quinta-feira, 27 de maio de 2010

Alternativas para o semiárido nordestino.






-Quem quer saber de defender um pé de imburana,rapaz?Isso é coisa pra “cabra besta”,gente que não tem o que fazer,e fica inventando isso,eu quero saber se um pé de mato vai salvar a vida de alguém,...é muito fácil vir com essa conversa de preservação,...eu queria ver se fossem eles que estivessem na minha situação ,se eles não fariam a mesma coisa?
-Realmente,uma imburana não vai salvar ninguém,mas o problema é que não é apenas uma única árvore que você vai cortar,e as outras?quantas árvores você já cortou,”por essas bandas”?
-Cortei muitas,as esse é o único jeito de arrumar a feira...ou você acha que uma imburana vale mais que meus “moleques”?se não fosse essas toras de imburana que eu vendo,pra fazer tábuas,eu ia viver de quê,eu ia matar meus filhos de fome?
-Eu sei que não é fácil,mas,veja que as grandes imburanas estão cada vez mais difíceis de se encontrar,cada vez você tem que ir mais longe ,no meio dessa caatinga,...já dizia meu avô,de onde se tira e não se repõe,acaba-se,e isso parece que está mais perto do que nós imaginava-nos...temos que arrumar outro meio de vida,outra coisa pra fazer e conseguir o dinheiro da feira...
-Meu amigo,por aqui não adianta plantar nada,pois a seca acaba com tudo,...se você tiver um animal,não consegue alimentá-lo durante a seca...qual é o negócio que se pode ter num lugar desse?
-Olhe,eu estava conversando com um menino,filho de seu João,aquele que mora na capital...à respeito da dificuldade de se conseguir renda por aqui,e ele me disse que nós temos que tentar sobreviver com aquilo que a caatinga nos dá...
-E não é isso que eu estou fazendo?
-Sim,mas sem acabar com a caatinga,pois,ele disse que já tem partes da caatinga que está virando deserto,...devido justamente,ao corte das árvores,às queimadas,e ao uso desordenado dos recursos naturais,por parte do homem...
-Então me diga,o que nós podemos fazer para conseguir dinheiro,sem cortar e vender,essas madeiras...
-Segundo ele estava me dizendo,nós temos que formar uma associação,com os nossos vizinhos,familiares,conhecidos,...ele disse que pode ajudar na organização,dar umas dicas...
-Sim e isso vai nos ajudar em quê?
-Calma,eu ainda não terminei...depois de fundar a associação,nós vamos tentar conseguir apoio dos órgãos,do governo,(Bancos,Emater,Embrapa,Universidades,Prefeitura,...),vamos fazer alguns treinamentos,cursos...
-Pronto!agora depois de velho,eu vou ter que ir pra escola...?
-Tem que ser assim,pra se fazer algo dar certo,temos que estudar,aprender novas técnicas,só assim poderemos mudar nossa vida.
-E ele disse,o que nós vamos fazer com essa tal associação?
-Claro!Ele acha que um negócio que daria certo,por aqui,é a criação de abelhas.
-Criação de quê?
-De abelhas,exatamente isso que você ouviu.
-Se qualquer um pode cortar um pé de imburana pra tirar o mel,quem precisa criar abelhas?
-Mas com a criação racional de abelhas nativas,não vamos ter que cortar mais as árvores para tirar o mel,pelo contrário,vamos preservar as árvores que ainda existem por aqui,pois elas são muito importantes para que as abelhas produzam mel.
-Segundo disse o filho de seu João,se nós aprendermos o manejo correto,as abelhasnativas de nossa região,irão ter uma boa produção de mel por aqui,e essa produção tende à crescer ,conforme nós dominamos mais as técnicas de manejo racional.
-E as abelhas nativas,vão ser criadas em caixas?
-Sim,elas podem e devem ser criadas em caixas racionais.Por exemplo,nós poderemos criar a jandaira,pois,o seu mel é um dos mais valorizados,e ela se adapta bem à criação racional,também podemos criar a manduri,,a moça branca e a cupira.
-Tá certo,vamos reunir os vizinhos e tentar formar essa associação,pois,pior do que está não pode ficar.
-É isso aí,com força,garra,trabalho e vontade de vencer as dificuldades,que certamente aparecerão,as coisas ficam mais fáceis.
-Se tudo der certo,nós vamos vender mel para o país todo,porque,o mel produzido no nosso semiárido paraibano é considerado orgânico,pois por aqui não existem cultivos comerciais,não se utiliza agrotóxicoa,pesticidas,nem defensivos agrículas.Além disso, o mel dessas abelhas nativas é considerado medicinal e também é bastante procurado por pessoas,que querem alimentos naturais.
-Eu espero reunir as pessoas no sábado,eu já falei com o filho de seu João,ele vai lá,nos ajudar na organização e no encaminhamento da documentação.


Pronto,o primeiro passo para mudar essa história,já foi dado,com iniciativas como essa,o homem que vive no semiárido nordestino,tem uma forma de se manter na sua região,sem destruir os poucos recursos naturais que ainda restam,ou seja viver de forma sustentável,esse é o meu sonho,que espero tornar realidade um dia.


Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Transferindo uma jandaira(parte II).


Após aquela primeira colônia ter fracassado,eu fiquei imaginando qual era o motivo disso ter acontecido,já que muitas pessoas,daqui do cariri,têm troncos com abelhas e passam muitos anos sem terem problemas.

No sábado,meu tio chegou de viagem e como é de costume,ele vai logo ao seu sítio,saber se está tudo bem,deixar ração para os cavalos,cabritos,enfim fazer algumas obrigações,eu aproveitei e fui com ele e meu irmão,para abrirmos um novo galho e finalmente fazer a primeira transferência ,bem sucedida daquele sítio.

Durante a viagem,eu não disse nada sobre a tal tentativa de transferir as abelhas,chegando lá eu e meu irmão fomos tirar um galho de imburana que tinha uma jandaíra,e estava pendurado em uma algaroba,atrás da casa.Enquanto isso meu tio estava indo com Miguel olhar algumas mudanças que precisavam ser feitas no açude.


Levamos o galho para o mesmo lugar:a cocheira,e já fomos abrindo-o e novamente nada,a mesma coisa da galho anterior;alguns potes de alimento vazio,algumas lamelas de cera,pouquíssimas abelhas,e agora,o que vamos fazer?perguntou meu irmão,com um ar de desânimo.Vamos abrir mais um,respondi com segurança e certeza que não adiantava deixar aqueles galhos,(que nós achávamos que estavam bem)intactos sem sabermos se ainda tinha uma colônia de jandairas,dentro deles.

Qual é o que nós vamos abrir agora?O que estiver mais perto e mais fácil,respondi.
Meu irmão tirou um galho que estava próximo ao galpão da forrageira,pois,era bem perto de onde estávamos.Fizemos todo o procedimento,só que dessa vez,o resultado foi um pouco diferente,pois,nesse galho tinha dois pequenos discos de cria,alguns potes de mel,e a rainha.Com cuidado,transferi tudo para a caixa;e resolvi levar para minha casa,pois,achei que aquela colônia precisaria de um bom reforço e cuidados especiais.

De volta à nossa casa,levamos a caixa para um pé de angico,que tem uma jandaíra à mais de vinte anos(o curioso é que geralmente,angico,quase não tem oco)e é uma colônia muito populosa e brava,pois,se alguém bater nessa árvore,pode se preparar para correr,pois,não vai aguentar as mordidas,digo isso,por experiência própria.
Essa colônia é da espécie de jandaíras "pequena",que são muito produtivas,valentes e mais rústicas,se comparado com a espécie de jandaíras"maior".



Levei a escada,pois,a entrada da colônia é alta,também levei o chapéu com tela,para me proteger,subi com a caixa na mão e mandei que meu irmão desse algumas batidas no tronco de angico;ele só conseguiu dar uma três batidas,e as abelhas botaram ele pra correr.
Eu fiquei observando a saída das abelhas,pra não deixar sair demais(isso poderia enfraquecer a colônia natural),quando percebi que já tinha um bom número de abelhas fora,fechei a entrada com um pedacinho de papel,e posicionei a caixa racional na altura da entrada,prendi a caixa com um arame e fiquei observando as abelhas entrarem,pois a cera ajudava na identificação da nova morada e atraía as abelhas.

Quando as abelhas entraram,eu fechei a caixa dessa vez com a própria cera,e abri a entrada do angico,fazendo com que as abelhas que estavam dentro do oco saíssem e fizessem uma nuvem ao redor do meu chapéu.Eu desci da escada,com cuidado,levei a caixa pra longe,chamei meu irmão para vir buscá-la,peguei a escada e voltei pra casa com a certeza que aquela colônia tinha uma nova chance de se recuperar.

Fui levar a caixa para o local definitivo,deixei a entrada fechada com cera,pois quando elas abrissem a entrada,já estariam acostumadas à nova colônia e com o novo local,que é distante uns 500 metros do angico.

Amanheceu o dia,eu fui tirar o leite,fazer mais algumas coisinhas,pra poder ir olhar como estavam minhas novas hóspedes.Cheguei ao meliponário,com cuidado para não estressar ainda mais as abelhas,e percebi que elas já haviam aberto a entrada, e estavam retirando o excesso de cera, que estava ao redor da boca.

Botei algumas armadilhas externas para forídeos,e só revisei essa caixa uma semana depois,felizmente estava tudo em ordem,forneci um pouco de alimento,coloquei mais cera,próximo a entrada,para que elas colhessem,e sai de lá feliz da vida,pois pra quem ama as abelhas sem ferrão,é muito bom vê-las bem.

Hoje essa colônia está bem forte, com bastante discos de cria e alimento...

Eu falei com tio Carlinhos,que temos que abrir os galhos que ainda faltam,pra ver se tem ainda alguma colônia que possa ser transferida para caixa racional.

Conversando com Miguel,ele me disse que sempre via lagartixa,perto da entrada das abelhas,talvez esse seja o motivo dessas colônias terem se acabado.
Outra coisa que pode ter influenciado,para o fracasso dessas colônias,é o fato de terem sido tiradas durante o dia;cortadas com machado(os galhos)e logo em seguida,terem sido trazidas pra casa(o que deixou a quase totalidade das abelhas adultas fora do ninho).

Após essas primeiras experiências,com as jandaíras,meu tio disse que não iria mais querer comprar mais nenhum galho,com abelhas,pois,só estaria tirando-as de seu habitat e não conseguía criá-las.

Mas da próxima vez que ele encontrar alguma abelha,dependendo de onde está alojada(porque jamais eu cortarei o tronco de uma árvore,para tirar uma abelha;aliás,eu tenho lutado contra isso,em nosso sítio e nos sítios vizinhos)se for em um galho que possa ser cortado,sem danificar a árvore;eu mesmo irei fazer a transferência,direto do galho para a caixa,com todo cuidado com as abelhas e com a árvore.

Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

domingo, 16 de maio de 2010

Transferindo,uma jandaira para a caixa.(Parte I.)


Era quarta -feira,dia 10 de março,e eu estava me preparando para ir ao sítio de meu tio(sítio cachoeirinha)transferir uma jandaíra que estava em um galho de catingueira,para uma caixa racional.

Peguei o cavalo(pé de pano),coloquei a sela,e fui arrumar os apetrechos ,que eu utilizaria para facilitar a transferência.

Coloquei num saco:um pequeno machado,um martelo,uma cunhas de ferro,fita crepe,arame,um chapéu com tela,e a caixa.

Quando eu estava de saída,mamãe,me disse:porque você não deixa isso para outra hora?O sol tá muito quente.
Não mãe,eu quero transferir pelo menos uma jandaíra,antes de tio Carlinhos chegar de viagem;quero fazer-lhe uma surpresa.

Meu tio,mora em Campina Grande,mas trabalha em Roraima,e vem todo mês passar um final de semana por aqui. Ele que também gosta de abelhas nativas,adquiriu uns dez galhos,com colônias de jandaíra,e esses galhos já estavam em seu sítio à uns dois anos,e sempre aparecia algum imprevisto,para que elas não fossem transferidas.

Eu fui rápido,pois,pé de pano estava bem forte e bem tratado,eu nem percebi a distância.



Ao chegar à cachoeirinha,eu botei o cavalo na sombra de uma quixabeira,que tem na porta da casa,e já fui chamar Miguel,que é o morador e vaqueiro;responsável pelo bom funcionamento de todo sítio.

Aproveitei e já fui tirando,um galho de catingueira com uma jandaíra que tinha logo na entrada da casa,pendurado nos caibros por um arame. Levei-o para a cocheira,pois lá ficaria mais fácil de trabalhar e tinha uma boa sombra(o sol estava de matar),Miguel ficou olhando,disse que queria ver se tinha muito mel.



Coloquei o galho em uma boa posição,e comecei o trabalho,com a ajuda do machado,consegui rachar o galho,e usando as cunhas fui abrindo bem devagar,com cuidado(a essa altura,Miguel disse:aí não tem é nada,porque se tivesse as abelhas já estavam mordendo nós)e pra minha triste surpresa,essa colônia tinha se acabado,só restavam alguns potes de mel vazios,cera,e umas cinco abelhinhas,que voavam ao nosso redor,nada de rainha,discos de cria.

Com a decepção dessa primeira tentativa,eu desanimei,ainda pensei em abrir mais um galho,mas deixei pra outra hora.Deixei a caixa,ali mesmo na cocheira,presa em um prego,tomei água,me despedi de Miguel,montei em pé de pano,e voltei decepcionado,pra casa,decepcionado,não porque a transferência não aconteceu,mas sim,porque perdemos aquela colônia,e isso me deixava triste e sem entender o que havia acontecido,para aquelas abelhas abandonarem aquela moradia,isso não me saía da cabeça.
E com certeza,no sábado eu voltaria,pra finalmente realizar a primeira transferência,bem sucedida,daquele sítio.

Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Abelha moça branca.


Dentre as espécies de abelha nativa,que eu tenho atualmente,existe uma que para mim é muito especial:é a moça branca.

Eu considero essa abelhinha especial,porque,apesar de ser bem pequena,ela é muito forte,rústica,boa produtora de mel e com grande poder de recuperação de suas colónias.

Elas produzem em média um litro de mel,por ano,mas podem tranquilamente chegar a dois litros se houver boa florada.

Por pertencerem ao grupo das trigonas;elas para serem divididas precisam de uma realeira(no caso,casulo real),do contrário não se obtém êxito na divisão.Esse casulo,é facilmente reconhecido pelo meliponicultor,pois tem o tamanho bem maior que os demais(o dobro)e só existe um ou dois por colônia,dependendo da época do ano.

Para localizar o "casulo real",deve-se ter muito cuidado e paciência,senão perde-se muitas crias,que são muito frágeis e se "quebram"com facilidade.

São abelhas muito mansas,portanto indicadas para criação racional,pois não "mordem" e isso facilita muito o manuseio da caixa,no momento das revisões e da coleta do mel.
Devido à esse comportamento,elas são indicadas para aulas de educação ambiental.

Essa abelhinha ainda é encontrada com certa facilidade por aqui,inclusive, algumas pessoas a chamam de “mosquito”(quando na realidade,o mosquito seria plebeia).



Um fato que me chama atenção,é que a maioria dos seus ninhos são encontrados em imburana,árvore que tem grandes ocos;o que se imaginaria era que,por ser a moça branca bem pequena,ela utilizaria árvores mais finas,como a catingueira,por exemplo.

Recentemente,eu encontrei duas colónias em troncos de imburana;uma dessas colónias à +ou- dois metros de altura e outra,com um metro de altura(a entrada da colónia).

Só quem conhece essa abelha,para ver o quanto a sua cera é macia,fácil de ser manipulada,cheirosa(com um cheiro muito grande de resina de imburana);e o sabor de seu mel,um gosto ácido,que também lembra a imburana,segundo o povo do cariri,esse é um dos méis mais medicinais que nós temos;com a palavra os estudiosos.


Para mim esse mel é muito bom,sempre que estou por lá,tiro um pouquinho pra saborear.

Outra cacterística dessa abelha são suas crias,ao invés de serem em discos como estamos acostumados a ver;são em forma de cachos,realmente muito bonitas.

Eu utilizo caixas racionais de dois modelos,para essa abelha:uma horizontal,que mede 40cmx15xcmx15cm/.E outra vertical:20cmx20cmx25cm,de altura.

Deve-se colocar uma folha de acetato,por baixo da tampa da caixa,pois,por ser transparente,permite uma boa visão do interior da caixa,sem a necessidade de interferir diretamente no equilíbrio da colônia.Por cima desse acetato,coloca-se um emborrachado escuro e depois a tampa.



OBS.:As duas colónias naturais,que eu encontrei em imburanas,continuam exatamente no mesmo lugar,pois,jamais eu iria cortar o tronco de uma árvore como a imburana,para tirar essas abelhas(nem permitirei que ninguém as tire)elas são bem perto de casa e servirão de atração para meus amigos,que vem nos visitar,e não conhecem essa abelha,em seu estado natural.

Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A caatinga ameaçada.


Sempre que estou no "meu cariri",eu procuro conversar com as pessoas do campo,que,com seu modo de vida simples,teem muita coisa para nos ensinar,e eu,estou sempre querendo aproveitar esse conhecimento,e passando novas idéias para eles,por exemplo idéias de preservação ambiental.




Eu tenho interesse,em todas as coisas,relacionadas à convivência com a caatinga.
A vida por lá,não é nada fácil,pois,por falta de opção,muitas vezes,o homem do campo derruba a caatinga,achando que isso vai lhe trazer alguma melhoria na sua qualidade de vida.

Com à destruição das matas,(para se fazer carvão,abrir novas áreas para plantios,retirar lenha,etc.)todos os animais que vivem ali,são afetados diretamente.
Esse uso desordenado dos recursos naturais,está acabando com esse importante bioma.

Já temos várias áreas, em avançado processo de desertificação e,a cada dia,mais áreas são abertas,sem que os poderes públicos,façam qualquer esforço para conscientizar essa população; se a vida já é difícil com a caatinga preservada,imaginem viver ali,sem ter mais as matas,os animais silvestres...enfim,seria como viver em um deserto.

A cada dia,está mais difícil se ver uma colónia natural de abelhas nativas,isso,eu já comprovei.
Em 2005,em uma determinada área do sítio da minha família,eu consegui achar:três jandairas,uma moça branca,e quatro cupiras e muitas africanizadas;essas abelhas foram deixadas no seus locais de origem,eu apenas queria saber, se ainda existiam muitas espécies de abelhas nativas por aqui...

Se passaram apenas cinco anos,mas,das cinco colónias nativas achadas por mim,apenas a moça branca,continua na mesma imburana,(talvez,por se tratar de um local de difícil acesso,ela tenha escapado dos caçadores de mel).

Esse tipo de destruição,é muito difícil de ser combatida por nós,pois,esses caçadores,já acabaram com as abelhas nativas na vizinhança,e agora procuram novas áreas para continuarem sua destruição.Eles se camuflam por dentro da mata,para se esconderem e continuarem acabando com nossas a mata,e com os animais silvestres de um modo geral.

Eu tenho conversado com algumas pessoas,da vizinhança,à respeito da importância de se preservar as abelhas nativas,pois,sem as abelhas não teremos mais as matas;não teremos mais os animais;não teremos mais o homem.

Existem pessoas,que acham "besteira"se preocupar com preservação de abelhas,mas eu explico que,eles podem perceber a dificuldade de se achar uma colónia de abelhas nativas,em nossa região;reflexo da retirada indiscriminada de mel.

Uma das alternativas,para se diminuir essa agressão ao meio ambiente,é a criação racional das espécies nativas de nossa região,jandaira,por exemplo.

Essas conversas,estão surtindo efeito,pois,já existem pessoas interessadas em aprender,o manejo racional de algumas dessas abelhas.



Pena que eu estou muito ocupado,no momento,para intensificar essa luta em defesa da nossa caatinga,como um todo.Mas,vou me esforçar ainda mais,para tentar proteger o pouco de caatinga que ainda nos resta.


Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.