quarta-feira, 25 de julho de 2012

As grandes estiagens,no semiárido paraibano.



"Infelizmente,a seca é triste mas é real,e temos que “tocar” a vida em frente".

Eu estive conversando com alguns amigos,à respeito das alternativas de convivência com os períodos de estiagem(ou com um ano atípico,como esse,onde quase não choveu,durante todo o ano).

Existem diversas alternativas,que se tivessem o apoio governamental,seriam soluções para as regiões de semiárido.
Por exemplo:ao invés de criar bovinos,deveria ser incentivado a criação de caprinos,de raças adaptadas para resistir nessa região(Raças:Moxotó e Pardo Alemão),que são adaptadas ao clima e a escassez de alimento,mas que respondem muito bem ao tratos,e as técnicas de criação e melhoramento genético do rebanho “criolo”.

A fruticultura irrigada,também se apresenta como uma ótima geradora de renda e de empregos nessa região;pois o sol é essencial para uma boa produção de frutas tropicais(Manga,Uva,Graviola,Goiaba,maracujá...)e existe bastante água no subsolo da região,bastando apenas,a perfuração de poços e a utilização de dessalinizadores(já que na maioria dos casos,a água é “salobra”).

A caatinga nordestina,poderia ser uma grande produtora de mel(não só de ápis,como já ocorre em alguns estados da região,mas também,o mel de abelhas nativas,à exemplo da  jandaíra,da rajada e da canudo)e de produtos vindos das abelhas;Pólen,própolis,cera e,principalmente o turismo,que pode ser implementado com o uso das abelhas nativas,para aulas de educação ambiental,além do seu uso para tratamento de pessoas com problemas psicológicos,à exemplo da depressão,ansiedade e estresse.

Eu fico imaginando,até quando o semiárido nordestino,irá sofrer com as estiagens,sem que nenhuma ação séria e definitiva de convivência com esse fenômeno climático,seja implantado em nossa região?Será que a maioria dos governantes,dessa região não querem exatamente que a seca  continue,para que o nosso povo seja “refém” deles?Porque uma região tão linda,de povo forte e lutador,tem que viver humilhando-se ao restante do país,sempre que passamos por um período de seca mais severo?Onde estão os defensores dessa região,que nada fazem para mudar essa realidade?

Todos  nós sabemos as respostas para todas essas perguntas,mas continuamos esperando por mudanças;que devem vir do interior de cada cidadão nordestino.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
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