alimentação,divisão);além de não ter problemas na hora das divisões(com brigas das abelhas).



Já as prateleiras,requerem um maior cuidado,na hora desses manejos,pois,devido a proximidade das caixas racionais;as brigas são constantes,sobretudo depois das divisões(onde as abelhas ficam agitadas e estressadas,e entram nas caixas próximas,ocasionando mortes).


Uma boa alternativa,na hora de divisões,para evitar brigas e mortes de abelhas(nas caixas,que estejam em prateleiras)é fechar as caixas vizinhas,até que as abelhas se acalmem e comecem a se organizarem na nova morada.


Essas são apenas algumas dicas,pois nesse mundo da meliponicultura;cada meliponicultor deve escolher a melhor maneira de realizar as tarefas do dia-a-dia,tornando essa atividade cada vez mais prazerosa e interessante.


Desejo um feliz natal e um 2012,cheio de realizações,muita saúde e paz,para todos.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A meliponicultura na Paraíba.

Amigos!


Nesse último final de semana(11/12/20011),a convite de meu amigo Moacir;eu e mais alguns amigos "novos meliponicultores",nos reunimos para uma visita à um meliponário,na zona rural de João Pessoa.


Em nosso grupo,haviam mulheres,que se mostraram,muito interessadas em aprender e desvendar os segredos desses maravilhosos seres.



O dono do meliponário é o meliponicultor Bakke,que tem uma bela área de mata,onde cria uruçu nordestina,moça branca,jataí e mosquito.
O seu foco principal,é a uruçu nordestina.


As pessoas que compareceram ao nosso encontro;participaram de um curso de meliponicultura recentemente,e a grande maioria não tinha nenhuma experiência com as abelhas nativas(apesar de terem ganhado,cada uma;uma colônia de uruçu,ao término do curso) e aproveitaram a ocasião para tirarem muitas dúvidas,sobre o manejo racional das colônias.





Foi um domingo muito proveitoso,pois além da troca de experiências,fizemos alguns manejos:revisões,alimentação e divisão.



Depois desse primeiro encontro;iremos realizar mensalmente um novo encontro e em breve fundaremos a AME-PB,(Associação dos meliponicultores do estado da Paraíba).


Nossa próxima reunião será em janeiro,e já iremos debater a ideia da criação da associação.



Em nosso grupo,já contamos com um dúzia de meliponicultores e esse número só tende a aumentar,após a criação da associação;pois existem muitos meliponicultores,que praticam sua atividade de forma isolada,e ainda sem muita técnica racional;com certeza eles passarão a fazer parte do nosso grupo.



Eu acredito muito no potencial da meliponicultura,e se as coisas continuarem nesse ritmo,dentro de poucos anos,a Paraíba terá uma participação mais expressiva na criação racional de abelhas nativas,em nosso país.


Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Meu sertão.


Meu sertão,meu berço e lar

Lugar,lindo de se ver

Não me canso de escrever,

E aos poucos retratar,

Convido-te para entrar,

Nesse meu mundo real,

Com um jeito especial,

Pois é meu reino encantado,

Foi por Deus abençoado,

E não conheço outro igual.



Lugar de homem valente,

Lutador e destemido,

Que nunca será vencido,

Vai tocando a vida em frente,

Às vezes,cria um “repente”

Outras vezes,um “pé-quebrado”

No final,o resultado

Você pode conferir,

Nas coisas,que escrevo,aqui

Nesse meu verso rimado.


Sertão,lugar de beleza

Da abelha jandaíra,

Da manduri e Cupira,

Retratos da natureza,

Pois representam,as riquezas

Do nordeste brasileiro,

Aonde seu pioneiro,

Lutou para preservar,

As tradições do lugar,

Pra mostrar ao mundo inteiro.



Aqui,quando a chuva cai

Há uma transformação,

Toda planta do sertão,

Acorda,agradece ao pai

Logo,o sertanejo vai

Preparar o seu “roçado”,

Ele trabalha,animado

Pois a terra está molhada,

E a semente “estourada”,

É o milagre,esperado.


Abelhas,que tem aqui

Nativas,da região

Criadas,nesse sertão

Moça branca,manduri

A tubiba,eu mesmo vi

Valente,e bem defensiva

E mais algumas nativas

A canudo e a pimenta,

É o que mais se comenta,

Como elas são produtivas.




A caatinga,preservada

Com plantas e animais,

Dos meus avós,aos meus pais

Eu sigo,nessa empreitada

Se uma árvore é cortada,

Planto,uma novamente

E vamos seguindo em frente,

Para salvar o sertão,

Acabo a destruição,

E ajudo à minha gente.



Abraço.
Paulo Braz.
Meliponário Braz.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Aroeira da praia.




A aroeira da praia(schinus terebinthifolius),também  conhecida por aroeira pimenteira,é uma árvore de médio porte,podendo alcançar de 5 á 9 metros de altura.
É encontrada por quase todo o litoral brasileiro,e também por diversos estados,fora da área do litoral.



Ela é uma planta muito utilizada para arborização das cidades,principalmente aqui no nordeste onde,devido ao sol forte,ela tem um crescimento rápido;por esse motivo,também é bastante utilizada em áreas de reflorestamentos.

Essa árvore é considerada uma planta medicinal,por possuir propriedades cicatrizantes e adstringentes.



É uma árvore muito importante para quem cria abelhas,pois suas pequenas flores são altamente atrativas para as abelhas,que além do néctar e pólen,retirados das flores,também encontram(no caule),uma resina muito atrativa,perfumada e muito utilizada na mistura com cera,(formando o cerume)essa resina,também é utilizada para vedar frestas nas caixas.





Pode ser multiplicada por sementes e por estacas,o que facilita muito a sua propagação.

O néctar dessa planta produz um mel de ótima qualidade. 


Eu estou sempre plantando mudas,por toda a vizinhança,nas praças e terrenos baldios,pois sei da festa que minhas abelhas fazem ao encontrarem uma aroeira da praia florida;e com certeza a nossa natureza agradece.



Abraço.
Paulo Braz.
Meliponário Braz.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

O juazeiro.



Milagre da natureza,

Essa planta,se destaca

Nesse livro,ele é a capa

Pois,mostra sua beleza

No sertão,ela é riqueza

Alimenta os animais,

Juazeiro,tu jamais

Terás teu nome esquecido,

Tua fama tem crescido,

E tu,te destacas mais.



Em pleno mês de dezembro,

Com a terra ressequida,

Surge o milagre da vida,

Tu estás verde,eu relembro

Em julho,agosto e setembro,

Enquanto a seca começa,

Sertanejo,faz promessa

Para o “inverno”chegar,

E para o verde voltar,

Para isso,ele tem pressa.



O marmeleiro secou,

A catingueira,também

Só o juazeiro,tem

Força,beleza e vigor

Aonde o trabalhador,

Dorme um sono,ao meio dia

A sombra traz alegria,

Para esse homem,cansado

E,ao ser abençoado,

Rabisca,essa poesia.



“Doutor”,não sabe explicar

Como o juazeiro faz,

Pra ficar verde demais,

Com seca,em todo o lugar

É difícil acreditar,

Ao ver esse verde,forte

Nesse cenário de morte,

Aonde a seca domina,

Até o galo campina,

Partiu,e deixou o “norte”.



A natureza,é assim

Nos mostra,a força que tem

Eu,melhor do que ninguém

Aceito,o que vem pra mim

As vezes,achando ruim

Outras vezes,bom demais

Mas tudo,que a vida trás

Deve ser bem entendido,

Pois você,tendo vivido

Não se esquecerá,jamais.



Abraço.

Paulo Braz.

Meliponário Braz.




terça-feira, 1 de novembro de 2011

Raízes no cariri paraibano.



Cariri,quanta falta tu me faz

Noite e dia,eu sonho retornar

Ao local,onde a família Braz

Encontrou seu abrigo,berço e lar.



Quantas coisas,me fizeste compreender

Tuas aulas,me acompanham eternamente

Pois ali,me tornei um novo ser

Nessa terra,onde nasceu minha gente.



A caatinga,sempre bela e singular

Ajudou-me a lutar por esse chão,

Minha alma,encontrou nesse lugar

O segredo para tanta gratidão.



A saudade,machuca e dói no peito

Entristece,esse coração matuto

Mesmo assim,essa dor só terá jeito

Eu voltando,pois ao longe estou de luto.



És tão linda,como a abelha jandaíra

O teu solo,me traz felicidade

És tão doce,igual ao mel da Cupira

Tu me passas,força,luz e liberdade.         



Tuas árvores,me conhecem muito bem

Pois,foi nelas que aprendi a sonhar

Nessas sombras,que hoje me convém

Escrever um poema,à te exaltar.



Cariri,onde está meu coração

Onde,estão as raízes,que seguram

A família,pra mim é a razão

Quando sinto-me doente,eles me curam.



Abraço.

Paulo Braz.

Meliponário Braz.

domingo, 30 de outubro de 2011

A imburana de cambão.


Amigos!

Ultimamente,tenho recebido alguns emails,com dúvidas sobre algumas abelhas nativas,e também com relação à algumas plantas nativas do nordeste brasileiro e que são indispensáveis para as abelhas,e para toda a caatinga.



Em um desses emails,um amigo me perguntava sobre a imburana de cambão ou imburana de espinhos,pois não conhecia essa planta pessoalmente,só a conhecia através da internet.
Então,diante dessas dúvidas e da importância de se plantar árvores nativas,por todo esse país,eu resolvi fazer uma postagem,sobre a imburana.



Dentre as árvores da caatinga,com maior importância para as abelhas nativas e africanizadas,a imburana de cambão,ou imburana de espinhos(Bursera Leptophloeos) se destaca,por ser a espécie mais procurada e utilizada para nidificação,da maioria das espécies de abelhas(digo maioria,pois a Cupira,utiliza o cupinzeiro para nidificar),as outras duas espécies de plantas nativas mais procuradas são,o imbuzeiro e a catingueira.


As abelhas,também utilizam muito a resina da imburana,misturada com cera(cerume),para vedação e organização interna da colônia.



Por ser a mais utilizadas pelas abelhas,para fazer seus ninhos,a imburana passa por um momento preocupante,pois os meleiros,derrubam uma árvore centenária,apenas para ter acesso ao mel,e esse gesto tem diminuído de forma drástica o número de árvores velhas(as que têm ocos,e servem para as abelhas nidificarem)e está cada vez mais difícil ver uma grande imburana,sem ao menos uma cicatriz,causada pelo machado.

                  Tronco de imburana,com uma cicatriz,causada pelo machado dos meleiros.


A imburana tem uma altura média de 5 metros,tem uma madeira bem leve e mole(quando seca),e por essa característica é muito utilizada para artesanato.



Como a maioria das árvores da caatinga,perde suas folhas na época da estiagem.



É uma árvore fácil de multiplicar,pois suas estacas enraízam com facilidade,o que ajuda nos processos de reflorestamentos em áreas de caatinga.



Para serem plantadas,basta cortar algumas estacas(galhos de diferentes diâmetros)e deixá-los em pé,encostados em uma cerca,por exemplo,pois, após algum tempo,as estacas começarão a enraizar e brotarão novos galhos.A partir desse ponto,você deve fazer covas, e colocar uma estaca por cova,coloque a terra em volta da estaca,para lhe dar sustentação e a natureza se encarregará do resto.

Essa técnica é muito vantajosa,pois se você plantar uma imburana a partir da semente,ela demorará muito para se tornar uma árvore adulta,e na maioria das vezes,os animais "comem",a pequena muda.Enquanto que as mudas feitas a partir das estacas,terão um desenvolvimento bem mais rápido e, devido a sua altura,os animais não conseguem alcançar os galhos mais altos,o que garante a sobrevivência da nova árvore.


Estacas de imburana,(apenas em pé)já enraizadas,com novos galhos e prontas para o plantio.


OBS.:Muitas pessoas plantam os galhos,direto,não os deixam ficar por algum tempo em pé como eu faço,é apenas uma questão pessoal.



Era costume no interior do nordeste brasileiro,se construir cercas vivas utilizando estacas de imburana,mas com a modernidade e o uso do arame farpado,essa prática caiu em desuso,infelizmente.



As árvores que tiveram seus galhos cortados(podados),não sofrem nenhum dano,portanto na existe nenhuma agressão à natureza durante esse processo;pelo contrário,se esse costume virasse“moda”a imburana e mais algumas plantas da nossa caatinga,teriam a chance de permanecerem vivas.

                     Bonsai de imburana.


Quem cria abelhas nativas,deve ter sempre em mente,que a sua atividade depende diretamente da existências das plantas,e ele tem que fazer a sua parte,para diminuir o impacto causado pelas constantes derrubadas das árvores nativas,por todo o nosso país.

Portanto,plantem árvores nativas e levem beleza,proteção e amor para todo o seu mundo.


Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

O futuro da meliponicultura.



Nas últimas postagens,eu coloquei aqui no blog,vários pontos de vista,de alguns amigos,que mandaram seus pensamentos por email...Depois de ler e refletir,sobre cada um deles,eu fico  imaginando,qual será o futuro da nossas abelhas nativas,qual será o futuro da meliponicultura em nosso país?



Para responder a essa pergunta,nós temos que levar em conta,alguns pontos:a regulamentação da atividade,por parte dos órgãos regulamentadores/fiscalizadores e a mudança de alguns pontos dessa regulamentação,serão imprescindíveis para que as abelhas nativas, possam ser criadas,reproduzidas e preservadas;pois as proibições não ajudam em nada na salvação das espécies,pelo contrário;se o meliponicultor é proibido de criar determinada abelha,pois os “doutores”dizem que ela não é nativa dessa região geográfica,ou pelo menos “eles”acham que não é,pois os estudos são recentes,e como todos nós sabemos as abelhas nativas sempre viveram por todos os recantos desse país/continente,e só agora,elas despertam o interesse de alguns estudiosos(embora já tenhamos importantes estudos de autoridades brasileiras e mundiais,à respeito das abelhas nativas brasileiras),que acham que devem ditar todas as regras dessa atividade secular.


O que as autoridades não conseguem proibir são os desmatamentos,as queimadas,a matança de animais silvestres e a destruição dessas abelhas,praticada pelos meleiros,diariamente...,mas para “eles”é mais fácil “pegar”o meliponicultor,pois esse não se esconde,não foge,não age de forma criminosa,enfim estão trabalhando para salvar as espécies que ainda restam, e quem sabe serão os únicos bancos de material genético num futuro bem próximo.



Principalmente aqui no nordeste,as abelhas nativas,sempre foram criadas e manejadas,desde o descobrimento do país.Mas isso,parece não ter importância para as autoridades,que determinam como deve ser conduzida essa atividade daqui pra frente.Não importa,se você salvou determinada espécie de um forno de padaria,ou de uma carvoaria...,se essas abelhas não constarem em um estudo de um “doutor”dizendo que elas são de sua região,então você é um CRIMINOSO e portanto deverá responder criminalmente,por ter salvado uma espécie que os “doutores”,talvez nunca tenham tido contato com ela,mas apenas viram sua foto em algum artigo acadêmico.



Gostaria mais uma vez,de chamar à atenção das autoridades para a grande destruição da caatinga,pois essa sim é uma questão que merece todo o empenho,por parte das autoridades e se nada for feito(como infelizmente imagino que não vai ser),em um futuro bem próximo,as abelhas nativas não mais existirão,pois não mais existirá a própria caatinga nordestina.E as crianças que nascerem nesse pedaço de Brasil,só conhecerão as abelhas nativas, através das histórias dos mais velhos ou através de algum meliponicultor,que as tenha salvado antes da destruição total das matas!



O que precisamos é de apoio,para salvar as espécies em extinção e não de empecilhos e entraves,que só dificultam o belo e importante trabalho dos meliponicultores  desse nosso país.



Um abraço.

Paulo Romero.

Meliponário  Braz.

domingo, 16 de outubro de 2011

Repensando a meliponicultura V.




Esse tema,tem sido bem discutido;aqui no blog e no fórum ABENA.

Foi com imensa alegria que recebi,um email de um dos maiores pesquisadores dos insetos sociais do mundo;o português João Pedro Cappas e Souza.

O mestre Cappas,como é chamado no ABENA,é uma autoridade mundial,nas pesquisas com formigas,cupins e abelhas nativas.Ele mantém em Portugal,o museu vivo de insetos sociais,"o Cappas insectozoo".


Apesar de ser conhecido e respeitado em todo o mundo,ele é muito simples e sempre está disposto a ajudar à esclarecer as dúvidas dos meliponicultores.



Caro Amigo Paulo Romero,


Um Pequeno Alerta.


Desde o Inicio do Planeta Terra os ecossistemas evoluem,uns que já foram florestas são agora desertos …tudo está em mudança .





Por isso eu sou a favor da salvação das Abelhas Sem Ferrão e outros insectos úteis e da sua introdução em outros lugares,para assim podermos criar bancos de apoios para a nossa sobrevivência na terra.Isso porque sem esses bichinhos estabilizadores de ecossistemas a nossa vida na Terra corre perigo.





Por isso é necessário haver aclimatações de espécies de uns lugares em outros.





Ninguém pode garantir que um determinado lugar com a as alterações climatéricas não desapareça rapidamente.


A floresta Amazônica é muito grande mas pode desaparecer toda em segundos devido a factores naturais .


O rio Amazonas que é tão grande já sofreu uma alteração entre a nascente e sua foz,pois inicialmente ele nascia no Brasil e desaguava onde nasce agora.





Por isso salvar abelhas,a fauna,a flora é uma obrigação que todos nós temos de ter.





Este ano na Argentina morreram milhares de milhões de ovelhas por causa das cinzas de um vulcão no Chile….A fome está se espalhando pelo mundo inteiro.Contra os Fenómenos da Natureza as leis dos Homens de nada serve …





Se o Homem consegue estragar a Natureza também a consegue reconstruir,mas tem de ter a matéria para o fazer.Se desaparecer uma abelha,como ele pode voltar a reintroduzir para refazer um ecossistema danificado?





Por favor,salvem o Planeta Terra para o bem de todos nós .


Um forte abraço


do Amigo Cappas.




Abraço.

Paulo Romero.
Meliponário Braz.

sábado, 15 de outubro de 2011

Repensando a meliponicultura IV.




E o debate continua.

Resolvi,postar mais um email que recebi de um amigo,que também tem sua opinião à respeito desse assunto.


Olá amigo.

 Desculpe a demora para lhe enviar o e-mail com o ponto de vista que havia proposto,pois somente hoje pude dispor de um tempo livre nos afazeres do dia a dia.



Como mencionei no último comentário que participei no seu blog,somente através desse contato direto entre meliponicultores é possível colocarmos um ponto de vista acerca da viabilidade na criação de uma espécie de abelha melípona em outra região que não a região em que naturalmente a espécie se encontra,pois podemos dispor de mais espaço para desenvolver uma reflexão;e um ponto de vista alicerçado por pesquisas que eu fazia sobre o assunto,de maneira mais abrangente,há quinze anos atrás.




Primeiro,temos que levar em conta que a criação de abelhas indígenas,aqui no Brasil,sempre fora desenvolvida de forma artesanal,até o começo do século passado,em suas próprias regiões naturais de incidência.


Creio que só havia,por esse tempo,um maior interesse pelas ditas abelhas unicamente pelas populações envolvidas em tais criações,tornando inexistente essa questão do transporte de colônias,e a viabilidade,ou não,da criação de uma espécie de determinado ecossistema em um outro ecossistema diferente do original,pois não havia e não houve nenhum registro importante de algum transporte e criação de meliponíneos de uma região a outra por esse tempo,e de algum eventual desenvolvimento das mesmas.



Coube a um grupo de cientistas,ou pesquisadores,há algumas décadas,essa tarefa de voltar os olhos para as abelhas melíponas com vistas a transformar a então criada atividade “meliponicultura” em algo menos artesanal,mais racional em termos de manejo,assemelhando-se à apicultura que já era desenvolvida no país,desde a Colonização.E esses pesquisadores voltaram os seus olhos para as mais variadas espécies distribuídas e conhecidas em cada região.E esses pesquisadores procuraram não somente desenvolver as técnicas de criação,mas,também,estudar essa questão do isolamento genético de populações de abelhas de outras regiões que poderiam ser criadas fora de sua região de origem.




Então,é necessária,nessa questão da viabilidade da criação de abelhas melíponas de uma outra região,com uma preocupação no campo genético,uma leitura totalmente científica,feita por esses pesquisadores de então.Porque sabemos que existe, pelo menos inicialmente,um bom desenvolvimento das colônias,mesmo sob essas condições de isolamento genético,mas,há essa teoria de que,com o tempo, se não houver,eventualmente, a adição de outras colônias,ou discos de crias,a criação tenderá a se extinguir devido à consaguinidade.




Não conheço relatos de criadores que conseguiram manter (sem haver essa renovação genética)uma criação por um maior número de anos,pois acredito que a maioria dos meliponicultores que se interessam em criar abelhas de outras regiões,sabe que existe a teoria da necessidade de um número mínimo de colônias para manter a criação longe de uma extinção futura,devido à consaguinidade.




Acho que uma boa fonte para verificarmos a viabilidade na criação de meliponíneos em outras regiões que não as de origem dos mesmos,seria através do link fornecido pelo amigo português na última postagem do seu blog,pois o mesmo nos leva a um nome que deve ser levado muito em conta,por tratar-se do nome de um autodidata/criador muito conhecido literatura afora,há muitos anos,e contemporâneo e amigo do grande mestre Paulo Nogueira-Neto,que em seu livro narra, àquele tempo(acho que na década de 60),que forneceu ao senhor Cappas colônias de meliponíneos brasileiros,e que tais colônias,àquele tempo,se desenvolviam bem;cabendo aos que se interessam pelo assunto atualmente,saber se esse criador ainda possui aquelas colônias “intactas”,ou seja,sem ter havido o expediente da renovação genética através da aquisição de novas colônias da mesma espécie,ou a aquisição de discos de cria.Então,poderíamos ter uma melhor ideia da viabilidade da criação de meliponíneos sem o perigo da consanguinidade,tendo em vista o tempo decorrido no desenvolvimento das colônias e o isolamento geográfico (outro continente)que tais colônias -se ainda existirem -se encontraram,ou se encontram.




Então,espero ter fornecido uma visão conseguida através de pesquisas que fiz de uma maneira mais aprofundada há quinze anos,e de repente a provável existência novos dados,mais atuais,sobre o tema,possam fornecer mais subsídios para que possamos chegar a uma conclusão sobre a viabilidade da criação de uma espécie diferente de melípona em um outro ecossistema diferente do original.



Um abraço amigo.


 Fco Mello .

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.