domingo, 16 de maio de 2010

Transferindo,uma jandaira para a caixa.(Parte I.)


Era quarta -feira,dia 10 de março,e eu estava me preparando para ir ao sítio de meu tio(sítio cachoeirinha)transferir uma jandaíra que estava em um galho de catingueira,para uma caixa racional.

Peguei o cavalo(pé de pano),coloquei a sela,e fui arrumar os apetrechos ,que eu utilizaria para facilitar a transferência.

Coloquei num saco:um pequeno machado,um martelo,uma cunhas de ferro,fita crepe,arame,um chapéu com tela,e a caixa.

Quando eu estava de saída,mamãe,me disse:porque você não deixa isso para outra hora?O sol tá muito quente.
Não mãe,eu quero transferir pelo menos uma jandaíra,antes de tio Carlinhos chegar de viagem;quero fazer-lhe uma surpresa.

Meu tio,mora em Campina Grande,mas trabalha em Roraima,e vem todo mês passar um final de semana por aqui. Ele que também gosta de abelhas nativas,adquiriu uns dez galhos,com colônias de jandaíra,e esses galhos já estavam em seu sítio à uns dois anos,e sempre aparecia algum imprevisto,para que elas não fossem transferidas.

Eu fui rápido,pois,pé de pano estava bem forte e bem tratado,eu nem percebi a distância.



Ao chegar à cachoeirinha,eu botei o cavalo na sombra de uma quixabeira,que tem na porta da casa,e já fui chamar Miguel,que é o morador e vaqueiro;responsável pelo bom funcionamento de todo sítio.

Aproveitei e já fui tirando,um galho de catingueira com uma jandaíra que tinha logo na entrada da casa,pendurado nos caibros por um arame. Levei-o para a cocheira,pois lá ficaria mais fácil de trabalhar e tinha uma boa sombra(o sol estava de matar),Miguel ficou olhando,disse que queria ver se tinha muito mel.



Coloquei o galho em uma boa posição,e comecei o trabalho,com a ajuda do machado,consegui rachar o galho,e usando as cunhas fui abrindo bem devagar,com cuidado(a essa altura,Miguel disse:aí não tem é nada,porque se tivesse as abelhas já estavam mordendo nós)e pra minha triste surpresa,essa colônia tinha se acabado,só restavam alguns potes de mel vazios,cera,e umas cinco abelhinhas,que voavam ao nosso redor,nada de rainha,discos de cria.

Com a decepção dessa primeira tentativa,eu desanimei,ainda pensei em abrir mais um galho,mas deixei pra outra hora.Deixei a caixa,ali mesmo na cocheira,presa em um prego,tomei água,me despedi de Miguel,montei em pé de pano,e voltei decepcionado,pra casa,decepcionado,não porque a transferência não aconteceu,mas sim,porque perdemos aquela colônia,e isso me deixava triste e sem entender o que havia acontecido,para aquelas abelhas abandonarem aquela moradia,isso não me saía da cabeça.
E com certeza,no sábado eu voltaria,pra finalmente realizar a primeira transferência,bem sucedida,daquele sítio.

Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

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