Conservação De Recursos Genéticos De Abelhas Nativas De Interesse Agrícola
As abelhas sem ferrão são espécies eussociais encontradas nas regiões tropicais e subtropicais. Responsáveis por até 90% da polinização das espécies vegetais nativas, dependendo do bioma, essas abelhas estão ameaçadas devido ao desmatamento e ao manejo predatório. Sendo assim, a conservação dessas espécies é importante para a preservação de todo o bioma. Nesse plano de ação serão trabalhadas as espécies Melipona subnitida, Melipona compressipes e Melipona rufiventris na Embrapa Meio-Norte; Melipona compresipes fasciculata, M. rufiventris flavolineata, Melipona seminigra pernigra, Melipona seminigra do Tapajós, Melipona puncticollis, Scaptotrigona sp 1, Scaptotrigona sp 2 e Tetragonisca angustula na Embrapa Amazônia Oriental e Melipona mandacaia e Melipona asilvai na Embrapa Semi-Árido. Os ninhos serão adquiridos de criadores racionais e/ou capturados em seus locais de ocorrência, sendo mantidos nos campos de pesquisa da Embrapa Meio-Norte, Embrapa Amazônia Oriental e Embrapa Semi-Árido, para a conservação on farm. A manutenção das colônias será realizada com manejo racional e as espécies, bem como os locais de nidificação, serão identificados e caracterizados. Alguns exemplares das espécies serão conservados em álcool PA e mantidas sob congelamento para um estudo futuro de caracterização de DNA. Os dados serão organizados e disponibilizados em um banco de dados.
Objetivo Geral:
Realizar ações que colaborem para a conservação da diversidade genética de algumas espécies de abelhas nativas de importância econômica e ambiental no Semi-Árido do Nordeste e na Amazônia.
Objetivos Específicos:
Identificar e caracterizar populações nativas e núcleos criatórios de abelhas sem ferrão no Semi-Árido do Nordeste e na Amazônia;
Manter sob conservação on-farm uma população de cada espécie de abelha nativa de importância econômica e ambiental no Semi-Árido do Nordeste e na Amazônia (daquelas descritas no Plano de Ação).
Coleta de tecido (indivíduos) de espécies de abelhas nativas sem ferrão.Estruturar um banco de dados de abelhas nativas a fim de propiciar o acesso e permutação aos usuários.
Responsável:
Fabia de Mello Pereira
Equipe:
Fabia de Mello Pereira
Giorgio Cristino Venturieri
Marcia de Fatima Ribeiro
Maria Teresa do Rego Lopes
Ricardo Costa Rodrigues de Camargo
Atividades:
Coleta, caracterização morfológica e conservação "on farm" da Melipona subnitida no Meio-Norte
Coleta, caracterização morfológica e conservação "on farm" de Melipona compressipes e Melipona rufiventris no Meio-Norte.
Coleta, caracterização morfológica e conservação "on farm" de meliponíneos da Amazônia Oriental
Coleta, caracterização morfológica e conservação "on farm" de Melipona mandacaia e Melipona asilvai no Semi-Árido
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
Joaõ Pessoa,PB.
Espaço criado para trocar experiências sobre a criação racional de abelhas nativas. Também falo das coisas do meu "cariri paraibano",como a preservação da caatinga e as belezas de minha terra. Participe,siga o blog e comente,pois com certeza você será muito bem vindo! Obrigado pela visita! Paulo Romero.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
A criação de abelhas nativas como opção na geração de renda .
Ricardo Costa Rodrigues de Camargo
Pesquisador da Embrapa Meio-Norte
No Brasil, existem mais de 300 espécies de abelhas sem ferrão, distribuídas por todo o território brasileiro, e em grande parte de toda a faixa tropical e subtropical do planeta. Encontramos meliponídeos nas Américas desde o norte do México até a região central da Argentina.
Sua criação, denominada de meliponicultura, favorece a preservação das plantas nativas, devido à polinização das flores pelas campeiras, abelhas coletoras, além da produção de um mel diferenciado e com características próprias. Ao se movimentarem sobre as flores em busca do pólen, as abelhas promovem a fertilização das plantas, assegurando a sua multiplicação e perpetuação. Seus criadores colhem, indiretamente, os efeitos da polinização: maiores e melhores frutos e sementes, e a produção do mel das colônias, conseqüente desta atividade de coleta.
Além da importância das abelhas nativas na manutenção dos diversos ecossistemas, uma vez que existe um processo evolutivo atrelado e dependente da presença dessas abelhas para a reprodução de diversas espécies vegetais, inúmeras espécies de abelhas sem ferrão existentes no Brasil, apresentam enorme potencial para a produção de mel, como as espécies conhecidas popularmente como tiúba, jandaíra, uruçu, etc.

Apesar do seu potencial produtivo, essas espécies ainda são pouco exploradas comercialmente, considerando seu enorme potencial de criação. Embora a sua capacidade produtiva não possa ser comparada com a produção de mel das abelhas africanizadas, seu mel apresenta maior valor agregado, além da possibilidade de sua criação poder ocorrer próximo das moradias e permitir a participação de todos os membros do módulo familiar, como jovens e mulheres, uma vez que essas abelhas por não apresentarem ferrão, apresentam um grau de periculosidade menor, se comparado com o das abelhas africanizadas.
Os ecossistemas brasileiros possuem muitas características que favorecem a criação das abelhas, como é o caso dos manguezais. Dentre algumas características, podem-se destacar: clima quente; flora rica em espécies fornecedoras de néctar, pólen e resina; floração mais distribuída ao longo do ano e a presença natural de inúmeras espécies de abelhas sem ferrão.
Embora, esse ecossistema apresente inúmeras características favoráveis à criação de abelhas, praticamente não existem estudos que visem à avaliação do seu potencial florístico, como pasto para as abelhas produtoras de mel.
A meliponicultura se enquadra perfeitamente dentro dos conceitos de diversificação e utilização sustentável dos recursos naturais, pois é uma atividade que pode ser integrada ao manejo florestal, plantio de fruteiras e/ou culturas de ciclo curto e, em muitos casos, pode contribuir no aumento da produção agrícola. É uma atividade que necessita de pouco investimento inicial e pode ser desenvolvida em pequenas propriedades rurais, além de permitir que o agricultor ou pescador familiar mantenha suas outras atividades já estabelecidas culturalmente, tendo na nova atividade um complemento de sua renda familiar.
Nas áreas de mangues existentes nas ilhas que formam o único delta em mar aberto das Américas, as populações locais já vêem explorando as abelhas nativas, embora de modo extrativista e predatório.
Por sua natureza palustre, impeditiva da ocupação humana, durante séculos este ambiente permaneceu relativamente preservado. Entretanto, vem sofrendo agressões pela exploração predatória, através de coleta e captura excessiva de caranguejos, moluscos e pescado, da extração da madeira para uso energético, para obtenção de tanino e material de construção, e do desmatamento para o cultivo de arroz e instalação de salinas.
A vegetação de mangue, apesar de se constituir num santuário ecológico, vem sendo dizimada gradativamente. Inicialmente, cedeu parte para a instalação de salinas e, atualmente, vem sendo cortada para instalação de roças de arroz, criação extensiva de gado e para a criação intensiva de camarão. Outra pressão que a vegetação do mangue vem sofrendo está relacionada com a atuação dos chamados "meleiros". As árvores com ninhos de abelhas são cortadas, sendo a parte do tronco onde se encontra o ninho levado para a comunidade, onde o mel será usado na fabricação de remédios e garrafadas, utilizadas para a cura de inúmeras enfermidades. Entretanto, na maioria dos casos, apenas a colônia é saqueada para a retirada do mel. Essa prática predatória apresenta um impacto negativo muito grande no ecossistema, uma vez que pela falta de conhecimentos, para a retirada do mel ou mesmo da colônia, as árvores com abelhas são cortadas, e muitas vezes as próprias abelhas morrem, pois, na ânsia de se coletar o mel, são retirados seus discos de crias, sendo simplesmente eliminados, em um verdadeiro saque predatório.
A prática dos "meleiros" pode causar danos irreversíveis na manutenção de inúmeras espécies, pois, diferentemente das abelhas africanizadas que dispõem de aparato defensivo muito eficiente e forte característica enxameatória, as abelhas sem ferrão se mostram muito mais vulneráveis a essa prática predatória, além de apresentarem uma condição de se recuperar após um saque, muitas vezes inferior ao das abelhas africanizadas.
Como resultado esperado do plano de gestão e diagnóstico sócio-econômico da APA do Delta do Parnaíba, sugere-se no programa: Manejo Sustentável, a implementação de atividades economicamente viáveis e sustentáveis, de geração de emprego e renda. Sendo assim, a exploração racional dos recursos naturais, por meio da prática da meliponicultura, se enquadra nos requisitos exigidos para as atividades exercidas em unidades de conservação como é o caso da Reserva Extrativista, RESEX do Delta do Parnaíba.
Nesse sentido, A Embrapa Meio-Norte por meio do Núcleo de Pesquisas com Abelhas - NUPA vem desenvolvendo um projeto de pesquisa, com o apoio financeiro do Banco do Nordeste, por meio do Fundeci, intitulado "Manejo Sustentável de Abelhas Nativas em Área de Resex no Delta do Parnaíba" visando preencher essa lacuna na geração de informações necessárias para a criação de abelhas nativas em manejo racional e sustentável, visando a disponibilização dessa tecnologia para a comunidade local, principalmente para os catadores de caranguejo, como opção de atividade para a geração de renda e consequentemente para a melhoria de suas condições de vida.
Esse projeto tem como um dos objetivos principais o levantamento da flora visitada por essas abelhas e que serve de base para a produção de mel. A identificação e classificação dessa flora específica, assim como a caracterização de seus tipos polínicos servirão de subsídio, juntamente com a análise físico-química dos méis produzidos ao longo do ano, para a devida caracterização desse mel, como forma de agregar valor ao produto final, que terá sua produção e extração devidamente orientada, conforme os preceitos das boas práticas de higiene alimentar. Além desses aspectos a serem estudados, está sendo conduzida também à avaliação de diferentes modelos racionais de colméias quanto ao desenvolvimento das abelhas e sua produção de mel. O projeto conta com a parceria técnica da Universidade Estadual do Piauí e da Universidade Federal de Pernambuco, além do apoio logístico do IBAMA.
O projeto completou um ano de execução e já conta com diversos meliponários já instalados, com um montante de aproximadamente 100 colméias entre 10 famílias envolvidas na criação dessas abelhas.
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB.
Pesquisador da Embrapa Meio-Norte
No Brasil, existem mais de 300 espécies de abelhas sem ferrão, distribuídas por todo o território brasileiro, e em grande parte de toda a faixa tropical e subtropical do planeta. Encontramos meliponídeos nas Américas desde o norte do México até a região central da Argentina.
Sua criação, denominada de meliponicultura, favorece a preservação das plantas nativas, devido à polinização das flores pelas campeiras, abelhas coletoras, além da produção de um mel diferenciado e com características próprias. Ao se movimentarem sobre as flores em busca do pólen, as abelhas promovem a fertilização das plantas, assegurando a sua multiplicação e perpetuação. Seus criadores colhem, indiretamente, os efeitos da polinização: maiores e melhores frutos e sementes, e a produção do mel das colônias, conseqüente desta atividade de coleta.
Além da importância das abelhas nativas na manutenção dos diversos ecossistemas, uma vez que existe um processo evolutivo atrelado e dependente da presença dessas abelhas para a reprodução de diversas espécies vegetais, inúmeras espécies de abelhas sem ferrão existentes no Brasil, apresentam enorme potencial para a produção de mel, como as espécies conhecidas popularmente como tiúba, jandaíra, uruçu, etc.
Apesar do seu potencial produtivo, essas espécies ainda são pouco exploradas comercialmente, considerando seu enorme potencial de criação. Embora a sua capacidade produtiva não possa ser comparada com a produção de mel das abelhas africanizadas, seu mel apresenta maior valor agregado, além da possibilidade de sua criação poder ocorrer próximo das moradias e permitir a participação de todos os membros do módulo familiar, como jovens e mulheres, uma vez que essas abelhas por não apresentarem ferrão, apresentam um grau de periculosidade menor, se comparado com o das abelhas africanizadas.
Os ecossistemas brasileiros possuem muitas características que favorecem a criação das abelhas, como é o caso dos manguezais. Dentre algumas características, podem-se destacar: clima quente; flora rica em espécies fornecedoras de néctar, pólen e resina; floração mais distribuída ao longo do ano e a presença natural de inúmeras espécies de abelhas sem ferrão.
Embora, esse ecossistema apresente inúmeras características favoráveis à criação de abelhas, praticamente não existem estudos que visem à avaliação do seu potencial florístico, como pasto para as abelhas produtoras de mel.
A meliponicultura se enquadra perfeitamente dentro dos conceitos de diversificação e utilização sustentável dos recursos naturais, pois é uma atividade que pode ser integrada ao manejo florestal, plantio de fruteiras e/ou culturas de ciclo curto e, em muitos casos, pode contribuir no aumento da produção agrícola. É uma atividade que necessita de pouco investimento inicial e pode ser desenvolvida em pequenas propriedades rurais, além de permitir que o agricultor ou pescador familiar mantenha suas outras atividades já estabelecidas culturalmente, tendo na nova atividade um complemento de sua renda familiar.
Nas áreas de mangues existentes nas ilhas que formam o único delta em mar aberto das Américas, as populações locais já vêem explorando as abelhas nativas, embora de modo extrativista e predatório.
Por sua natureza palustre, impeditiva da ocupação humana, durante séculos este ambiente permaneceu relativamente preservado. Entretanto, vem sofrendo agressões pela exploração predatória, através de coleta e captura excessiva de caranguejos, moluscos e pescado, da extração da madeira para uso energético, para obtenção de tanino e material de construção, e do desmatamento para o cultivo de arroz e instalação de salinas.
A vegetação de mangue, apesar de se constituir num santuário ecológico, vem sendo dizimada gradativamente. Inicialmente, cedeu parte para a instalação de salinas e, atualmente, vem sendo cortada para instalação de roças de arroz, criação extensiva de gado e para a criação intensiva de camarão. Outra pressão que a vegetação do mangue vem sofrendo está relacionada com a atuação dos chamados "meleiros". As árvores com ninhos de abelhas são cortadas, sendo a parte do tronco onde se encontra o ninho levado para a comunidade, onde o mel será usado na fabricação de remédios e garrafadas, utilizadas para a cura de inúmeras enfermidades. Entretanto, na maioria dos casos, apenas a colônia é saqueada para a retirada do mel. Essa prática predatória apresenta um impacto negativo muito grande no ecossistema, uma vez que pela falta de conhecimentos, para a retirada do mel ou mesmo da colônia, as árvores com abelhas são cortadas, e muitas vezes as próprias abelhas morrem, pois, na ânsia de se coletar o mel, são retirados seus discos de crias, sendo simplesmente eliminados, em um verdadeiro saque predatório.
A prática dos "meleiros" pode causar danos irreversíveis na manutenção de inúmeras espécies, pois, diferentemente das abelhas africanizadas que dispõem de aparato defensivo muito eficiente e forte característica enxameatória, as abelhas sem ferrão se mostram muito mais vulneráveis a essa prática predatória, além de apresentarem uma condição de se recuperar após um saque, muitas vezes inferior ao das abelhas africanizadas.
Como resultado esperado do plano de gestão e diagnóstico sócio-econômico da APA do Delta do Parnaíba, sugere-se no programa: Manejo Sustentável, a implementação de atividades economicamente viáveis e sustentáveis, de geração de emprego e renda. Sendo assim, a exploração racional dos recursos naturais, por meio da prática da meliponicultura, se enquadra nos requisitos exigidos para as atividades exercidas em unidades de conservação como é o caso da Reserva Extrativista, RESEX do Delta do Parnaíba.
Nesse sentido, A Embrapa Meio-Norte por meio do Núcleo de Pesquisas com Abelhas - NUPA vem desenvolvendo um projeto de pesquisa, com o apoio financeiro do Banco do Nordeste, por meio do Fundeci, intitulado "Manejo Sustentável de Abelhas Nativas em Área de Resex no Delta do Parnaíba" visando preencher essa lacuna na geração de informações necessárias para a criação de abelhas nativas em manejo racional e sustentável, visando a disponibilização dessa tecnologia para a comunidade local, principalmente para os catadores de caranguejo, como opção de atividade para a geração de renda e consequentemente para a melhoria de suas condições de vida.
Esse projeto tem como um dos objetivos principais o levantamento da flora visitada por essas abelhas e que serve de base para a produção de mel. A identificação e classificação dessa flora específica, assim como a caracterização de seus tipos polínicos servirão de subsídio, juntamente com a análise físico-química dos méis produzidos ao longo do ano, para a devida caracterização desse mel, como forma de agregar valor ao produto final, que terá sua produção e extração devidamente orientada, conforme os preceitos das boas práticas de higiene alimentar. Além desses aspectos a serem estudados, está sendo conduzida também à avaliação de diferentes modelos racionais de colméias quanto ao desenvolvimento das abelhas e sua produção de mel. O projeto conta com a parceria técnica da Universidade Estadual do Piauí e da Universidade Federal de Pernambuco, além do apoio logístico do IBAMA.
O projeto completou um ano de execução e já conta com diversos meliponários já instalados, com um montante de aproximadamente 100 colméias entre 10 famílias envolvidas na criação dessas abelhas.
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Pesquisas apícolas.
Pesquisas apícolas em andamento na Embrapa Meio Norte - Teresina - PI
Ricardo Costa Rodrigues de Camargo
Pesquisador da Embrapa Meio-Norte
O Brasil apresenta condições extremamente favoráveis para a criação de abelhas, dispondo de clima adequado, floradas nativas com grande potencial para a produção de mel, pólen, própolis e geléia real, abelhas adaptadas às nossas condições, tolerantes às principais doenças apícolas e altamente produtivas. Essas condições nos permitem criar abelhas sem a aplicação de medicamentos veterinários e em áreas livres de agrotóxicos propiciando uma produção limpa e disponibilizando aos consumidores produtos de alta qualidade e pureza.
A atividade apícola no Brasil vem crescendo a passos largos nos últimos anos, principalmente na região Nordeste, impactando positivamente as economias locais. Atualmente, a região se destaca no cenário nacional pelo seu volume de produção, desenvolvimento tecnológico e de infra-estrutura, programas de organização e capacitação de apicultores. Entretanto, mesmo com esse diferencial único ainda pouco explorado no país, existem muitos gargalos tecnológicos e não tecnológicos a serem eliminados, que impedem que o Brasil se torne um dos maiores produtores de mel e de outros produtos das abelhas.
A apicultura tem se consolidado como uma das atividades mais importantes do ponto de vista econômico, social e ambiental, por empregar mão-de-obra familiar e proporcionar geração de fluxo de renda, reduzindo a dependência dos produtos agrícolas de subsistência e favorecendo a fixação do homem no campo. Além disso, por depender dos recursos naturais, favorece a preservação da flora nativa, garantindo, também, a preservação de espécies animais dependentes desta flora. Estes fatores têm contribuído para o crescimento da atividade, como pode ser verificado no Piauí, onde, aproximadamente, 15.000 famílias estão envolvidas direta ou indiretamente na atividade com um crescimento na ordem de 9% ao ano, ou seja, cerca de 700 famílias.
Em virtude da importância da atividade, não só na região Nordeste como em grande parte dos Estados brasileiros, a Embrapa Meio-Norte tem envidado esforços para a realização de ações de pesquisa e desenvolvimento visando dar suporte à cadeia produtiva apícola, buscando o aumento da produtividade, aliada à melhoria da qualidade dos produtos da colméia.
Nesse sentido, no período de 2001/2002, a Unidade iniciou a formação do Núcleo de Pesquisas com Abelhas - NUPA, visando dotar a instituição de infra-estrutura física e pessoal qualificado em pesquisa e desenvolvimento, capazes de gerar, adaptar e transferir conhecimentos que permitam o desenvolvimento sustentável destas atividades. Para isso, foram realizadas contratações de pesquisadores e técnicos especializados, que atualmente estão envolvidos na elaboração e execução de projetos de P&D, abordando diferentes linhas de pesquisa da Apicultura e Meliponicultura, além de atuarem em parceria com outras instituições ligadas à atividade em projetos de capacitação e transferência de tecnologias, como no caso da Federação das Entidades Apícolas do Piauí - FEAPI, IBAMA, universidades, ONGs, Sebrae, etc.

Em relação à estrutura física e tecnológica do Núcleo, a existência de apiários e meliponários experimentais instalados em diversos ecossistemas do Piauí (cerrado, caatinga, área de transição, manguezal), aliado a estrutura laboratorial permitem que o grupo realize ações de pesquisa abrangendo os temas: alimentação de abelhas, qualidade do mel, instalação e manejo de apiários, flora apícola, apicultura orgânica e meliponicultura. Além disso, tem atendido ao setor produtivo, pela prestação de serviços laboratoriais com a realização de análises de mel exigidas pela legislação vigente e pelos mercados consumidores.
Ressalta-se ainda que a estruturação do Núcleo tem contribuído para a formação de profissionais para atuarem no setor apícola, por meio da orientação de estagiários e bolsistas de nível médio e superior.
A atuação do NUPA também envolve a participação de membros da equipe em comissões externas ligadas ao Arranjo Produtivo da Apicultura, como é o caso das Câmaras Setoriais (estadual e nacional) e de normalização.
Sendo assim, a Embrapa Meio-Norte, por meio da atuação do NUPA, vem se empenhando no desenvolvimento do agronegócio apícola e da meliponicultura, na certeza de que a criação sustentável de abelhas pode contribuir para a geração de renda para os agricultores familiares, fixando o homem no meio-rural, para preservação ambiental, por meio dos serviços de polinização prestados e na manutenção das áreas de vegetação nativa e das abelhas.
Temas de Atuação do NUPA
Apicultura, meliponicultura e interação das abelhas com o meio ambiente e a produção agrícola.
Focos de ação
Atualmente, encontra-se em fase de implantação e/ou condução, projetos e ações nas seguintes linhas de pesquisa:
*Alimentação de abelhas:identificar alimentos alternativos regionais para a manutenção dos enxames em determinados períodos como na entressafra, nos períodos de pré-floradas, no manejo para polinização, etc.
*Manejo de colméias: buscar soluções para problemas relacionados à produtividade e qualidade do mel, migração de enxames, sanidade das abelhas etc.;
*Qualidade do mel: estabelecer um perfil das características específicas dos diferentes tipos de mel da região (sensorial, físico-químico), além de resolver os principais gargalos, quanto à produção e ao processamento, visando à manutenção da qualidade do produto final;
*Flora apícola: identificar as plantas melíferas da região, executando análises polínicas e melissopalinológicas, atualizando a palinoteca já existente e colaborando para a identificação botânica dos méis produzidos na região.
*Apicultura orgânica: apoiar a certificação orgânica na região, auxiliando os produtores nos processos necessários para a certificação orgânica, instalando apiários orgânicos e desenvolvendo tecnologias adaptadas às condições específicas da região e que se adéqüem às diretrizes internacionais para a certificação orgânica.
*Meliponicultura: levantamento da flora de interesse para a Meliponicultura e das espécies de abelhas da região com maior potencial para produção de mel e polinização e avaliação de modelos racionais de colméias e de técnicas de manejo e extração de mel.
*Polinização: identificar as espécies de abelhas que sejam polinizadores efetivos das principais culturas agrícolas da região e elaborar planos de manejo para a sua polinização dirigida.
Objetivo Geral
Contribuir para o desenvolvimento sustentável da Apicultura e da Meliponicultura por meio da geração, adaptação e transferência de conhecimentos e tecnologias, estando permanentemente articulado, em forma de parceria, com outras instituições de pesquisa e desenvolvimento ligados a essa área em todo o Brasil.
Objetivos Específicos:
Realizar atividades de pesquisa e desenvolvimento em Apicultura e Meliponicultura;
*Desenvolver tecnologias que aperfeiçoem os processos de produção e beneficiamento dos produtos das abelhas.
*Prestar serviços laboratoriais para análise de mel e subprodutos da Apicultura e Meliponicultura, visando contribuir para a melhoria de qualidade;
*Desenvolver estudos sobre cadeias produtivas dos produtos das abelhas.
*Colaborar com as universidades do Meio-Norte e de outras regiões, na formação de profissionais para atuarem na Apicultura e Meliponicultura;
*Treinar profissionais de assistência técnica e extensão rural, para a transferência de tecnologias junto a produtores;
*Assessorar o setor público e privado, na elaboração de políticas, planos, programas e projetos, para o desenvolvimento da Apicultura e Meliponicultura.
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB
Ricardo Costa Rodrigues de Camargo
Pesquisador da Embrapa Meio-Norte
O Brasil apresenta condições extremamente favoráveis para a criação de abelhas, dispondo de clima adequado, floradas nativas com grande potencial para a produção de mel, pólen, própolis e geléia real, abelhas adaptadas às nossas condições, tolerantes às principais doenças apícolas e altamente produtivas. Essas condições nos permitem criar abelhas sem a aplicação de medicamentos veterinários e em áreas livres de agrotóxicos propiciando uma produção limpa e disponibilizando aos consumidores produtos de alta qualidade e pureza.
A atividade apícola no Brasil vem crescendo a passos largos nos últimos anos, principalmente na região Nordeste, impactando positivamente as economias locais. Atualmente, a região se destaca no cenário nacional pelo seu volume de produção, desenvolvimento tecnológico e de infra-estrutura, programas de organização e capacitação de apicultores. Entretanto, mesmo com esse diferencial único ainda pouco explorado no país, existem muitos gargalos tecnológicos e não tecnológicos a serem eliminados, que impedem que o Brasil se torne um dos maiores produtores de mel e de outros produtos das abelhas.
A apicultura tem se consolidado como uma das atividades mais importantes do ponto de vista econômico, social e ambiental, por empregar mão-de-obra familiar e proporcionar geração de fluxo de renda, reduzindo a dependência dos produtos agrícolas de subsistência e favorecendo a fixação do homem no campo. Além disso, por depender dos recursos naturais, favorece a preservação da flora nativa, garantindo, também, a preservação de espécies animais dependentes desta flora. Estes fatores têm contribuído para o crescimento da atividade, como pode ser verificado no Piauí, onde, aproximadamente, 15.000 famílias estão envolvidas direta ou indiretamente na atividade com um crescimento na ordem de 9% ao ano, ou seja, cerca de 700 famílias.
Em virtude da importância da atividade, não só na região Nordeste como em grande parte dos Estados brasileiros, a Embrapa Meio-Norte tem envidado esforços para a realização de ações de pesquisa e desenvolvimento visando dar suporte à cadeia produtiva apícola, buscando o aumento da produtividade, aliada à melhoria da qualidade dos produtos da colméia.
Nesse sentido, no período de 2001/2002, a Unidade iniciou a formação do Núcleo de Pesquisas com Abelhas - NUPA, visando dotar a instituição de infra-estrutura física e pessoal qualificado em pesquisa e desenvolvimento, capazes de gerar, adaptar e transferir conhecimentos que permitam o desenvolvimento sustentável destas atividades. Para isso, foram realizadas contratações de pesquisadores e técnicos especializados, que atualmente estão envolvidos na elaboração e execução de projetos de P&D, abordando diferentes linhas de pesquisa da Apicultura e Meliponicultura, além de atuarem em parceria com outras instituições ligadas à atividade em projetos de capacitação e transferência de tecnologias, como no caso da Federação das Entidades Apícolas do Piauí - FEAPI, IBAMA, universidades, ONGs, Sebrae, etc.
Em relação à estrutura física e tecnológica do Núcleo, a existência de apiários e meliponários experimentais instalados em diversos ecossistemas do Piauí (cerrado, caatinga, área de transição, manguezal), aliado a estrutura laboratorial permitem que o grupo realize ações de pesquisa abrangendo os temas: alimentação de abelhas, qualidade do mel, instalação e manejo de apiários, flora apícola, apicultura orgânica e meliponicultura. Além disso, tem atendido ao setor produtivo, pela prestação de serviços laboratoriais com a realização de análises de mel exigidas pela legislação vigente e pelos mercados consumidores.
Ressalta-se ainda que a estruturação do Núcleo tem contribuído para a formação de profissionais para atuarem no setor apícola, por meio da orientação de estagiários e bolsistas de nível médio e superior.
A atuação do NUPA também envolve a participação de membros da equipe em comissões externas ligadas ao Arranjo Produtivo da Apicultura, como é o caso das Câmaras Setoriais (estadual e nacional) e de normalização.
Sendo assim, a Embrapa Meio-Norte, por meio da atuação do NUPA, vem se empenhando no desenvolvimento do agronegócio apícola e da meliponicultura, na certeza de que a criação sustentável de abelhas pode contribuir para a geração de renda para os agricultores familiares, fixando o homem no meio-rural, para preservação ambiental, por meio dos serviços de polinização prestados e na manutenção das áreas de vegetação nativa e das abelhas.
Temas de Atuação do NUPA
Apicultura, meliponicultura e interação das abelhas com o meio ambiente e a produção agrícola.
Focos de ação
Atualmente, encontra-se em fase de implantação e/ou condução, projetos e ações nas seguintes linhas de pesquisa:
*Alimentação de abelhas:identificar alimentos alternativos regionais para a manutenção dos enxames em determinados períodos como na entressafra, nos períodos de pré-floradas, no manejo para polinização, etc.
*Manejo de colméias: buscar soluções para problemas relacionados à produtividade e qualidade do mel, migração de enxames, sanidade das abelhas etc.;
*Qualidade do mel: estabelecer um perfil das características específicas dos diferentes tipos de mel da região (sensorial, físico-químico), além de resolver os principais gargalos, quanto à produção e ao processamento, visando à manutenção da qualidade do produto final;
*Flora apícola: identificar as plantas melíferas da região, executando análises polínicas e melissopalinológicas, atualizando a palinoteca já existente e colaborando para a identificação botânica dos méis produzidos na região.
*Apicultura orgânica: apoiar a certificação orgânica na região, auxiliando os produtores nos processos necessários para a certificação orgânica, instalando apiários orgânicos e desenvolvendo tecnologias adaptadas às condições específicas da região e que se adéqüem às diretrizes internacionais para a certificação orgânica.
*Meliponicultura: levantamento da flora de interesse para a Meliponicultura e das espécies de abelhas da região com maior potencial para produção de mel e polinização e avaliação de modelos racionais de colméias e de técnicas de manejo e extração de mel.
*Polinização: identificar as espécies de abelhas que sejam polinizadores efetivos das principais culturas agrícolas da região e elaborar planos de manejo para a sua polinização dirigida.
Objetivo Geral
Contribuir para o desenvolvimento sustentável da Apicultura e da Meliponicultura por meio da geração, adaptação e transferência de conhecimentos e tecnologias, estando permanentemente articulado, em forma de parceria, com outras instituições de pesquisa e desenvolvimento ligados a essa área em todo o Brasil.
Objetivos Específicos:
Realizar atividades de pesquisa e desenvolvimento em Apicultura e Meliponicultura;
*Desenvolver tecnologias que aperfeiçoem os processos de produção e beneficiamento dos produtos das abelhas.
*Prestar serviços laboratoriais para análise de mel e subprodutos da Apicultura e Meliponicultura, visando contribuir para a melhoria de qualidade;
*Desenvolver estudos sobre cadeias produtivas dos produtos das abelhas.
*Colaborar com as universidades do Meio-Norte e de outras regiões, na formação de profissionais para atuarem na Apicultura e Meliponicultura;
*Treinar profissionais de assistência técnica e extensão rural, para a transferência de tecnologias junto a produtores;
*Assessorar o setor público e privado, na elaboração de políticas, planos, programas e projetos, para o desenvolvimento da Apicultura e Meliponicultura.
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Embrapa semiárido,incentiva preservação de abelhas nativas.
Mais uma vez,eu achei muito interessante essa matéria,da Embrapa semiárido à respeito de um projeto de conservação de abelhas nativas,e resolvi postar a matéria em meu blog.
Criadores vão participar de projeto da Embrapa para conservar abelhas sem ferrão.
Arquivo da Embrapa Semi-Árido
Nos fundos da sua casa, em Juazeiro-BA, a advogada e produtora Balbina Carneiro Rios Filha acomoda, em caixas, nada menos que 130 enxames de abelhas sem ferrão, também chamadas de meliponíneos (mandaçaia, manduri e abelha branca). Na cidade vizinha, separada de Juazeiro pelo rio São Francisco, Petrolina–PE, o comerciante Deusdete Freire Paiva cria abelhas semelhantes (mandaçaia e cupira) em 75 pequenas caixas arrumadas uma ao lado da outra no quintal da sua residência.
Os endereços dos dois são ruas movimentadas em áreas urbanas populosas. O frenesi diário das abelhas saindo e retornando para as caixas ao longo do dia jamais trouxe incômodo para a vizinhança. Para eles, estar no meio desse vai e vem é uma boa terapia. Deusdete ainda aproveita para coletar e comercializar o mel, que tem fama de possuir propriedades terapêuticas. Balbina, que produz manga orgânica, costuma coletar os enxames que acomoda em casa nos troncos das árvores derrubadas para dar lugar a plantios irrigados.
Pesquisa – As experiências do comerciante e da produtora vão ajudar na execução do projeto “Conservação dos Recursos Genéticos de Animais Silvestres, da Aqüicultura e da Apicultura”. Três centros de pesquisa da Embrapa (Amazônia Oriental, Meio Norte e Semi-Árido) estão envolvidos em um plano de ação que tem o objetivo de preservar espécies ameaçadas de extinção como a mandaçaia e manduri, aqui na região.
Bióloga, a pesquisadora da Embrapa Semi-Árido, Márcia de Fátima Ribeiro explica que o monitoramento dos criadouros como os mantidos por Balbina e Deusdete, com o registro das ações e orientações de manejo, é uma estratégia do projeto para conservar essas abelhas. As instituições também irão manter estruturas como Bancos Ativos de Germoplasma (BAG) para criar espécies em cativeiro. Nesse centro de pesquisa, uma parte da criação será mantida em ninhos no recém instalado Laboratório de Abelhas Nativas.
Os pesquisadores preveem ainda a conservação das espécies em habitats naturais. De acordo com Márcia, a manutenção das abelhas nessas condições é mais simples. Contudo, os trabalhos de identificação da população das espécies-alvo e o monitoramento da sua existência no ambiente exigem o deslocamento por grandes extensões de terra.
90% – O projeto vai concentrar estudos em 13 espécies de importância econômica e ambiental. Especialistas da Embrapa Amazônia Oriental irão pesquisar oito, dentre elas: uruçu cinzenta, uruçu amarela, canudo amarela, jataí, canudo e urucu boca de renda. Na Embrapa Meio Norte, serão três (jandaira, uruçu e tujuba), e outras duas na Embrapa Semi-Árido (mandaçaia e manduri ou monduri). Exemplares de abelhas sem ferrão coletados em áreas de ocorrência natural vão ser mantidos sob congelamento para caracterização de DNA.
Márcia afirma que todos esses estudos podem auxiliar a reduzir uma lacuna na pesquisa: o pouco conhecimento acerca da extinção das espécies de abelhas no país.
Com a devastação de áreas naturais, certamente as perdas serão consideráveis. O mais grave é que se acredita que cerca de 90% da polinização das árvores nativas são feitas pelas abelhas sem ferrão. Se esses insetos forem extintos, porão em risco a reprodução de espécies vegetais nos biomas brasileiros. Mesmo nos sistemas agrícolas, onde se recorre a tecnologias sofisticadas de produção, gerência e comercialização, não se pode dispensar os “serviços de polinização” das abelhas.
Os estudos que começam a ser realizados pelo projeto preveem a identificação e caracterização das abelhas com ênfase nos locais que elas utilizam para fazer seus ninhos, na sua distribuição geográfica e espécies de plantas visitadas para coleta de néctar, pólen e resina.
Das 20 mil espécies de abelhas que existem em todo o planeta, apenas cerca de 400 são sem ferrão. Sem predadores a ameaçar sua existência, elas evoluíram perdendo a capacidade de ferroar e injetar veneno. Contudo, mantêm formas inusitadas de defesa como se enroscar nos cabelos, morder ou colocar secreções ácidas sobre a pele das pessoas, o que causa grande irritação e ardência.
Diferenças - Além da presença de ferrão (ou não) há outras características que diferenciam as chamadas abelhas melíferas ou abelhas 'europa' dos meliponíneos. Entre elas estão a maneira de comunicar as fontes de alimentos: enquanto as primeiras dançam, as segundas fazem indicações com pistas de cheiro e vibração de asas, e ainda indicam a altura em que está a comida. As abelhas com ferrão, diante da falta de alimento, costumam abandonar coletivamente o local, num enxame de abandono. Nos meliponíneos isso é incomum porque a rainha, com as asas desgastadas pela idade, não consegue voar e acompanhar as operárias.
O tamanho das colônias entre essas abelhas tambem é muito diferente. As colônias das abelhas sem ferrão possuem, em média entre 500 e 1000 indivíduos, embora existam espécies com até 3500 e 5000 indivíduos. No caso das abelhas cacahorro ou arapuá a população pode chegar a 30 mil indivíduos. As abelhas melíferas, ou com ferrão, as colônias chegam a abrigar até 80 mil indivíduos.
Contatos:
Márcia de Fátima Ribeiro – pesquisadora;
marcia.ribeiro@cpatsa.embrapa.br
Marcelino Ribeiro – jornalista;
marcelrn@cpatsa.embrapa.br
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Boas surpresas,com as jandairas!
Amigos!
Eu passei a páscoa no cariri paraibano,aproveitei para descansar e fazer uma das coisas que mais gosto,quando estou lá :observar o trabalho das minhas abelhas nativas.
Fiz uma mudança em uma caixa de cupira(partamona seridoensis),pois a caixa estava sem espaço para os discos de cria,e eu mudei essa colónia para uma caixa mais apropriada.
Mas,a melhor surpresa que eu tive,foi ao examinar uma caixa de jandaira,que foi transferida em janeiro desse ano.Ao tirar à caixa da prateleira,eu já percebi que ela estava bem pesada,o que indicava um bom crescimento,e boa produção de mel.
Essa colónia,em especial eu fiz de tudo para deixá-la forte,pois,foi uma colónia que os meleiros tiraram o mel e quase destruíram a imburana,onde estava alojado o ninho,e por sorte eu estava no interior nessa época,e coloquei o que sobrou em uma caixa racional,com apenas duas alças:ninho e melgeira,durante as minhas idas ao cariri,eu sempre acompanhava essa colónia com mais cuidado.
Voltando ao assunto;ao tirar a tampa da caixa,eu já percebi que os potes de mel estavam grudados no acrílico,eu levantei o acrílico e vi que havia uma boa quantidade de mel e ,vi também que precisaria acrescentar mais uma melgeira à esse caixa.
Melgueira cheia de mel de jandairas.
Como eu tinha algumas melgeiras guardadas e, com a ajuda de meu irmão,eu acrescentei mais uma melgeira à essa caixa,aumentando assim o espaço para construção de potes de alimento.
Os discos de cria,também estavam se desenvolvendo bem,essa caixa tem um bom número de campeiras e a rainha tem ótima genética,pois está com um postura acima da média.
Com as chuvas de dezembro e janeiro,as árvores nativas ficaram verdes e agora estão com muitas flores,o que é uma festa para as abelhas,que quase não param de trabalhar.
Dentre as espécies de plantas nativas, que estão com flores nessa época,as principais são o marmeleiro,a catingeira,a jurema,a malva,o muçambê,o mata-pasto,a maniçoba e a aroeira.
As abelhas adoram as flores dessas plantas,é fácil ver o movimento delas,visitando e voando de flor em flor.
Veja um pé de catingeira florido,(como o próprio nome diz,essa árvore é símbolo da caatinga)com suas flores amarelas;e um pé de marmeleiro.
Durante esses dias,em que eu estava no cariri,eu também fiz revisão em um caixa de moça branca,que tinha sido dividida à pouco tempo,depois eu postarei os resultados dessa revisão.
A região de São João do cariri,PB. está chovendo,apesar de serem chuvas irregulares,mas está mantendo as plantas verdes e a esperança que continuem assim,por mais alguns meses.
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Feliz páscoa,para todos!
terça-feira, 30 de março de 2010
Algumas plantas que foram introduzidas,no nordeste brasileiro.
Ultimamente,eu tenho lido e escutado alguns comentários à respeito de espécies vegetais que foram introduzidas no Brasil,especialmente no nordeste brasileiro,e resolvi escrever sobre esse assunto,por achá-lo muito interessante e que merece,estudo por parte das instituições de pesquisa.
Eu,que nasci e me criei,no cariri paraibano,região de clima semiárido,e me lembro quando chegaram as primeiras mudas de algaroba,ao sítio do meu avô.
Essas mudas foram plantadas com todo o cuidado,para que tivessem um bom desenvolvimento.Daí em diante os próprios animais,ao comerem as vagens dessa planta faziam o plantio,de forma natural,sem a interferência humana.
A algaroba é originária do peru,e foi introduzida no Brasil,em 1942,no município de Serra talhada,sertão de Pernambuco.
Foi introduzida na Paraíba,primeiramente,na cidade de Serra branca,(município vizinho ao nosso)pelo engenheiro agrônomo, Dr.Inácio Antonino.A partir de poucas mudas plantadas em Serra branca,Dr.Inácio,levou a algaroba para toda a Paraíba,e para várias partes do nordeste.
A algaroba,possui uma madeira de boa qualidade,utilizada para fazer carvão,cercas,móveis,etc.Suas vargens,são muito apreciadas pelos animais,e tem alto valor nutritivo.Ela também é considerada a planta com maior resistência à seca e à salinidade.
Floresce,em plena seca e produz alimento para os animais,na época mais crítica do ano;suas flores são muito bem visitadas pelas abelhas.
A palma forrageira é originária do México,não se sabe ao certo a época de sua introdução no Brasil.Foi introduzida no nordeste brasileiro,provavelmente,depois de 1900.
É considerada uma forrageira estratégica,possui um grande potencial produtivo,e múltiplas utilidades;sendo usada,na alimentação humana,na produção de medicamentos,cosméticos,corantes,além de ter vários outros usos.
Seria muito difícil,se praticar a pecuária,no semiárido,se não tivéssemos a palma forrageira,para alimentar os animais,durante os períodos de seca.
Aveloz,é originário da África,foi introduzido no Brasil,no início da colonização Brasileira.
Está tão adaptado à paisagem nordestina,que até parece nativo do Brasil.
Os animais,principalmente as cabras,gostam muito de suas folhas.Segundo as pessoas mais velhas ;os animais que consomem o aveloz,não tem problemas com parasitas intestinais(vermes).
Pelo menos,aqui em São João do cariri,o aveloz,está em acelerado processo de extinção.
Antigamente,era comum se fazer cerca viva,com o aveloz,infelizmente essa prática caiu em desuso,e passou-se a utilizar o arame farpado,para se construir essas cercas.
Uma prática que quase acabou com essa planta,da paisagem do cariri e do sertão;foi o uso de sua madeira para servir de lenha para as cerâmicas(fábricas de telha e tijolo).
Existem experiências,à respeito do uso de sua seiva(látex),para curar inúmeras doenças.
Leucena,é originária da América central,de onde se espalhou para várias partes do mundo.
Dentre os seus principais usos,estão:alimentação animal(forragem),produção de madeira,carvão vegetal,e melhoramento do solo.
Essa planta tem uma boa resistência à seca,é uma ótima fonte de alimento para os animais,que adoram suas folhas e os galhos finos.
Foi introduzida,no cariri paraibano à poucos anos,mas,já é considerada uma ótima alternativa para alimentar os animais em períodos de seca,existem muitas pessoas,entusiasmadas com o seu plantio e,com os resultados obtidos,até agora.
Suas flores,também são muito apreciadas pelas abelhas.
Nim,é originário das regiões áridas do subcontinente indiano.
É cultivado atualmente,nos Estados unidos,Austrália,países da África e América central.
É largamente utilizado,para o controle de insetos e pragas(mosca-branca,carrapatos,lagartas e pragas de grãos armazenados)nematoides,alguns fungos,bactérias e vírus,na medicina humana e animal,na fabricação de cosméticos,reflorestamento,como madeira de lei,assim como para paisagismo.
Por ser originário de regiões áridas tem sido plantado em vários estados nordestinos.
Sem dúvidas,quando se fala na introdução de novas espécies,(animal ou vegetal)em uma nova região,sempre vão existir pessoas à favor e pessoas contrárias.
Em relação às espécies anteriormente mencionadas,eu particularmente,acho que o nordeste ganhou,por se tratarem de espécies vegetais com crescimento rápido e sem muita exigência em relação ao solo,e que poderiam ser plantadas em áreas em processo de desertificação e o uso de suas madeiras,diminuiria o corte das árvores nativas da caatinga.
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Embrapa semiárido,incentiva o plantio de umbuzeiro.
Pesquisando à respeito de alternativas viáveis e sustentáveis,para o nosso semiárido;encontrei essa matéria,publicada no site da Embrapa semiárido,falando à respeito do plantio de umbuzeiro.Essa,sem dúvidas é uma alternativa muito interessante,tanto economicamente,como ecologicamente falando.
Essa árvore corre risco de extinção,pois,como ela é uma das preferidas das abelhas,para construírem suas "moradias"(fica atrás somente da imburana e da catingeira),os meleiros estão sempre cortando seus troncos,para tirarem o mel.
Frutos de umbuzeiro geram renda para agricultor.Doces e geléias de umbu já são saboreados em mesas e restaurantes muito distantes do sertão nordestino. Agricultores organizados na Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos Uaua e Curaçá (Coopercuc), na Bahia, reuniram receitas de doceiras da região, agregaram métodos de processamento industrial, e se tornaram exportadores desses produtos para a França, Áustria e Itália.
No Prosa Rural desta semana, o pesquisador da Embrapa Semiárido (Petrolina/PE), Francisco Pinheiro, fala sobre a importância dos agricultores plantarem umbuzeiro na caatinga e se preparar para os negócios que começam e se organizar em torno da cultura. Do programa vai participar também o Diretor Presidente da Coopercuc, Jussemar Cordeiro da Silva.

Poupança verde - Segundo Pinheiro, a quantidade de plantas de umbuzeiro é cada vez menor na caatinga. O desmatamento para plantio ou para produção de lenha são algumas das causas da diminuição da espécie na vegetação nativa. No estado natural, a caatinga tem, pelo menos, de três a nove plantas por hectare.
No programa desta semana, o pesquisador apresenta uma experiência de enriquecer a caatinga com o plantio de mudas de umbuzeiros. Para ele, é possível fazer a densidade dar um salto e em apenas um hectare. Abrindo pelo menos cinco trilhas e colocando dez plantas em cada uma delas “somaríamos, pelos menos, 50 plantas de umbuzeiro, em um hectare”, explica o pesquisador durante entrevista concedida ao Prosa Rural.
Segundo ele, o início de produção das plantas pode variar de 4-5 anos a até 15-20 anos, a depender da maneira e do local de plantio, por exemplo. Nas duas situações, porém, o agricultor se assegura de possuir uma futura renda para a sua família, quando começarem as safras. “Além de conservar o meio ambiente, ele vai ter uma renda garantida com a produção de frutas”, destaca.
Uma orientação da Embrapa Semiárido é que o agricultor procure plantar mudas enxertadas com frutos de melhor qualidade e que crescem com maior rapidez.
A Embrapa Semiárido já distribuiu 40 mil mudas enxertadas de umbuzeiro para os produtores rurais do Nordeste. E, atualmente, já existem viveiristas começando a produzir essas mudas em escala comercial. Contribui também para o aproveitamento do fruto na forma processada, realizando treinamentos para várias comunidades agrícolas do sertão.
O Prosa Rural é o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Embrapa Semiárido
Marcelino Lourenço Ribeiro Neto
http://www.cpatsa.embrapa.br/
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB.
Essa árvore corre risco de extinção,pois,como ela é uma das preferidas das abelhas,para construírem suas "moradias"(fica atrás somente da imburana e da catingeira),os meleiros estão sempre cortando seus troncos,para tirarem o mel.
Frutos de umbuzeiro geram renda para agricultor.Doces e geléias de umbu já são saboreados em mesas e restaurantes muito distantes do sertão nordestino. Agricultores organizados na Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos Uaua e Curaçá (Coopercuc), na Bahia, reuniram receitas de doceiras da região, agregaram métodos de processamento industrial, e se tornaram exportadores desses produtos para a França, Áustria e Itália.
No Prosa Rural desta semana, o pesquisador da Embrapa Semiárido (Petrolina/PE), Francisco Pinheiro, fala sobre a importância dos agricultores plantarem umbuzeiro na caatinga e se preparar para os negócios que começam e se organizar em torno da cultura. Do programa vai participar também o Diretor Presidente da Coopercuc, Jussemar Cordeiro da Silva.
Poupança verde - Segundo Pinheiro, a quantidade de plantas de umbuzeiro é cada vez menor na caatinga. O desmatamento para plantio ou para produção de lenha são algumas das causas da diminuição da espécie na vegetação nativa. No estado natural, a caatinga tem, pelo menos, de três a nove plantas por hectare.
No programa desta semana, o pesquisador apresenta uma experiência de enriquecer a caatinga com o plantio de mudas de umbuzeiros. Para ele, é possível fazer a densidade dar um salto e em apenas um hectare. Abrindo pelo menos cinco trilhas e colocando dez plantas em cada uma delas “somaríamos, pelos menos, 50 plantas de umbuzeiro, em um hectare”, explica o pesquisador durante entrevista concedida ao Prosa Rural.
Segundo ele, o início de produção das plantas pode variar de 4-5 anos a até 15-20 anos, a depender da maneira e do local de plantio, por exemplo. Nas duas situações, porém, o agricultor se assegura de possuir uma futura renda para a sua família, quando começarem as safras. “Além de conservar o meio ambiente, ele vai ter uma renda garantida com a produção de frutas”, destaca.
Uma orientação da Embrapa Semiárido é que o agricultor procure plantar mudas enxertadas com frutos de melhor qualidade e que crescem com maior rapidez.
A Embrapa Semiárido já distribuiu 40 mil mudas enxertadas de umbuzeiro para os produtores rurais do Nordeste. E, atualmente, já existem viveiristas começando a produzir essas mudas em escala comercial. Contribui também para o aproveitamento do fruto na forma processada, realizando treinamentos para várias comunidades agrícolas do sertão.
O Prosa Rural é o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Embrapa Semiárido
Marcelino Lourenço Ribeiro Neto
http://www.cpatsa.embrapa.br/
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Dia internacional da água.
No meu útimo post,eu falava da minha preocupação com relação as estiagens,aqui no Nordeste.
Graças à Deus,pelo menos em São João do cariri,PB.,caíram algumas chuvas;e já renovaram as esperanças do caririzeiro...Vamos torçer para que essas chuvas continuem,e que encham os reservatórios,façam crescer o pasto para os animais,tragam um pouco de alegria para essa gente tão sofrida...
Hoje,eu vou falar de um bem muito precioso,para todos nós,imprescindível,para a sobrevivência da vida no planeta terra"A ÁGUA".
Não por acaso, eu estou falando desse assunto, hoje é comemorado o dia internacional da água.
Apesar de se chamar planeta terra,dois terços da nosso planeta é formado por água.Mas,desses 2/3,apenas,0,008% do total de água do planeta é considerada potável(própria para o consumo humano).O pior é que grande parte dessa água(rios,lagos,represas...)está,a cada dia sendo mais contaminada pelo homem,que não está se preocupando com o futuro do planeta.

Se esse nível de contaminação dos nossos mananciais,continuar,em um futuro próximo,vai faltar água potável,o que irá comprometer a própria vida na terra.
O nosso Brasil,está em uma situação privilegiada,em relação a quantidade de água potável,pois,temos quase 12% de toda água doce do planeta...
É no Brasil,que está o maior rio do mundo(o rio amazonas),e também temos a maior reserva de águas subterrânea do planeta(o aquífero guarani).
Apesar do Brasil ter toda essa quantidade de água doce,ela se encontra muito mal distribuída:70% da água doce do Brasil,se encontram na Amazónia,enquanto,aqui,no nordeste,existem pessoas que não tem água potável, nem para seu próprio consumo...
Outro agravante,é que o consumo de água vai aumentando a cada dia,e não se faz nada para tentar despoluir os reservatórios,os rios,traçar um plano de salvação dos nossos mananciais.
A água,é o líquido mais precioso que nós temos ,e nós não temos o direito de desperdiçá-lo.

Nós,que vivemos aqui no nordeste,temos a obrigação de cuidár-mos das nossas fontes de água,porque nós (ou algum parente),já vivemos o drama da seca,e sabemos o valor que esse líquido tem.
Faça sua parte,não desperdiçe água,pois,ela pode fazer falta para você amanhã...pense nisso!
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB.
Graças à Deus,pelo menos em São João do cariri,PB.,caíram algumas chuvas;e já renovaram as esperanças do caririzeiro...Vamos torçer para que essas chuvas continuem,e que encham os reservatórios,façam crescer o pasto para os animais,tragam um pouco de alegria para essa gente tão sofrida...
Hoje,eu vou falar de um bem muito precioso,para todos nós,imprescindível,para a sobrevivência da vida no planeta terra"A ÁGUA".
Não por acaso, eu estou falando desse assunto, hoje é comemorado o dia internacional da água.
Apesar de se chamar planeta terra,dois terços da nosso planeta é formado por água.Mas,desses 2/3,apenas,0,008% do total de água do planeta é considerada potável(própria para o consumo humano).O pior é que grande parte dessa água(rios,lagos,represas...)está,a cada dia sendo mais contaminada pelo homem,que não está se preocupando com o futuro do planeta.

Se esse nível de contaminação dos nossos mananciais,continuar,em um futuro próximo,vai faltar água potável,o que irá comprometer a própria vida na terra.
O nosso Brasil,está em uma situação privilegiada,em relação a quantidade de água potável,pois,temos quase 12% de toda água doce do planeta...
É no Brasil,que está o maior rio do mundo(o rio amazonas),e também temos a maior reserva de águas subterrânea do planeta(o aquífero guarani).
Apesar do Brasil ter toda essa quantidade de água doce,ela se encontra muito mal distribuída:70% da água doce do Brasil,se encontram na Amazónia,enquanto,aqui,no nordeste,existem pessoas que não tem água potável, nem para seu próprio consumo...
Outro agravante,é que o consumo de água vai aumentando a cada dia,e não se faz nada para tentar despoluir os reservatórios,os rios,traçar um plano de salvação dos nossos mananciais.
A água,é o líquido mais precioso que nós temos ,e nós não temos o direito de desperdiçá-lo.
Nós,que vivemos aqui no nordeste,temos a obrigação de cuidár-mos das nossas fontes de água,porque nós (ou algum parente),já vivemos o drama da seca,e sabemos o valor que esse líquido tem.
Faça sua parte,não desperdiçe água,pois,ela pode fazer falta para você amanhã...pense nisso!
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB.
sexta-feira, 19 de março de 2010
O ano de 2010 será um ano de seca,no semi-árido nordestino?
Amigos!
Quem acompanha meu blog,ou vive no cariri Paraibano,sabe que 2009 foi um ano muito bom,com relação às chuvas,eu postei que em São João do cariri,as chuvas se estenderam até o mês de Setembro.Claro que esse foi um ano atípico,aqui em nossa região,pois,as chuvas costumam ir até julho,no máximo até agosto.
Mas o tempo passou,e lá se vão quase seis meses.Durante esse tempo,choveu no cariri,mas as chuvas não foram suficientes, para acumular água nos reservatórios,nem para fazer o "pasto"crescer,fazendo com que os animais,ficassem sem alimento.
É o fenômeno chamado de "seca verde".
O caririzeiro,já está acostumado com as irregularidades das chuvas,e tenta de todas as formas amenizar os efeitos da estiagem.
Uma das alternativas mais viáveis para se conseguir água,para os animais, é através da perfuração de poços.Mas essa água não serve para irrigação,pois,quase sempre é salobra(salgada),e ao irrigar as plantações,o sal queima as plantas.
Já em relação a alimentação do rebanho,as principais culturas,que se adaptaram ao nosso clima semi-árido,são: a palma forrageira,a algaroba,a leucena,a moringa(que já está bastante difundida no nordeste),entre outras espécies vegetais.
Lá,no "meu" cariri,os animais,principalmente,o gado,está magro e não encontra mais nada para comer nos campos;estão sendo alimentados,com palma e farelo de algodão,para irem sobrevivendo até as chuvas se regularizarem.
Em anos,onde as chuvas não veem,os animais são alimentados com mandacaru,xique-xique,macambira,facheiro,etc.Nós esperamos que não chegue a esse ponto.
Como é tradicional,no interior nordestino,o sertanejo espera o dia 19 de Março(dia de são José),para fazerem as suas previsões:se chover nesse dia,é sinal de ano de fartura,pois,haverá boas chuvas durante todo o ano;já se esse dia se passar com sol,é sinal de um ano de seca!
Graças à Deus,hoje as chuvas apareceram por quase toda Paraíba;mesmo que sejam ainda fracas,mas renovou as esperanças desse povo tão forte, lutador e sofrido.
No caso,das abelhas nativas,eu estou alimentando-as,para que as colónias não fiquem fracas,devido a pequena quantidade de flores,causada pela estiagem.
Como é de costume,eu passarei a páscoa,lá no interior,e pretendo tomar bastante banho de açude,de rio;e tirar fotos de uma natureza transformada,pela ação das chuvas.Assim espero e torço.
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João pessoa,PB.
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