Espaço criado para trocar experiências sobre a criação racional de abelhas nativas. Também falo das coisas do meu "cariri paraibano",como a preservação da caatinga e as belezas de minha terra. Participe,siga o blog e comente,pois com certeza você será muito bem vindo! Obrigado pela visita! Paulo Romero.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Paraíba.
Essa belíssima música,cantada por dois grandes Paraibanos,Zé Ramalho e Flávio José,infelizmente,descreve a realidade,de grande parte do nosso estado e do nordeste brasileiro.
Minha Paraíba,infelizmente não consegue se desenvolver,e melhorar as condições de vida de seus filhos.
As imagens,que vemos acima,nos mostra com uma fidelidade cruel,as épocas de seca em nosso estado,onde homens e animais,sofrem com a falta de água e de comida.
Até quando essa será a realidade do meu estado, e do meu nordeste querido?
Até quando os governantes,virarão as costas para o semiárido nordestino?
Até quando essa música retratará a realidade do meu povo?
Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
sábado, 12 de março de 2011
Criação de abelhas indígenas.
A meliponicultura,como toda atividade que lida diretamente com seres vivos,tem alguns segredinhos,alguns bem simples,outros nem tanto,mas a verdade é que com a lida diária com as abelhas nativas,você vai aprendendo alguns macetes,que podem facilitar seu trabalho,e contribuir para o sucesso de sua criação...
Aqui, vou falar de alguns desses macetes, que eu uso, e que tem me ajudado no manejo com as nativas.
1º-Sempre que você fizer, ou adquirir uma caixa racional,coloque na parte superior(por baixo da tampa)algum material,transparente (Acetato,plástico, acrílico,etc.),existem pessoas que usam vidro,mas eu particularmente não acho uma boa escolha,pois as abelhas vão“soldá-lo”,com própolis e isso irá dificultar a sua retirada,podendo quebrá-lo,o que pode trazer alguns problemas.
Esse material transparente lhe permitirá ter uma boa visão do interior da caixa,sem precisar abri-la;
2º-Não abra a caixa, se você fez alguma divisão recente,pois você irá atrapalhar a nova rainha,(se já houver) dissipando os seus feromônios, e isso pode ser fatal para essa nova colônia.Use a transparência para acompanhar o desenvolvimento,sem interferir diretamente no interior da caixa;
3º-Sempre que fizer alguma divisão,não se esqueça de fornecer cera para as abelhas,essa cera pode ser colocada na parte interna da caixa,como na parte externa, ao lado da entrada, as abelhas levarão pra dentro da caixa. Elas usarão a cera para construir os potes de mel e pólen,para vedarem alguma fresta que por acaso exista, para construírem o túnel de entrada,na parte interna da caixa (se não houver),portanto será muito útil para a organização da colônia,nos primeiros dias;
4º-Independente do tipo de alimentador que você for utilizar(interno ou externo),nos primeiros dias forneça alimentação externa(pra evitar tá abrindo a caixa),use bebedores de sabiá,próximos a entrada da caixa;
5º-Evite botar espécies diferentes próximas umas das outras,pois isso poderá provocar brigas,e até acabar com colônias inteiras.
Como todos podem ver as dicas são simples,aliás,como tudo nesse blog, rsrs.Mas para os iniciantes,elas são de grande valia,afinal ninguém gosta de aprender com os próprios erros.
Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
quinta-feira, 3 de março de 2011
A criação de abelhas nativas(meliponicultura)
Amigos!
Eu;como a maioria das pessoas que criam abelhas nativas(abelhas sem ferrão),e têm um blog,já recebi muitas ofertas pra vender algumas das poucas colônias que tenho,mas recusei todas,pois o amor pelas abelhas nativas falou mais alto,e olha que algumas ofertas foram “boas” mesmo,rsrs.
Como eu já falei algumas vezes,a minha criação é conservacionista,e movida pela minha paixão por essas criaturas maravilhosas,mas nunca obtive nenhum lucro financeiro com elas;meu grande lucro é o prazer de observar e poder salvar algumas espécies que estão ameaçadas de extinção, lá no meu cariri paraibano.
E,é claro saborear(e presentear alguns amigos)com méis de diferentes espécies,que são produzidos a partir das flores da caatinga nordestina,ou seja,sem nenhum tipo de produto químico,que possa me fazer algum mal.
Um amigo meu,me pediu pra lhe dizer como é que ele poderia ganhar dinheiro com essas abelhas nativas,então eu disse que não é difícil,basta ter coragem,força de vontade,algumas técnicas racionais de criação,respeito à natureza e amor pelas abelhas,o resto é com elas.
Por exemplo,com a criação de abelhas nativas,você poderá conseguir uma boa renda,vendendo mel,vendendo colônias (oriundas das divisões),fabricando e vendendo as caixas racionais,ajudando a montar novos meliponários (se você tiver um bom conhecimento do assunto),e até usando seu meliponário como atração turística,para receber pessoas interessadas em conhecer a natureza e essas abelhas nativas,ou seja;você poderá e deverá usar a sua imaginação; pois nessa atividade ainda existem muitas oportunidades de bons negócios.
Claro,que se você não tiver amor pelas abelhas,e pensar apenas no “negócio”, (na parte financeira)fica um pouco mais complicado,pois como eu disse a meu amigo;você vai lidar com vidas e se não houver amor,eu acho que o sucesso não virá,portanto,para começar a criar abelhas nativas,primeiro ame-as,respeite-as,proteja-as,capacite-se,depois o resto se tornará bem mais fácil.
Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
A caatinga está pedindo socorro!
“Era meio dia e o sol,parecia estar mais quente que nunca,como eu estava bastante cansado,(pois já havia andado por horas,à procura das abelhas nativas.)olhei aquela imburana frondosa e com uma sombra,que parecia me convidar pra um minuto de descanso.
Fui pra sombra daquela bela e centenária árvore,me sentei,tirei o chapéu de palha,abri a camisa,comi um pedaço de rapadura,peguei a garrafa d’água e bebi uns goles e me deitei,pois tinha que descansar antes de voltar pra casa.
Forrei o chão com a camisa,usei o “bisaco” para apoiar a cabeça e fiquei ali,eu e os meus pensamentos,sonhos,desejos...Fiquei olhando para os galhos daquela árvore e imaginando,quantos anos ela deveria ter?Cem anos?Talvez mais,pois ela conseguiu ficar de pé,porque está bem no meio da caatinga, onde é muito difícil o acesso e os meleiros e madeireiros ainda não chegaram.
Eu estava quase “cochilando”,quando ouvi um barulho,vindo do tronco da imburana...,pensei...Deve ser algum animal querendo subir...Me levantei e fui olhar mais de perto,não vi nada.Mas escutei uma voz,bem mansa,que me deixou arrepiado e nem consegui falar nada ,apenas ouvia...”Amigo,faça alguma coisa pra nos ajudar,pois não vamos resistir por muito tempo...,estamos sendo destruídos a cada dia,a cada hora,...e toda a raça humana vai pagar por esses atos tão covardes, cometidos contra a natureza...,nossos rios estão poluídos,as matas estão sendo derrubadas e queimadas,os animais caçados e mortos,afinal o que vai sobrar dessa terra?Será que a raça humana vai destruir seu próprio lar?Já mataram quase todos os índios,que eram os donos dessa terra...E tudo isso por ganância...Será que não vai aparecer alguém para dar um basta nessa destruição?Faça algo,enquanto ainda resta alguma coisa pra ser salva...”
Fiquei ouvindo aquilo tudo,sem conseguir me mexer,falar...Apenas ouvia.
De repente vi ao lado da imburana,um pequeno menino,com uma roupas de couro,com um cachimbo na mão...Ele me olhou nos olhos,e disse eu sou o defensor das matas e florestas,muitos me chamam de “curupira”,"caipora",”fulôzinha”e mais alguns nomes...,sou filho das matas e também estou morrendo,pois essa caatinga representa a minha vida,as minhas forças a minha alegria...Agora já não consigo mais lutar para preservar meu lar,pois já estou bem fraco e triste...,Me ajude.
Após dizer essas palavras,o menininho se virou para a mata,deu um assovio bem forte e saiu andando devagar...,Enquanto ele se distanciava de mim, pude ouvir os sons dos animais,agitados,percebi que o vento soprava forte nos galhos das árvores,...Não me contive e comecei a chorar.Afinal,não pude fazer nada para salvar o meu lar,a minha querida e tão amada caatinga...”
Terminei de escrever esse texto,chorando...Não porque ele é uma obra prima, mas porque é a triste realidade,que vivemos atualmente.
Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Nova revisão em caixa de abelhas cupira.
Durante as minhas postagens,tenho feito alguns acompanhamentos de colônias de abelhas Cupira(partamona seridoensis).
Esses dias fiz mais uma revisão,e pude ver que as abelhas estavam tapando a parte superior da caixa racional com uma camada de batume,provavelmente porque havia alguma entrada de luz,mas também pode ser pra manter temperatura ou diminuir o espaço interno.
Elas foram tapando,e cubríram completamente,a parte superior da caixa.
Após perceber que elas já haviam tapado tudo,eu retirei o batume(apesar de todo o trabalho que essas pequenas tiveram),pois precisava ver como estava essa colônia,e o excesso de batume não permitia nenhuma visão do interior da caixa.
Essa Cupira eu mantenho aqui em João Pessoa,pra poder acompanhar seu desenvolvimento,e aprender mais a respeito dessa espécie,tão pouco estudada.
Na minha opinião essa caixa está bem,e surpreendentemente,está se adaptando ao litoral,mesmo sendo nativa do semiárido nordestino.
Caixa após a retirada do batume.
Eu não vi realeira durante a revisão(pois não quis retirar os discos,para procurá-las),mas coloquei uma caixa racional(com cera em seu interior) próxima a essa caixa matriz,pra servir de nova morada,caso elas resolvam fazer alguma divisão natural.Já vi algumas abelhas,colhendo cera da entrada da nova caixa,quem sabe em breve elas não formarão mais uma colônia.
Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Manduri/Rajada(melípona asilvai).
Recentemente,eu adquiri(ganhei)mais uma espécie de abelha nativa,para meu meliponário,a abelha manduri ou rajada(melípona asilvae.
Essa é mais uma espécie nativa da caatinga nordestina,assim como a jandaíra (melípona subnitida),e a cupira(partamona seridoensis).
Por ser uma abelha de pequeno porte e não ser tão produtora de mel,ela quase não é criada racionalmente,o que tem sido muito maléfico para a espécie,pois ela tem sofrido muito com a ação dos “meleiros”,em algumas localidades,onde essa espécie existia em grande quantidade à poucos anos atrás,hoje ela quase não é mais vista.
A manduri é considerada a menor melípona,mas mesmo sendo pequena ela é bastante forte e rústica,como a nossa caatinga.
Portanto a criação racional é uma das saídas,para evitar que essa bela abelha,seja extinta,é claro que também a destruição da caatinga tem influenciado nesse processo de diminuição da espécie na natureza.
Essa abelha é bem tímida,e às vezes passa despercebida por aqueles menos experientes,se você fizer algum barulho próximo a entrada da colônia,elas se recolhem e ficam quietas.Talvez essa seja uma forma de se defender do seu pior inimigo natural(o homem),que não vendo nenhum movimento acha que ali não tem abelha.
Muitas vezes,"elas" constroem seus ninhos nos troncos das árvores da caatinga,e se espalham em direção as raizes;talvez por falta de moradias,já que a nossa caatinga está a cada dia menor,com menos árvores.
Como a maioria das melíponas,a entrada da colônia é feita de barro;com estrias e com espaço para passar apenas uma abelha por vez,as colônias possuem um pouco menos de mil indivíduos,que se revezam na divisão das tarefas.
Essa abelha,também deposita uma camada de batume na parte superior da caixa,possivelmente para diminuir o espaço interno e para controlar a temperatura.Se esse batume começar a atrapalhar os trabalhos com a colônia,ele deve ser retirado.
A caixa racional,que eu achei mais adequada para essa abelha é a caixa idealizada pelo pesquisador Fernando Oliveira/INPA;com dimensões reduzidas: ninho 14x14x6cm,sobre-ninho 14x14x6cm e melgeira 14x14x05cm,em épocas de boa produção,pode-se adicionar mais uma melgeira;mas também pode-se usar uma caixa modelo nordestina(horizontal).
A primeira vista,essa caixa parece ser pequena para essa espécie,mas é adequada,pois se você fizer uma caixa maior,as abelhas irão depositar uma grossa camada de batume,o que vai exigir muito trabalho das abelhas e vai dificultar o trabalho do meliponicultor,na hora das revisões,colheita e divisões.
Apesar de ser pequena, essa abelha é bem produtora;com uma boa florada,o meliponicultor colherá em média um litro de mel,por ano,podendo passar um pouco,dependendo das condições locais.
Eu estou muito entusiasmado com essa nova aquisição,pois além de aumentar as espécies criadas em meu meliponário,eu pretendo divulgar a criação racional dessa espécie,visando salvá-la da extinção,principalmente no cariri paraibano(área de caatinga).
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Ser caririzeiro,é...
Esses dias,eu estava com um amigo e ele me perguntou se eu tinha coragem de fazer,mais algumas transferências de abelhas,pois já havíamos feito muitas.Eu lhe disse que sim,afinal,sou caririzeiro.
Com a minha resposta, ele me perguntou:mas afinal,o que é ser caririzeiro?
Após dar alguma resposta,fiquei pensando...o que os caririzeiros tem diferente dos outros povos ?
O que significa ser caririzeiro??A resposta mais lógica é ter nascido ou morar no cariri...
Mas eu tenho mais algumas respostas, e vou falar algumas,só pra ilustrar essa brincadeira,pois afinal,somos todos iguais...
Ser caririzeiro,é:
Vista da praia de barra de gramame,João pessoa,PB.
-Morar no litoral paraibano,onde existem praias belíssimas,e quando tem uma folga,prefere ir tomar banho de açude,lá no cariri;
-Enfrentar três horas de viagem,num sábado,só para aproveitar o final de semana,lá no cariri,mesmo tendo que voltar no domingo à noite,pra pegar no batente;
-Gostar de poesia..,e as vezes até escrever alguma,mesmo não tendo veia poética;
-Achar que o cariri é o paraíso,mesmo com todo desafio que é viver ali;
-Transformar uma tarefa difícil,em algo prazeroso e fazer brincadeira,só pra amenizar o esforço;
-Ser apaixonado pela caatinga e fazer de tudo para preservá-la;
-Gostar de acordar com o cantar do galo;
-Tomar leite quente,no curral;
-Preferir andar à cavalo,ao invés de andar de moto;
-Reunir os amigos pra tomar uma branquinha,com bode assado na brasa;
-Ficar horas,só observando o trabalho das abelhas,sem se preocupar com mais nada;
-Dormir um sono debaixo de uma imburana;
-Beber água pura,direto do riacho;
-Se emocionar com o início das chuvas;
-Ter orgulho de seu lugar,e sempre falar bem dele;
-Convencer as pessoas,que o cariri é um ótimo lugar pra se viver;
-Enfrentar a seca,com força e coragem,mesmo sabendo que ela é mais forte que você;
-Enfim,ser caririzeiro,...É ser nordestino,...É ser brasileiro,que não desiste de lutar,...Não se rende diante das dificuldades da vida,...Vai construindo sua história com muito trabalho,força,persistência...,e principalmente honestidade e fé.
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João pessoa, PB.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
O cariri paraibano...
Eu;sempre que faço alguma postagem,me refiro ao meu lugar de nascimento,como “o cariri paraibano”.Mas,a maioria das pessoas,não conhecem muita coisa dessa região,por isso vou falar de modo bem simples e direto,algumas características desse pedaço do nordeste brasileiro.
O cariri paraibano,está localizado no sul do estado,e é formado por 29 cidades,dentre elas,posso destacar:Boa vista,Cabaceiras,São João do cariri,Serra Branca,Sumé,Monteiro,dentre tantas outras.
O clima do cariri,é tipicamente semiárido,que caracteriza-se pelas baixas ocorrências de chuvas,e pela alta luminosidade do sol,durante todo o ano.
A sua vegetação é típica de caatinga,com árvores de pequeno e médio porte,com uma grande diversidade de cactus,que conseguem sobreviver aos grandes períodos de estiagem(comuns por aqui).
Algumas plantas que são típicas dessa
região,são:Aroeira,Baraúna,Craibeira,Juazeiro,Quixabeira,Catingeira,marmeleiro,Jurema preta,Maniçoba,Pereiro,Cumarú,Umburana,Umbuzeiro,Anjico,malva,mata-pasto,Favela,mororó...,além dos cactus:Mandacaru,Facheiro,Xique-xique,Palmatória,coroa de frade e combeba.
Toda essa diversidade de plantas,tem uma grande importância para a sobrevivência do homem e dos animais da região.
Dentre as espécies animais,nativas dessa região,existem algumas que se destacam,como é o caso de alguns roedores:o mocó e o preá...,répteis:o lagarto teiú,e o camaleão...,mamíferos:o tatu peba,o lobo guará,a raposa,o tamanduá,o gato do mato,a onça susuarana...,aves:a asa branca,o galo de campina,o canário da terra,a rolinha cascavel,o sabiá,a siriema,o carcará...,abelhas nativas:a jandaíra,a cupira,a manduri(rajada),a moça branca,o mosquito(lambe olhos).
Por aqui,não existem rios perenes,e a falta de água potável é uma das maiores dificuldades,enfrentadas pela população que vive nos sítios dessa região,muitos recorrem à construção de cisternas(reservatórios para armazenar a água das chuvas).
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João pessoa,PB.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
O resgate de uma cupira.
No ultimo mês de dezembro,eu passei as minhas férias no cariri...,dentre outras atividades com as abelhas nativas,eu fiz o resgate de uma cupira(partamona seridoensis).
Essa cupira estava situada em uma cerca,e teve parte do cupinzeiro derrubado...
Quem viu esse fato e me disse foi meu irmão,que também disse que , talvez elas abandonassem o local,pois os discos de crias ficaram aparentes,pois o cupinzeiro teve um lado derrabado...
Logo que eu soube dessa notícia,me dirigi ao local,para avaliar o estado dessa colônia...Pra minha grata surpresa,os cupins já haviam reparado os danos e as abelhas estavam trabalhando...
Mesmo com a reparação dos danos,o cupinzeiro ainda estava bem danificado e eu não quiz esperar para saber se o cupinzeiro seria quebrado novamente,pois isso poderia ser o fim daquela colônia...
De manhã,peguei uma caixa(que por sinal era um pouco improvisada)e fui resgatar aquela abelha...
Quando eu começei a retirar alguns pedaços do cupinzeiro,as abelhas já foram em cima de mim(muitas)e deram muitas mordidas,deu até vontade de correr,rsrs.
Mas isso é normal,pra quem cria cupira...,(eu tenho um chapéu com um véu,pra me proteger das mordidas,mas esqueci,e não quiz voltar pra pegar em casa)...
Aos poucos,fui vendo que aquela colônia era forte,apesar de ter perdido algum espaço do cupinzeiro...,com cuidado,tive acesso aos discos de cria e aos potes de alimento,fui retirando com cuidado,e colocando na caixa...
Depois que terminei a transferência,deixei a caixa no local do cupinzeiro,para pegar as campeiras que estavam “trabalhando”...
Nesse mesmo dia,à tarde eu tive que ir buscar a caixa,pois o tempo havia virado,e vinha muita chuva...
A chuva é sempre bem vinda em minha região,mas não dava para deixar aquela caixa se molhar,pois poderia entrar água e botar tudo a perder...
Levei a caixa para casa,com a entrada fechada..,e de manhã,providenciei um local para acomodá-la...
Durante alguns dias,forneci cera e acompanhei o trabalho das abelhas,que por sinal se organizaram bem depressa,pois elas são bem rústicas e trabalhadoras...
Essa resgate me deixou muito feliz,pois como eu já disse em outras postagens,sou apaixonado por essa pequena abelha,e farei de tudo para que ela consiga se livrar da extinção...
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB.
Essa cupira estava situada em uma cerca,e teve parte do cupinzeiro derrubado...
Quem viu esse fato e me disse foi meu irmão,que também disse que , talvez elas abandonassem o local,pois os discos de crias ficaram aparentes,pois o cupinzeiro teve um lado derrabado...
Logo que eu soube dessa notícia,me dirigi ao local,para avaliar o estado dessa colônia...Pra minha grata surpresa,os cupins já haviam reparado os danos e as abelhas estavam trabalhando...
Mesmo com a reparação dos danos,o cupinzeiro ainda estava bem danificado e eu não quiz esperar para saber se o cupinzeiro seria quebrado novamente,pois isso poderia ser o fim daquela colônia...
De manhã,peguei uma caixa(que por sinal era um pouco improvisada)e fui resgatar aquela abelha...
Quando eu começei a retirar alguns pedaços do cupinzeiro,as abelhas já foram em cima de mim(muitas)e deram muitas mordidas,deu até vontade de correr,rsrs.
Mas isso é normal,pra quem cria cupira...,(eu tenho um chapéu com um véu,pra me proteger das mordidas,mas esqueci,e não quiz voltar pra pegar em casa)...
Aos poucos,fui vendo que aquela colônia era forte,apesar de ter perdido algum espaço do cupinzeiro...,com cuidado,tive acesso aos discos de cria e aos potes de alimento,fui retirando com cuidado,e colocando na caixa...
Depois que terminei a transferência,deixei a caixa no local do cupinzeiro,para pegar as campeiras que estavam “trabalhando”...
Nesse mesmo dia,à tarde eu tive que ir buscar a caixa,pois o tempo havia virado,e vinha muita chuva...
A chuva é sempre bem vinda em minha região,mas não dava para deixar aquela caixa se molhar,pois poderia entrar água e botar tudo a perder...
Levei a caixa para casa,com a entrada fechada..,e de manhã,providenciei um local para acomodá-la...
Durante alguns dias,forneci cera e acompanhei o trabalho das abelhas,que por sinal se organizaram bem depressa,pois elas são bem rústicas e trabalhadoras...
Essa resgate me deixou muito feliz,pois como eu já disse em outras postagens,sou apaixonado por essa pequena abelha,e farei de tudo para que ela consiga se livrar da extinção...
Um abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Férias no semiárido paraibano.
Após algum tempo sem atualizar o blog,pois estava sem pc...,estou de volta à ativa,e confesso que já estava morrendo de saudades das minhas postagens,amadoras,mas verdadeiras e feitas com muito amor às abelhas nativas e à caatinga nordestina...
Eu passei o mês de dezembro último,lá no "meu cariri" e aproveitei para fazer algumas transferências de abelhas nativas...

O anoiteçer,no cariri...
Também adquiri uma nova espécie para meu meliponário:a abelhas manduri ou rajada(melípona asilvae)e estou muito satisfeito com elas,pois são bem produtivas,rústicas e mansas,com certeza aumentarei esse número em breve.
Durante esse tempo que passei no cariri,fiz várias caminhadas no meio da caatinga,observando,principalmente se localizava colônias de abelhas nativas,e tive boas surpresas,pois localizei algumas moças brancas,cupiras,jandaíras e mosquitos lambe-olhos.
Em um pé de umbuzeiro,localizamos duas jandaíras,o que prova que as nativas sempre dão um jeito de se manterem vivas,apesar das adversidades.

Meu irmão e meus dois sobrinhos,durante uma de nossas caminhadas no meio da caatinga.
Outra coisa que me deixou feliz,foi poder salvar uma cupira,que estava alojada em uma cerca,e por isso mesmo,já tinha sido derrubada quase toda,mas mesmo assim resistia,não sei por quanto tempo,a coloquei em uma caixa racional,e ela está muito bem,agora.
Graças à Deus,a chuva está chegando por lá,e as matas já apresentam um verde animador,por issso,pretendo voltar lá em breve.
Em breve,farei novas postagens detalhando as minhas aventuras em meio às abelhas nativas e à caatinga.
Grande abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB.
Eu passei o mês de dezembro último,lá no "meu cariri" e aproveitei para fazer algumas transferências de abelhas nativas...
O anoiteçer,no cariri...
Também adquiri uma nova espécie para meu meliponário:a abelhas manduri ou rajada(melípona asilvae)e estou muito satisfeito com elas,pois são bem produtivas,rústicas e mansas,com certeza aumentarei esse número em breve.
Durante esse tempo que passei no cariri,fiz várias caminhadas no meio da caatinga,observando,principalmente se localizava colônias de abelhas nativas,e tive boas surpresas,pois localizei algumas moças brancas,cupiras,jandaíras e mosquitos lambe-olhos.
Em um pé de umbuzeiro,localizamos duas jandaíras,o que prova que as nativas sempre dão um jeito de se manterem vivas,apesar das adversidades.
Meu irmão e meus dois sobrinhos,durante uma de nossas caminhadas no meio da caatinga.
Outra coisa que me deixou feliz,foi poder salvar uma cupira,que estava alojada em uma cerca,e por isso mesmo,já tinha sido derrubada quase toda,mas mesmo assim resistia,não sei por quanto tempo,a coloquei em uma caixa racional,e ela está muito bem,agora.
Graças à Deus,a chuva está chegando por lá,e as matas já apresentam um verde animador,por issso,pretendo voltar lá em breve.
Em breve,farei novas postagens detalhando as minhas aventuras em meio às abelhas nativas e à caatinga.
Grande abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB.
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