Amigos.
Nas últimas postagens, eu falei á respeito dos efeitos
devastadores da “grande seca”, que atinge o semiárido paraibano e dos efeitos
dessa estiagem prolongada.
Hoje vou relatar alguns fatos presenciados, durante a
minha última visita ao “meu cariri paraibano”; ocorrida no feriado da
independência (Dias 7 e 8 de setembro 2012).
Como era de se imaginar, o cenário é desolador, apesar de
já conhecer os efeitos dessas estiagens prolongadas; sempre esperamos que as
chuvas voltem a esse pedaço de chão.
Com a falta das chuvas a caatinga perde as suas folhas, e
parece não ter vida. Os sertanejos sofrem para conseguir alimentar os animais,
com os poucos recursos disponíveis.
Como sempre, eu caminhei bastante por entre as árvores
retorcidas, à procura das abelhas (pois queria saber se essa falta de floração
afetaria as abelhas nativas e as africanizadas).
Um fato me deixou muito intrigado: as abelhas
africanizadas “desapareceram” da minha região! Exatamente isso!Durante todo o
final de semana que eu passei lá, não vi sequer uma única abelha Apis, mesmo
tendo ido aos locais onde eu sabia que existiam enxames delas.
Como essas abelhas são “exóticas”, (pois não são
brasileiras), não conseguiram resistir à escassez de alimento e de água e,
provavelmente migraram para outra região, com melhores condições ambientais.
Já as nossas abelhas nativas, continuam “firmes e fortes”;
afinal elas estão na sua região de ocorrência natural, e estão adaptadas ao
clima e conseguiram armazenar alimento para o período da seca; além de
conseguirem coletar néctar e pólen de algumas plantas, que mesmo nessa época de
estiagem, apresentam floração: Por exemplo, o pereiro, a jurema, o angico, o
mufumbo, a aroeira e o juazeiro.
Abelha cupira(Partamona seridoensis),em cupinzeiro.
As abelhas que eu mantenho nas caixas racionais, precisam
de alimentação extra, para conseguirem atravessar esse período e manterem a
normalidade de suas atividades.
As caixas que mantenho aqui em João Pessoa, estão bem e
algumas já estão prontas para as multiplicações.
Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
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