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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Congresso Nacional de Apicultura e Meliponicultura 2014.

Amigos!


A meliponicultura brasileira está ganhando força e investimentos em pesquisas; isso pôde ser visto durante o Congresso Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura, ocorrido entre os dias 05 e 08 de Novembro de 2014, em Belém, Pará.



Eu e meu amigo Moacir Leal,fomos participar desse congresso tão importante para todos nós meliponicultores e amantes das abelhas nativas.



Foi um evento muito bom; onde a Meliponicultura teve o seu espaço garantido e apresentou um grande número de meliponicultores de todas as regiões do país e de muitos países do mundo.

Aldifran,eu,Paulo Menezes,João Paulo e Moacir Leal.


 Durante os dias do evento, houve muita troca de experiências e de informações entre os participantes das diversas regiões do Brasil. Essa troca de experiência é muito interessante, pois sempre estão surgindo novas tecnologias, e elas são repassadas para facilitar e melhorar o manejo com as abelhas nativas.

 José Halley(AME-Rio),eu,Dr.Rogério e João Paulo.

Nos dias que ficamos lá; aproveitamos e fizemos alguns passeios por Belém, para conhecermos melhor essa  bela e "aconchegante" cidade.



Como sempre acontece, encontramos amigos e aproveitamos a ocasião para botar a conversa em dia.


Um dos momentos de maior importância para mim foi à visita feita à Embrapa Amazônia Oriental, para conhecer o meliponário e compartilhar da presença de dois grandes estudiosos das nossas abelhas nativas; os pesquisadores, Giorgio Venturieri e Cristiano Menezes.



Eu e o Dr. Cristiano Menezes.


Eu e Dr.Giorgio Venturieri.


Esses dois pesquisadores, foram muito pacientes, simpáticos e tiram as dúvidas dos presentes, com a maior boa vontade possível.

Realmente essa visita vai ficar marcada em minha memória e nos registros fotográficos.




Em 2015,acontecerá o Congresso Nordestino de Apicultura e meliponicultura,em Pernambuco e em 2016 no Ceará,o Congresso Nacional e mais uma vez,estarei participando e ajudando na divulgação e defesa da meliponicultura.


Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.







sábado, 1 de novembro de 2014

Congresso brasileiro de Apicultura e Meliponicultura 2014.

Amigos!


Na próxima semana, entre os dias 05 e 08 de novembro, acontecerá um grande evento para a Apicultura e a Meliponicultura brasileira, é o Congresso brasileiro de Apicultura e Meliponicultura, que esse ano vai  realizar-se em Belém, Pará.




Não tenho dúvidas que esse congresso será de grande importância para debater os avanços e os problemas do setor, e tentar encontrar as melhores soluções.

Essa troca de experiências entre os criadores das diversas regiões do Brasil e do mundo, só irá enriquecer ainda mais os constantes debates em favor dessas atividades, tão importantes para a geração de emprego e renda; e principalmente para o nosso meio ambiente,por contribuírem com o aumento da produtividade das nossas frutas e ajudarem no aumento da biodiversidade;pois as abelhas são os principais polinizadores das árvores nativas e frutíferas,em nosso país.

Com as graças de DEUS, estarei lá, e espero aproveitar ao máximo esse encontro, para ir aprimorando os meus conhecimentos sobre as nossas abelhas nativas, e reencontrar amigos “reais” e “virtuais”.

Após o congresso, farei uma postagem contando os detalhes desse evento!

Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.








domingo, 17 de novembro de 2013

O futuro da nossa meliponicultura.


Amigos!


Ao iniciar mais uma postagem sobre as abelhas nativas,eu me sinto muito feliz e motivado,pois a cada dia as nossas abelhas nativas,estão despertando o interesse de estudantes e pesquisadores.

Depois de passar por um período de esquecimento e da quase extinção de algumas espécies;finalmente a realidade da meliponicultura está mudando e teremos um futuro promissor,para todo o setor.


Abelha urucu nordestina,na flor de Mutre(Aloysia virgata)

Tenho alguns amigos,que fazem cursos de graduação nas áreas das Ciências Agrárias(Zootecnia,Agronomia,Veterinária),que também estão interessados em realizar pesquisas cientificas com as abelhas nativas,e isso será muito positivo para a nossa meliponicultura paraibana e brasileira;afinal quanto mais pesquisas e mais acadêmicos envolvidos com as abelhas nativas;mais fácil será a profissionalização e a regulamentação dessa atividade.

Sempre que tenho oportunidade,falo sobre a existência e da importância,social,econômica,e ambiental das abelhas nativas,e sempre essas conversas tem despertado a curiosidade de quem as escuta.


Abelha Jandaíra,na flor de Mutre(Aloysia Virgata).

Quase semanalmente recebo ligação,email ou visita,de interessados em conhecer mais de perto as abelhas nativas.Geralmente são pessoas que tiveram os primeiros contatos com as abelhas nativas,ainda crianças,mas perderam essa ligação e estão querendo realizar essa bela viagem ao passado e transformar seu futuro.



Nessa semana que se inicia,acontecerá um importante evento para a nossa meliponicultura:O III congresso nordestino de Apicultura e Meliponicultura;que acontecerá em Campina grande,PB.Nos dias 20,21 e 22 de novembro.
Com certeza estarei lá,onde haverá uma grande troca de ideias e de experiências,sobre as nossas abelhas nativas,e essa troca de experiências,só beneficia o setor,com melhorias no manejo produtivo e no bem estar das abelhas.


Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

quarta-feira, 20 de março de 2013

O futuro da meliponicultura.

Amigos!



A meliponicultura,(Criação racional de abelhas nativas)deve ser tratada como uma atividade econômica,viável e ecologicamente correta.Só assim poderemos desenvolver o setor e conseguir respeito e apoio de todos os setores da sociedade.

Para o desenvolvimento dessa atividade,devemos procurar sempre mais informações e realizar experiências com as nossas abelhas nativas.Dentre alguns temas para  essas experiências,podemos citar:

-Qual é o melhor modelo de caixa racional,para cada espécie?
-Quais plantas devem ser cultivadas,para aumentar a produtividade dessas abelhas?
-Quais as espécies mais produtivas,em cada região?
-Quais são os melhores métodos de multiplicação de colônias?
-Onde conseguir as primeiras colônias?
-Onde adquirir conhecimento a respeito da meliponicultura?
-Como montar seu meliponário?

Diante de todas essas perguntas,devemos ter sempre cautela ao respondê-las;pois não existe uma verdade absoluta...O que é bom para mim,pode não ser para outro meliponicultor e vice-versa.

Sempre estou realizando pesquisas com as abelhas nativas(Mesmo sem cunho científico,ainda),e muitas vezes me surpreendo com algumas colônias;que mesmo estando no mesmo ambiente, destaca-se das demais,em produtividade,número e tamanho dos “discos de crias”,rusticidade,adaptação à diferentes ambientes e por manter um formato do ninho padrão ...,Talvez por questões genéticas,elas sejam “superiores”às demais.

Essas famílias,consideradas “padrões”(para à espécie),devem ser multiplicadas e acompanhadas,com um manejo adequado,para que esse melhoramento genético continue à acontecer no meliponário;trazendo melhorias significativas para o meliponicultor e para todo o meio ambiente.

Assim;cada um fazendo a sua parte,para o engrandecimento da meliponicultura,poderemos sonhar com um futuro promissor para a atividade.


Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.




terça-feira, 1 de maio de 2012

Sustentabilidade=Meliponicultura.



Sustentabilidade.Essa é uma atitude que deve ser incorporada por todos nós,se pretendermos deixar um meio ambiente relativamente preservado,para as futuras gerações.


Uma atividade,para ser ecologicamente sustentável,deve ser desenvolvida de forma à causar um impacto mínimo,ao meio ambiente.


A maioria das atividades agrícolas,são prejudiciais à natureza,pois os desmatamentos,o uso irracional de fontes de água e o uso exagerado de agrotóxicos,tem trazido impactos negativos para todo o planeta.
Mas a cada dia,a exigência de mais alimentos(pois a população mundial cresce à passos largos),tem “obrigado”aos agricultores aumentarem suas áreas de plantio,derrubando grandes áreas de matas nativas.


Uma ótima alternativa,para se conseguir renda e ainda contribuir para a preservação das matas,é a criação de abelhas;sejam elas nativas ou africanizadas.Essa importante atividade,deve ser apoiada pelos órgãos governamentais(principalmente os ligados a preservação do meio ambiente),pois para se obter sucesso nessa atividade,a principal regra é manter uma boa área de mata preservada.  



A nossa meliponicultura,se apresenta como a alternativa ecológica e economicamente sustentável;além de ter baixo custo de investimento e manutenção,e ser de fácil manejo,pois como as abelhas não possuem ferrão,não há necessidade de vestimentas especiais para lidar com elas.


Antes de iniciar uma nova atividade produtiva e/ou econômica,analise seu potencial de poluição e destruição da natureza.Lembre-se que: “dessa vida não levamos nada”,portanto deixe um mundo melhor para seus filhos e netos.

Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
                                  

quinta-feira, 1 de março de 2012

De volta ao cariri paraibano.



Amigos.


Eu passei a última semana,lá no “meu cariri paraibano”,onde fui participar da missa de 30º dia de falecimento de meu avô(Manoel Braz),aproveitei para rever os familiares,a minha querida caatinga e as abelhas nativas.

 Mandacaru florido.

Graças a Deus,as primeiras chuvas caíram,reacendendo as esperanças e as forças do caririzeiro,que espera mais chuvas e em maior intensidade.


Com as primeiras chuvas,a caatinga tem uma “explosão”de vida,e se transforma numa imensa área verde.

Como estamos saindo de um período de seca,eu apenas fiz algumas revisões nas abelhas nativas;principalmente nas cupiras(Partamonas seridoensis),que estão muito bem.


Colônia de cupira,com destaque para a rainha.


Eu mantenho as cupiras em caixas racionais,além de manter algumas em estado natural(No cupinzeiro),para que elas possam enxamear para as áreas próximas à casa de minha mãe.


Essa semana foi revigorante,pois eu fiz;(juntamente com familiares)uma bela caminhada no meio da caatinga,com direito a banho de chuva e beber água(pura e cristalina),diretamente nos córregos.
Durante essa caminhada,encontramos uma moça branca,uma Cupira,duas africanizadas e um ninho de gangarro(ave que faz seu ninho no interior do cupinzeiro).


Imburana de cambão(Imburana de espinhos).

Pretendo ir lá novamente na páscoa,tomar banho de açude,dividir algumas jandaíras e recarregar as forças,no meio da caatinga.

Em destaque um pé de Cumaru(Imburana de cheiro).


Em breve trarei mais relatos e fotos de minha estadia,no cariri paraibano.


Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Divulgando a meliponicultura.



Mesmo estando um pouco afastado do assunto”Abelhas nativas”,eu continuo divulgando,apoiando e praticando a meliponicultura(criação racional de abelhas nativas),e recentemente fui questionado por email,por uma pessoa que não cria abelhas nativas,mas quer ajudar a salvá-las da extinção,E queria saber de que forma,poderia contribuir para isso?

                  Muda de imburana de cambão.
                                     
Ao  responder-lhe o email,eu fiz questão de dizer,que gestos simples,podem ajudar,não só as abelhas nativas,mas toda a natureza.

1º-Proteja as árvores nativas de sua região,seja ela:caatinga,cerrado,mata atlântica,floresta amazônica,etc.,pois elas são imprescindíveis para as abelhas nativas;fornecendo-lhes,alimento,moradia,etc.;


2º-Não compre abelhas e/ou mel de pessoas,que você sabe que pratica a meliponicultura predatória(aquela,onde só se quer o lucro financeiro,retirando-se as abelhas e o mel,da natureza de forma destrutiva e danosa ao meio ambiente);

3º-Denuncie,aos órgãos ambientais,qualquer crime contra o meio ambiente,que você presenciar,pois mesmo se esses criminosos não forem punidos;sua atitude servirá de exemplo para outras pessoas;

4º-Procure conhecer,estudar e ter contato com as abelhas nativas,pois depois desse primeiro contato,será quase impossível não se apaixonar por elas e se tornar um meliponicultor.

Colônia matriz de uruçu(Melípona scutellaris).

Mesmo,se você morar na cidade,poderá criar as abelhas nativas,pois elas são bem rústicas,mansas,produtivas e fáceis de manejar.


Colônia matriz de abelhas jandaíra(Melípona subnitida),em meliponário urbano.

5º-Se você já se apaixonou pelas abelhas sem ferrão;procure aprender na prática, o manejo da espécie que deseja criar,pois isso poderá ser a diferença entre uma atividade relaxante e prazerosa e uma experiência frustrante,por falta de experiência.

Procure em sua região,conhecer um meliponicultor(te garanto que você será muito bem recebido,por “ele”),pois esse(além da colocação de iscas),são os meios mais seguros de se iniciar uma criação racional de abelhas nativas,afinal;com a divulgação,com informações e com o apoio de todos,as abelhas nativas continuarão sendo manejadas racionalmente,e também se manterão em seu estado natural,nos locais onde ainda seja possível essa permanência.

Abraço.
Paulo Braz.
Meliponário Braz.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Caixas racionais e suportes para abelhas nativas.





A criação racional de abelhas nativas(meliponicultura),está em pleno desenvolvimento.
A cada dia surgem novas técnicas racionais de manejo;modelos e medidas de caixas;tipos de suporte(para as caixas);alimentação artificial;técnicas de divisão,enfim,cada meliponicultor vai se adaptar e escolher,a melhor forma de manejar as suas abelhas.


Um dos fatores,que nos fazem decidir por um determinado modelo de caixa racional,é saber qual é o objetivo da criação:se você quer produzir mel;se vai apenas reproduzir as famílias,afim de vender novas colônias ou se apenas sua criação será um hobby.

Caixa modelo FO/INPA.

Caixa horizontal/Nordestina.

Além dos modelos de caixas;o suporte,também tem a sua importância,e deve ser escolhido de acordo com o espaço disponível,para colocar as caixa.

Suporte individual(onde apenas uma caixa é colocada,sobre esse suporte.É preferencialmente utilizado por pessoas que dispõem de bastante espaço,ou criam espécies territorialistas).


Suporte coletivo ou prateleira(geralmente coloca-se as caixas próximas umas das outras.É usado principalmente,quando o espaço disponível é limitado).


No caso dos suportes individuais,o manejo é bem mais fácil e tranquilo,pois você terá um bom espaço para executar as tarefas de rotina(revisão,alimentação,divisão);além de não ter problemas na hora das divisões(com brigas das abelhas).



Já as prateleiras,requerem um maior cuidado,na hora desses manejos,pois,devido a proximidade das caixas racionais;as brigas são constantes,sobretudo depois das divisões(onde as abelhas ficam agitadas e estressadas,e entram nas caixas próximas,ocasionando mortes).


Uma boa alternativa,na hora de divisões,para evitar brigas e mortes de abelhas(nas caixas,que estejam em prateleiras)é fechar as caixas vizinhas,até que as abelhas se acalmem e comecem a se organizarem na nova morada.


Essas são apenas algumas dicas,pois nesse mundo da meliponicultura;cada meliponicultor deve escolher a melhor maneira de realizar as tarefas do dia-a-dia,tornando essa atividade cada vez mais prazerosa e interessante.


Desejo um feliz natal e um 2012,cheio de realizações,muita saúde e paz,para todos.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O futuro da meliponicultura.



Nas últimas postagens,eu coloquei aqui no blog,vários pontos de vista,de alguns amigos,que mandaram seus pensamentos por email...Depois de ler e refletir,sobre cada um deles,eu fico  imaginando,qual será o futuro da nossas abelhas nativas,qual será o futuro da meliponicultura em nosso país?



Para responder a essa pergunta,nós temos que levar em conta,alguns pontos:a regulamentação da atividade,por parte dos órgãos regulamentadores/fiscalizadores e a mudança de alguns pontos dessa regulamentação,serão imprescindíveis para que as abelhas nativas, possam ser criadas,reproduzidas e preservadas;pois as proibições não ajudam em nada na salvação das espécies,pelo contrário;se o meliponicultor é proibido de criar determinada abelha,pois os “doutores”dizem que ela não é nativa dessa região geográfica,ou pelo menos “eles”acham que não é,pois os estudos são recentes,e como todos nós sabemos as abelhas nativas sempre viveram por todos os recantos desse país/continente,e só agora,elas despertam o interesse de alguns estudiosos(embora já tenhamos importantes estudos de autoridades brasileiras e mundiais,à respeito das abelhas nativas brasileiras),que acham que devem ditar todas as regras dessa atividade secular.


O que as autoridades não conseguem proibir são os desmatamentos,as queimadas,a matança de animais silvestres e a destruição dessas abelhas,praticada pelos meleiros,diariamente...,mas para “eles”é mais fácil “pegar”o meliponicultor,pois esse não se esconde,não foge,não age de forma criminosa,enfim estão trabalhando para salvar as espécies que ainda restam, e quem sabe serão os únicos bancos de material genético num futuro bem próximo.



Principalmente aqui no nordeste,as abelhas nativas,sempre foram criadas e manejadas,desde o descobrimento do país.Mas isso,parece não ter importância para as autoridades,que determinam como deve ser conduzida essa atividade daqui pra frente.Não importa,se você salvou determinada espécie de um forno de padaria,ou de uma carvoaria...,se essas abelhas não constarem em um estudo de um “doutor”dizendo que elas são de sua região,então você é um CRIMINOSO e portanto deverá responder criminalmente,por ter salvado uma espécie que os “doutores”,talvez nunca tenham tido contato com ela,mas apenas viram sua foto em algum artigo acadêmico.



Gostaria mais uma vez,de chamar à atenção das autoridades para a grande destruição da caatinga,pois essa sim é uma questão que merece todo o empenho,por parte das autoridades e se nada for feito(como infelizmente imagino que não vai ser),em um futuro bem próximo,as abelhas nativas não mais existirão,pois não mais existirá a própria caatinga nordestina.E as crianças que nascerem nesse pedaço de Brasil,só conhecerão as abelhas nativas, através das histórias dos mais velhos ou através de algum meliponicultor,que as tenha salvado antes da destruição total das matas!



O que precisamos é de apoio,para salvar as espécies em extinção e não de empecilhos e entraves,que só dificultam o belo e importante trabalho dos meliponicultores  desse nosso país.



Um abraço.

Paulo Romero.

Meliponário  Braz.

sábado, 15 de outubro de 2011

Repensando a meliponicultura IV.




E o debate continua.

Resolvi,postar mais um email que recebi de um amigo,que também tem sua opinião à respeito desse assunto.


Olá amigo.

 Desculpe a demora para lhe enviar o e-mail com o ponto de vista que havia proposto,pois somente hoje pude dispor de um tempo livre nos afazeres do dia a dia.



Como mencionei no último comentário que participei no seu blog,somente através desse contato direto entre meliponicultores é possível colocarmos um ponto de vista acerca da viabilidade na criação de uma espécie de abelha melípona em outra região que não a região em que naturalmente a espécie se encontra,pois podemos dispor de mais espaço para desenvolver uma reflexão;e um ponto de vista alicerçado por pesquisas que eu fazia sobre o assunto,de maneira mais abrangente,há quinze anos atrás.




Primeiro,temos que levar em conta que a criação de abelhas indígenas,aqui no Brasil,sempre fora desenvolvida de forma artesanal,até o começo do século passado,em suas próprias regiões naturais de incidência.


Creio que só havia,por esse tempo,um maior interesse pelas ditas abelhas unicamente pelas populações envolvidas em tais criações,tornando inexistente essa questão do transporte de colônias,e a viabilidade,ou não,da criação de uma espécie de determinado ecossistema em um outro ecossistema diferente do original,pois não havia e não houve nenhum registro importante de algum transporte e criação de meliponíneos de uma região a outra por esse tempo,e de algum eventual desenvolvimento das mesmas.



Coube a um grupo de cientistas,ou pesquisadores,há algumas décadas,essa tarefa de voltar os olhos para as abelhas melíponas com vistas a transformar a então criada atividade “meliponicultura” em algo menos artesanal,mais racional em termos de manejo,assemelhando-se à apicultura que já era desenvolvida no país,desde a Colonização.E esses pesquisadores voltaram os seus olhos para as mais variadas espécies distribuídas e conhecidas em cada região.E esses pesquisadores procuraram não somente desenvolver as técnicas de criação,mas,também,estudar essa questão do isolamento genético de populações de abelhas de outras regiões que poderiam ser criadas fora de sua região de origem.




Então,é necessária,nessa questão da viabilidade da criação de abelhas melíponas de uma outra região,com uma preocupação no campo genético,uma leitura totalmente científica,feita por esses pesquisadores de então.Porque sabemos que existe, pelo menos inicialmente,um bom desenvolvimento das colônias,mesmo sob essas condições de isolamento genético,mas,há essa teoria de que,com o tempo, se não houver,eventualmente, a adição de outras colônias,ou discos de crias,a criação tenderá a se extinguir devido à consaguinidade.




Não conheço relatos de criadores que conseguiram manter (sem haver essa renovação genética)uma criação por um maior número de anos,pois acredito que a maioria dos meliponicultores que se interessam em criar abelhas de outras regiões,sabe que existe a teoria da necessidade de um número mínimo de colônias para manter a criação longe de uma extinção futura,devido à consaguinidade.




Acho que uma boa fonte para verificarmos a viabilidade na criação de meliponíneos em outras regiões que não as de origem dos mesmos,seria através do link fornecido pelo amigo português na última postagem do seu blog,pois o mesmo nos leva a um nome que deve ser levado muito em conta,por tratar-se do nome de um autodidata/criador muito conhecido literatura afora,há muitos anos,e contemporâneo e amigo do grande mestre Paulo Nogueira-Neto,que em seu livro narra, àquele tempo(acho que na década de 60),que forneceu ao senhor Cappas colônias de meliponíneos brasileiros,e que tais colônias,àquele tempo,se desenvolviam bem;cabendo aos que se interessam pelo assunto atualmente,saber se esse criador ainda possui aquelas colônias “intactas”,ou seja,sem ter havido o expediente da renovação genética através da aquisição de novas colônias da mesma espécie,ou a aquisição de discos de cria.Então,poderíamos ter uma melhor ideia da viabilidade da criação de meliponíneos sem o perigo da consanguinidade,tendo em vista o tempo decorrido no desenvolvimento das colônias e o isolamento geográfico (outro continente)que tais colônias -se ainda existirem -se encontraram,ou se encontram.




Então,espero ter fornecido uma visão conseguida através de pesquisas que fiz de uma maneira mais aprofundada há quinze anos,e de repente a provável existência novos dados,mais atuais,sobre o tema,possam fornecer mais subsídios para que possamos chegar a uma conclusão sobre a viabilidade da criação de uma espécie diferente de melípona em um outro ecossistema diferente do original.



Um abraço amigo.


 Fco Mello .

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Repensando a meliponicultura III.




Como esse tema”abelhas nativas,fora de sua área geográfica original”,tem sido muito discutida nos meus últimos posts,tenho recebido emails de várias partes do Brasil e do mundo.

Um desses emails,me chamou atenção,por isso resolvi fazer dele uma postagem.Ele foi enviado por um amigo de Portugal.


Boas...


Correndo o risco de deitar mais lenha na fogueira vou aqui deixar a minha opinião...
Antes de mais,sou um apicultor amador de Portugal (amador apenas por falta de tempo em virtude da minha profissão)... fui "contagiado" pelo meu avô materno para este mundo das abelhas (Apis)...Um senhor com 101 anos que diz dever a sua longevidade e saúde às inúmeras picadas/ferroadas de abelhas que apanhou ao longo da vida..
 

Mas vamos ao que interessa...No que respeita a abelhas polinizadoras e produtoras de mel (retiro portanto as pilhadoras, carniceiras,etc.),não vejo grande problema em mover colónias de um local para o outro...principalmente quando nem se sai do mesmo continente...e tal como já por aqui disseram não se sabe e ninguém pode afirmar com segurança se elas já não existiram em locais onde hoje em dia não se encontram.


Mas para levar a coisa mais longe...Eu mesmo"estou morto"por possuir por aqui algumas Meliponíneos, especialmente aquelas que se adaptem a clima temperado...Pois por aqui o nosso clima do norte de Portugal é algo semelhante ao do Rio Grande do Sul.


 Se bem que alguns Meliponicultores com quem tenho estabelecido contacto me tenham falado de algumas espécies que embora de clima tropical, se parecem adaptar a clima temperado.


Por acaso cá em Portugal existe um investigador autodidacta que parece ter adaptado com sucesso algumas espécies de Meliponíneos ao nosso clima...o Sr.Cappas e Sousa( http://www.cappas-insectozoo.com.pt/)...Ao que parece um verdadeiro mestre nesta área e referido em diversos meios como uma autoridade no estudo de diversos insectos,entre os quais as Abelhas Sem Ferrão.


Portanto eu ainda pretendo ir mais longe, que é introduzir diferentes espécies de Meliponíneos num território onde eles não existem mesmo...e sinceramente só vejo vantagens...e nenhuma desvantagem...Quer no que respeita a um aumento de eficiência na polinização,pois as Apis e as Meliponíneos complementam-se...até por "iguismo",é preciso não esquecer que muitas das plantas das quais dependemos para a nossa alimentação dependem e muito, da polinização efectuada por estes polinizadores.


E ainda outra vantagem poderia ter a ver com um combate e/ou redução da varroa (ácaro que tem atacado forte e feio os apiários por todo o lado)...pois varroa que tente atacar as Meliponíneos é varroa destruída...quer em virtude das maravilhosas mandíbulas das Meliponíneos,quer em virtude do modo como elas tratam das crias/larvas,quer da temperatura dentro da colmeia, etc....(tal como é referido por Cappas e outros).


Ecologia e/ou ecologistas tem limite...

Sinceramente há coisas mais importantes com que se preocuparem,do que com as distribuição de abelhas polinizadoras por outros locais.

Atenciosamente,

Paulo.
Portugal.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

domingo, 9 de outubro de 2011

Repensando a meliponicultura II.


E a discussão continua.

Afinal,as abelhas nativas não podem ou não devem ser criadas em regiões,onde imagina-se que elas não sejam nativas??Como teremos a certeza se algum dia,elas não viveram ali??

Como,esse assunto não é sequer discutido pelos órgãos fiscalizadores/regulamentadores,pois pra eles isso seria um CRIME;nós simples meliponicultores,e acima de tudo amantes e defensores das abelhas nativas,vamos tentando chegar à uma conclusão,mesmo sabendo que sempre haverão pontos que discordância.

Vejam bem,em minha região(semiárido nordestino),especificamente em sítios vizinhos,a abelha manduri/rajada(melípona asilvai)já não é mais encontrada,pois os meleiros(pessoas que vivem da venda do mel retirado da natureza,sem nenhum manejo)e o processo de degradação da caatinga,(inclusive com o apoio de instituições públicas),pois facilmente se encontra,áreas de caatinga sendo desmatadas,com o financiamento do BNB(Banco do Nordeste do Brasil),afim de  serem feitos plantios de palma forrageira e capim búffel;esse "costume"fez com que essa adorável abelha fosse extinta,de algumas localidades,onde antes,elas existiam naturalmente.

Pergunto:será que algum órgão governamental,está fazendo algo para mudar essa realidade??A resposta é triste,dura,mais verídica,NÃO.”Eles”,sequer conhecem essa abelha,quanto mais fazer algo para trazê-la de volta e cuidar,para que se mantenha nessa região.

Enquanto isso,”seu Zé”,que sempre viveu ali e conhece  os segredos dessa e de muitas abelhas nativas da região,(pois,desde menino,aprendeu com seu pai a cuidar da caatinga e das abelhas)conseguiu comprar,de uma cerâmica,um tronco de catingueira,com uma colônia dessas abelhas,e mesmo morando,em outra região do país,conseguiu reproduzi-la,e está a cada dia,aumentando o número de colônias;tendo apenas  um intuito,um pensamento:reintroduzir essa espécie, aquele local onde foram extintas;afim de vê-las nidificando nos troncos das catingueiras,dos pereiros,das imburanas.

Se não fosse seu trabalho solitário,e seu amor pela caatinga e pelas abelhas nativas,as manduris não voltariam para essa região,pois enquanto “seu Zé”,se preocupa com a preservação das abelhas nativas,e vive essa realidade;alguns DOUTORES,estão apenas interessados em criar dificuldades,burocracia e tentando criminalizar gestos como esse seu;que muitas vezes são a última oportunidade de se salvar essas espécies .

Mesmo,sem saber que era “CRIME”,”seu “Zé”,reproduziu,cuidou,aprendeu segredos e salvou essa abelhinha da extinção,pois,mesmo morando hoje em um estado brasileiro,onde essa abelha não é nativa;fez um esforço solitário para devolver as manduris ao sertão.

A discussão continua;mais tenho certeza que,se não fosse esse gesto de amor e dedicação às abelhas nativas;as crianças do sertão,só iriam conhecer essa abelha,por fotos ou através das histórias dos mais velhos.



Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

domingo, 2 de outubro de 2011

Repensando a meliponicultura.


Amigos!

Em uma das mensagens,recebidas no grupo ABENA;do qual faço parte,uma,entre tantas,chamou-me a atenção,pois eu falei à respeito desse tema em minha última postagem,por isso,pedi permissão,para reproduzi-la aqui.



Thurma Abenauta,

Realmente gostaria de que os defensores ferrenhos de certas posturas, também o fossem para defender a natureza da destruição que corre solta em nosso País!




E, que essas pessoas também condenassem e agissem para minimizar a CORRUPÇÃO que está impregnada em TODOS OS SETORES da nossa sociedade,do governo aos serviços essenciais,como também na educação, saúde,segurança,produção de alimentos,bens de consumo e na própria atividade privada.



Que defendessem as ASF com a mesma energia e disposição.



Daí tava cá pensando com o meu Tico-manco (o Teco está internado com amnésia):



Puxa se o seu Chico do Sul que é quase anaRfabeto, que adquiriu uma meia dúzia de dois ou três Uruçú da Bahia, ou Merrilae do PA, ou Tujuba do RJ, e as dividiu com sucesso, saindo em dois ou três anos desses poucos enxames, para dezenas de colméias profícuas e muito mais fortes dos que as nativas em seu local de origem;


Que o seu Chiquinho,sem ter feito nenhum Curso,e nem ter Recebido nenhuma orientação dos Técnicos da Epagri, Emater ou outra Instituição que Ganha para defender a natureza,mas trabalham focados como cabos eleitorais de partidos políticos para elegerem pessoas que se auto promoverão durante suas carreiras,acumulando fortunas bilionárias desviadas de obras públicas,e que levarão consigo os cupinchas que se aproveitam de suas funções públicas para se darem bem... Ele,o Chico da sandália que tem a tira remendada com prego, consegue essa proeza.



E,como “Ele” dezenas ou centenas de "Seus Chicos do Sul" estão fazendo isso não só com abelhas nativas, de fora de seu Bioma endêmico,mas também com as abelhas sem ferrão de seus locais de origem.


Daí me força os neurônios pensar que POR QUE os Notáveis Pesquisadores,lastreados por entidades renomadas e dotadas de laboratórios e de auxiliares bolsistas,que escrevem livros,Teses de Doutorado, que editam leis ditando o que os outros podem ou não podem fazer,não conseguiram fazer com que dezenas de ASF estudadas e que fundamentaram seus pareceres,não tivessem o mesmo desenvolvimento????????



Será que tais estudos foram falhos,mal conduzidos, ou será que faltou "sensibilidade" e "Amor" pelas abelhinhas,que foram usadas simplesmente como objetos de conquistas de títulos?


Ou será que o "Seu Chico" é algum mágico ilusionista?

Me ajudem! Preciso de orientação para entender isso.

Saúde a todos.

Jean.

SC.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Apimeliponicultura.



“Apimeliponicultura”,palavra bonita,e que ultimamente tem sido muito usada;principalmente nos fóruns da internet,sobre:Apicultura e meliponicultura.



Mas,será que a meliponicultura nacional,só poderá ser conhecida e respeitada,se for “atrelada”à apicultura?(quero deixar claro,que não tenho nada contra os apicultores,apenas acho que a meliponicultura pode sim,ser uma atividade importante e ecologicamente sustentável,independente da apicultura,pois essa já está consolidada,em nosso país).



Outra questão:existe uma grande resistência,por parte de muitos “defensores”da natureza,de se levar espécies de abelhas nativas,de uma região do país,para outra,por representarem perigo,para a fauna daquela região.Não se esqueçam, que estamos falando de abelhas nativas do mesmo país,( que hoje se encontram em diferentes regiões geográficas)e não de introduzir espécies exóticas em nosso território.


Eu acho,que o mais importante desse questão,é saber se as abelhas estão sendo bem cuidadas;se o meliponicultor está dominando as técnicas racionais de criação da espécie;se o processo de multiplicação está ocorrendo de acordo com o esperado;se as abelhas estão bem adaptadas as condições climáticas e se elas estão livres do processo de extinção,que para mim é o mais importante dessa questão.
  
Sei,que essa questão é polêmica,mas acho que:Se são nativas do mesmo país,não haverá impacto ambiental...Quem garante que,antes do descobrimento do Brasil,e até depois,essas abelhas não habitavam as mais diferentes regiões desse país continental?E,devido à muitos fatores,inclusive a destruição de seus habitat’s,elas se refugiaram em determinadas regiões,por terem sidos expulsas de muitas partes do território.



Uma coisa é certa:os meliponicultores,tem uma grande importância na preservação das abelhas nativas,e portanto,merecem apoio,respeito e merecem ser tratados como aliados,na proteção e preservação da natureza e nunca como ameaça à preservação das abelhas nativas.



Espero,que em um futuro bem próximo,a meliponicultura seja vista,como umas das atividades de menor impacto ambiental(quando realizada de forma responsável)e que as abelhas nativas,possam ser criadas por todo esse país,afim de salvar muitas espécies da extinção,que já é vista por alguns recantos do país.



Abraço.

Paulo Romero.
Meliponário Braz.