quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Repensando a meliponicultura III.




Como esse tema”abelhas nativas,fora de sua área geográfica original”,tem sido muito discutida nos meus últimos posts,tenho recebido emails de várias partes do Brasil e do mundo.

Um desses emails,me chamou atenção,por isso resolvi fazer dele uma postagem.Ele foi enviado por um amigo de Portugal.


Boas...


Correndo o risco de deitar mais lenha na fogueira vou aqui deixar a minha opinião...
Antes de mais,sou um apicultor amador de Portugal (amador apenas por falta de tempo em virtude da minha profissão)... fui "contagiado" pelo meu avô materno para este mundo das abelhas (Apis)...Um senhor com 101 anos que diz dever a sua longevidade e saúde às inúmeras picadas/ferroadas de abelhas que apanhou ao longo da vida..
 

Mas vamos ao que interessa...No que respeita a abelhas polinizadoras e produtoras de mel (retiro portanto as pilhadoras, carniceiras,etc.),não vejo grande problema em mover colónias de um local para o outro...principalmente quando nem se sai do mesmo continente...e tal como já por aqui disseram não se sabe e ninguém pode afirmar com segurança se elas já não existiram em locais onde hoje em dia não se encontram.


Mas para levar a coisa mais longe...Eu mesmo"estou morto"por possuir por aqui algumas Meliponíneos, especialmente aquelas que se adaptem a clima temperado...Pois por aqui o nosso clima do norte de Portugal é algo semelhante ao do Rio Grande do Sul.


 Se bem que alguns Meliponicultores com quem tenho estabelecido contacto me tenham falado de algumas espécies que embora de clima tropical, se parecem adaptar a clima temperado.


Por acaso cá em Portugal existe um investigador autodidacta que parece ter adaptado com sucesso algumas espécies de Meliponíneos ao nosso clima...o Sr.Cappas e Sousa( http://www.cappas-insectozoo.com.pt/)...Ao que parece um verdadeiro mestre nesta área e referido em diversos meios como uma autoridade no estudo de diversos insectos,entre os quais as Abelhas Sem Ferrão.


Portanto eu ainda pretendo ir mais longe, que é introduzir diferentes espécies de Meliponíneos num território onde eles não existem mesmo...e sinceramente só vejo vantagens...e nenhuma desvantagem...Quer no que respeita a um aumento de eficiência na polinização,pois as Apis e as Meliponíneos complementam-se...até por "iguismo",é preciso não esquecer que muitas das plantas das quais dependemos para a nossa alimentação dependem e muito, da polinização efectuada por estes polinizadores.


E ainda outra vantagem poderia ter a ver com um combate e/ou redução da varroa (ácaro que tem atacado forte e feio os apiários por todo o lado)...pois varroa que tente atacar as Meliponíneos é varroa destruída...quer em virtude das maravilhosas mandíbulas das Meliponíneos,quer em virtude do modo como elas tratam das crias/larvas,quer da temperatura dentro da colmeia, etc....(tal como é referido por Cappas e outros).


Ecologia e/ou ecologistas tem limite...

Sinceramente há coisas mais importantes com que se preocuparem,do que com as distribuição de abelhas polinizadoras por outros locais.

Atenciosamente,

Paulo.
Portugal.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
Postar um comentário