quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Inimigos das abelhas nativas.



Meus amigos,estive conversando com alguns meliponicultores á respeito de algumas dificuldades, na criação das abelhas nativas.

Dentre algumas dificuldades apontadas durante essa conversa,algumas são mais evidentes.

Os inimigos naturais das abelhas sem ferrão,tem sido apontados como uma importante causa,que limita o processo natural de proteção e conservação dessas abelhas.

Esses inimigos naturais,como todos já conhecem bem,representam perigo para colônias fracas,ou desestabilizadas.São alguns exemplos desses inimigos naturais das asf:as lagartixas,os sapos,pássaros,algumas vespas e abelhas pilhadoras,forídeos e o mais temível e perigoso de todos:o homem.

Durante a nossa conversa,eu disse que para mim,o homem é o maior responsável pela extinção de muitas abelhas nativas;muitas delas,sequer sem terem sido estudadas.

Apesar de ser o único animal "racional",o homem usa essa racionalidade,de forma muitas vezes errada,pois destrói seu próprio lar;mata o seu próprio semelhante e leva à extinção,muitos animais e plantas.

No caso específico das abelhas nativas;nós temos muitos meliponicultores responsáveis,que lutam diariamente para salvarem espécies nativas,que se encontram em adiantado processo de extinção.

Apesar dos muitos casos de destruição das matas,ainda existem chances reais para que essas abelhas,consigam se reproduzir e serem reintroduzidas nas áreas,onde existam condições de recebê-las e dar-lhes as condições naturais,o mais próximo possível das originalmente existentes.

Nossa luta,apesar de ser desigual,recebe a cada dia,mais pessoas com esse mesmo pensamento:salvar o planeta e salvar a raça humana,juntamente com todos os seres criados pelo DEUS,criador do céu e da terra.


Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

domingo, 24 de julho de 2011

A meliponicultura,aproximando as pessoas.

A criação racional de abelhas nativas(Meliponicultura),tem me proporcionado boas surpresas,e através desse blog,tenho entrado em contato com pessoas de várias partes do Brasil e do mundo.

Aliás,essa troca de informação e a amizade que nasce dessas conversas,é algo muito bom,e que tem muita importância em minha vida.

Foi através de uma ligação telefônica,que tive meu primeiro contato com o Zé Luiz;um apaixonado pela natureza e amante das abelhas nativas.

O amigo Zé Luiz,me disse que estaria chegando à Paraiba,para conhecer(de perto)a jandaíra e aprender alguns segredos do manejo racional dessa abelha.



Após alguma insistência,eu resolvi ir conhecê-lo e aproveitar para conhecer também o Isaac Soares(do blog Abelhas do Sabugi)http://abelhasdosabugi.blogspot.com/,que seria o nosso anfitrião(meu e de Zé Luiz,que é de Cuiabá Mato Grosso).

Nos encontramos em Campina Grande,Pegamos um carro e fomos conhecer a bela região do Sabugi/PB.

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Da esquerda pra direita:Isaac,eu e Zé Luiz.

Como já disse,fomos recepcionados de forma muito carinhosa e amigável,por Isaac e sua bela família.Realmente eu me senti em casa.

Aproveitamos a viagem ao máximo:andamos no meio da caatinga verde,visitamos outros meliponários,fizemos algumas divisões e transferências de jandairas,enfim...,foi uma viagem muito agradável(principalmente,porque dessa viagem nasceu uma amizade verdadeira,entre mim,Isaac e Zé Luiz).

A região do Sabugi,onde mora o Isaac,é muito linda(como toda a caatinga)e tem muitas cadeias de montanhas(serras),que deixam o lugar ainda mais bonito.



Apesar de ter passado poucos dias por lá,jamais esquecerei aquela viagem,as brincadeiras,as paisagens e os amigos que seguirão comigo eternamente.

Certa vez,eu falei para um amigo(Tadeu Leite):"quem é meliponicultor,é porque é gente boa".E com essa viagem,eu pude ver que essa minha “tese”,é verdadeira,pois os novos amigos que conquistei,são pessoas da melhor qualidade.

OBS.:Fotos tiradas pelo amigo Zé Luiz e gentilmente cedidas,para essa postagem.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Voltarei logo.

Amigos,estou sem atualizar o blog,por problemas "técnicos",rsrs.

Como sou um homem do campo a moda antiga;não tenho muita intimidade com o computador,e volta e meia "ele"se revolta e não aceita meus comandos,ou seja,eu vivo literalmente lutando contra a máquina,que quase sempre leva a melhor e me deixa na mão.

Apesar do meu pc,ser "quase novo" "ele"vive tendo probemas,possivelmente causados pelo usuário inexperiente.

Espero me entender com o pc,o mais rápido possível,para poder atualizar o blog,pois,tenho muitas coisas das férias para dividir com vocês.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Abelha jandaíra,forte por natureza.

Como é de costume,todas as tardes eu vou até a casa de minha irmã(onde estão as minhas abelhas),observar o movimento e verificar alguma irregularidade,que por acaso ocorra.

Hoje ao chegar lá,eu vi um grande movimento de abelhas,próximo ao alimentador externo(alimentador para sabiá)e vi que se tratavam das ápis.

Retirei o alimentador,com cuidado,pois as ápis poderiam me picar(e eu sei bem como é forte essa picada,rsrs), derramei o resto do xarope,lavei o alimentador,pra despistá-las e fiquei observando as abelhas.

Algumas “africanizadas”,tentavam entrar nas caixas de jandaíra,mas as “vigias” não davam moleza.Uma abelha mais “atrevida”tentou forçar a entrada e foi prontamente “agarrada”pela pequena e valente sertaneja.
“Elas”caíram no chão e já veio uma nova vigia assumir o posto.Eu chamei minha filha para ver a capacidade que a pequena sertaneja tem de defender seu lar.

E é porque as caixas que eu mantenho aqui em João Pessoa,são da “jandaíra menor”.Mesmo sendo umas duas vezes maior,e aparentemente mais forte;após algum tempo,a “abelha africanizada” não conseguiu vencer a pequena nativa e foi morta por ela(teve o abdômem decepado).

Essa luta durou alguns minutos e, infelizmente eu não havia levado a máquina fotográfica para registrar,esse momento de profunda força e defesa de sua espécie,proporcionado pela bela e forte jandaíra.

Vou ter que rever o modelo de alimentador,para evitar atrair africanizadas e arapuás.

Estarei indo para meu “paraíso” e passarei alguns dias por lá,aproveitarei para conhecer novos amigos meliponicultores,do sertão paraibano e de outros estados que estarão nos visitando,mas essa é uma outra história...

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

São João na roça.

Amigos...,para nós nordestinos,esse período é um dos mais esperados do ano,pois é a época de fazer a colheita do milho,feijão de corda,fava,maxixe melancia,jerimum...,enfim de ver nosso esforço sendo recompensado com uma boa colheita e com muita fartura.


E,é justamente nesse mês que comemoramos o “São João”.
É costume fazer uma fogueira,para homenagear o santo e agradecer,pela chuva,que proporcionou fartura na roça e muito pasto para os animais.

Na noite de “São João”,a fogueira é acesa para clarear o “terreiro” e encher de alegria adultos e crianças,que brincam e soltam fógos.



Em muitas casas,se reúnem os amigos e vizinhos para dançarem o forró-pé-de-serra;aquele tocado por sanfona,triângulo e zabumba...,e o forró vai até o sol raiar...
A festa fica completa,com as comidas típicas da época:canjica,pamonha,bolo de milho,mungunzá,pé de moleque,queijo de manteiga...

Mesmo a fogueira sendo uma tradição,em nossa região,meu avô sempre teve o cuidado de mandar os trabalhadores,procurarem árvores caídas,secas ou algarobas,para fazerem a fogueira,pois a caatinga sempre foi “adorada”e protegida por ele;por meu pai e por mim,afinal em sua simplicidade de homem do campo e do alto de seus 102 anos,meu avô sempre soube que para se viver nesse semiárido,temos que ter a natureza como aliada e nunca como inimiga...”Só derrubem uma árvore da caatinga,se for em último caso”...sempre dizia meu avô.


Essa mesma,”filosofia” de homem caririzeiro,eu passo para minha filha e meus sobrinhos,para que eles desde pequenos,aprendam a amar, respeitar e preservar a caatinga,pois eu me considero parte “dela”.

(Missa dos 100anos de meu avô,dezembro de 2008)

Estou contando os dias,pra ir para meu torrão(meu paraíso)dançar forró,comer milho assado,pamonha com manteiga de garrafa,queijo de coalho na brasa e rever minha família,as abelhas nativas e minha querida caatinga,pois é lá que recarrego minhas forças,e tenho um contato direto com o criador do universo.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Plantas produtoras de néctar e pólen.


Amigos!


Apesar de meu  meliponário,estar localizado no cariri paraibano,eu mantenho algumas colônias aqui,em João pessoa e tenho me preocupado com o período das chuvas,pois normalmente as plantas não têm floradas nessa época.

Pelo menos é o que se escuta da maioria dos meliponicultores...,por isso eu resolvi “investigar” as áreas próximas de onde estão as minhas abelhas nativas,pra tentar ver se existiam flores,que pudessem fornecer néctar e pólen,para minhas abelhas,mesmo nessa época de chuvas.

                                                         Aroeira da praia.

Para minha grata surpresa,eu pude encontrar muitas espécies de plantas nativas,algumas rasteiras(consideradas mato/ervas daninhas),outras árvores de um porte maior,mas com uma boa produção de néctar e de pólen.



Algumas das plantas que encontrei floridas,são bem conhecidas como é o caso da aroeira da praia,do cosmos,da xanana(flor de lagartixa),ipezinho de jardim,coroa de cristo e outras tantas que não sei o nome,mas fotografei mesmo assim.

                                                                  Coroa de cristo.

Pude ver um bom movimento de abelhas(ápis e nativas),visitando essas flores e também observei minhas jandaíras,uruçus e cupiras chegando carregadas de pólen,e isso vai manter um bom estoque protéico na colônia,durante o período chuvoso.



Também tenho feito a minha parte,pra ajudar a natureza,e minhas abelhas.Tenho plantado algumas mudas,que florescem bem e atraem,os insetos de modo geral.



Bons exemplos de plantas melíferas e polímeras,que são fáceis de reproduzir e plantar são:amor agarradinho,ora-pro-nóbis,ipêzinho de jardim,cosmos,coroa de cristo e aroeira da praia.


Portanto,mesmo estando em época de chuvas(normalmente sem floradas),a natureza sempre nos surpreende,e nos dá o exemplo de quais espécies devemos manter próximo do meliponário,afim de manter uma boa produção de flores e conseqüentemente de néctar e pólen.


Como sempre,minha postagem é bem simples(como eu),pois nem os nomes científicos dessas plantas eu coloquei,pois achei que não iria adiantar muito,colocar o nome científico de algumas delas,e deixar outras sem identificação.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz

domingo, 15 de maio de 2011

Meliponicultura,"o negócio" do futuro.

Amigos!

Há pouco tempo atrás,dificilmente você encontrava sites e blogs,falando sobre abelhas nativas,mas hoje existem inúmeros meliponicultores,que divulgam suas atividades,comercializam,postam fotos,ensinam novidades no manejo das abelhas sem ferrão,enfim esse assunto está a cada dia mais presente na internet.

Existe até uma “disputa”,para ver quem faz a melhor postagem,quem posta a melhor foto,quem cria alguma técnica de manejo,quem mantém seu blog/site atualizado,etc.

Essa disputa,não é aquela disputa em que você quer derrubar seu adversário,mas sim superar seus próprios limites,fazendo postagens mais elaboradas e completas.

No meu caso,eu fico de fora dessa disputa,pois mantenho meu blog,apenas para falar de minhas paixões:As abelhas nativas e a caatinga e faço isso,com a maior simplicidade,aliás,como todo “matuto”;mas acho essa "disputa" muito importante para têr-mos informações com qualidade.


Eu considero esse novo momento,de surgimento de blogs e sites,voltados para o tema:abelhas nativas/abelhas sem ferrão/abelhas indígenas,muito bom,pois só assim podemos trocar experiências,conhecer novos,e velhos meliponicultores,desenvolver e disseminar a atividade em nosso país e trazer alguma contribuição,para o engrandecimento e a profissionalização dessa importante atividade.

Hoje,já existem vários congressos,exposições,feiras e encontros regionais,voltados para o tema “meliponicultura” e esses eventos só melhoram a qualidade e os conhecimentos dos meliponicultores.

A maioria dos estados brasileiros,já criaram associações de meliponicultores,e os estados que ainda não dispõem desse importante meio de desenvolvimento e organização da atividade,estão se organizando para criar.

Não resta dúvidas que,a meliponicultura é uma atividade de futuro,pois consegue aliar,um bom negócio,ajudando a manter o homem no campo,com a proteção da natureza;ou seja é uma das poucas atividades sustentáveis...,desde que praticada de forma racional e com os cuidados e técnicas,necessários para o bom desempenho de toda a cadeia produtiva.

Independente do tamanho de sua criação,o que realmente importa é a forma como você conduz suas colônias,tendo sempre o maior respeito e cuidado,para que as abelhas se sintam realmente protegidas e amadas por todos nós,afinal esse é o nosso maior troféu.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Abelhas Rebeldes.


Quem cria abelhas nativas,sabe que elas sempre nos surpreendem,pois não adianta você achar que todo o manejo será igual ao que você escuta ou ler ...,sempre tem alguns detalhes diferentes.

Por exemplo,sabe-se que normalmente as jandaíras,não se incomodam com as armadilhas para forídeos,colocadas dentro das caixas,mas sempre tem uma pra quebrar a regra,esses dias fiz uma troca de caixa(pois uma caixa estava bem velha )e por ter sido obrigado a mexer com toda a colônia,os forídeos logo apareceram,então eu coloquei a armadilha interna,com vinagre de maçã.
Mas sempre que eu abria a caixa para ver como estavam as coisas,as abelhas haviam fechado todos os furos,por onde os forídeos entrariam na armadilha.

Eu sempre uso o vinagre de maçã,diluído em um pouco d’água,pra diminuir o cheiro forte,então não haveria motivos para “elas”taparem os furos.

Em cada revisão,eu sempre abro os furos,mas as abelhas fecham logo em seguida.Então diluí ainda mais o vinagre e acrescentei um pouquinho de pólen,para que as abelhas não estranhem o cheiro.

Uma boa solução que eu encontrei para que as abelhas não fechem os "furos",foi colocar pequenos pedaços de canudinho plástico,nos "furos",pois com isso as abelhas não conseguirão mais tapá-lo.

Outro acontecimento que me chamou atenção,foi uma uruçu(melípona scutellaris),que pertence ao amigo Tadeu Leite,que está em uma caixa modelo INPA/FO.
Sem nenhum motivo aparente as abelhas não aceitaram a entrada/saída original da caixa,por isso “roeram” e abriram uma nova entrada/saída,na parte de trás da caixa,na parte superior onde fica a melgeira,e fecharam a entrada/saída original.



Um detalhe nessa história,é que Tadeu,já fechou essa abertura com madeira;desobstruiu a entrada original da caixa,mas mesmo assim,alguns dias depois as abelhas voltaram a abrir a entrada/saída ,no local escolhido por elas e fecharam a entrada original da caixa.

Eu costumo dizer,para meu amigo Tadeu,que as regras não são infalíveis,quando se lida com seres vivos,pois esses seres,muitas vezes não aceitam aquilo que escolhemos para eles,e fazem suas próprias regras.

Talvez,nesse final de semana,eu vá à casa de Tadeu,para conversar sobre nosso assunto preferido”as abelhas nativas”e talvez,fazer mais uma experiência com essa caixa de uruçu,tentando convencê-las a aceitarem a entrada,da caixa pelo “ninho”.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A força da natureza.



Amigos;na maioria das regiões desse país;a expressão “tempo bom”faz referência a um dia ensolarado e quente;mas aqui no semiárido nordestino,”tempo bom”,é tempo de chuvas(época de inverno,como chamamos por aqui).



Graças a DEUS,esse ano as chuvas,apesar de algumas irregularidades,tem “aparecido” e mudado a”cara” da caatinga,pois quando caem as primeiras chuvas,logo vemos as mudanças,que elas trazem para as plantas ,que se “vestem”de verde,com uma rapidez inacreditável.



Durante esse mês de maio,as chuvas teem caído com muita intensidade,e deixado o homem do campo,muito feliz.

Aqui,no sítio da família,temos uma “barragem”(açude de pequeno porte)feita com pedras e cimento,que serve para armazenar a água,do riacho.Olhem só que lindo,ela transbordando,e enchendo nossos corações de esperança.



Algumas plantas,estão repletas de flores e as abelhas fazem a festa.

Eu passei o período de páscoa,lá no “meu cariri”,e pude aproveitar toda essa energia,que a natureza me passa...,andei muito no meio da caatinga verde,tomei banhos de “riacho”(pequeno rio),botei o pé na lama e pude ver que,esse ano as abelhas nativas vão produzir bem,pois já existem flores em abundância,por aqui.



Eu abri uma caixa matriz de jandaíra,(modelo inpa)para retirar a melgeira,que havia colocado,durante uma experiência,e ao retirar o mel,me surpreendi,pois ali havia 1,5 litros de mel,boa quantidade.
Esse mel,eu dividi,para mim,para meu irmão e para meu sobrinho;e ainda ficaram muitos potes de mel,no ninho e sobre ninho(ao redor das crias).



Enfim,estamos no período de fartura,para animais ,plantas e homens,que terão boa safra,em suas roças.

Espero voltar lá em breve,para passar momentos de prazer e alegria,em meio à abelhas e plantas,pois é lá que recarrego minhas energias.



Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
João Pessoa,PB

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Dia da caatinga.

Instituído,em 20 de agosto de 2003,por um decreto presidencial,o dia 28 de abril,foi escolhido como o “dia da caatinga”.

A palavra caatinga vem do tupi:caa(mata)+tinga(branca)= mata branca.Tem esse nome por causa da paisagem esbranquiçada,que a vegetação apresenta durante os períodos de seca.Como a maioria das árvores perdem as folhagens,os seus galhos esbranquiçados se destacam na paisagem.

A caatinga é o 3º ecossistema brasileiro mais degradado,ficando atrás apenas da mata atlântica e do cerrado.

Essa destruição,é causada pelo animal mais feroz que vive por aqui:”o bicho homem”.

É triste se falar de dia da caatinga,quando não se tem nada para comemorar,pelo contrário,o que se pode observar em toda essa região,é o aumento do processo de desertificação,a destruição da vegetação,a morte dos rios,causada pelo derramamento de esgotos não tratados,o aumento da caça predatória e a falta de políticas públicas para tentar mudar essa triste realidade.



É muito bonito,quando alguma autoridade,fala que vai lutar para melhorar as condições de vida,no nosso semiárido e preservar o que ainda resta da caatinga;só que na maioria das vezes essas autoridades não sabem nada da nossa realidade,pois só aparecem aqui de quatro em quatro anos,para mais uma vez enganarem esse povo ingênuo e sofrido,com promessas falsas e assim conseguirem seus votos.



Na realidade,o homem sofrido do nordeste brasileiro,já não mais acredita em promessas de salvação para essa região,pois,com raras exceções,são promessas vazias,como o prato de muitos pais e mães de família,que lutam para manterem uma vida digna e honesta,mesmo vendo tantos maus exemplos por parte dos nossos governantes.



Seria,relativamente fácil melhorar a vida desse povo,bastava fazer uma melhor distribuição de renda,investir em educação de qualidade,apoiar iniciativas sustentáveis e dar vez e voz a esse povo,pois de “besta”,nós não temos nada.



Escrevi essa postagem simples,apenas para não deixar passar em branco,esse dia que para mim é muito importante,pois faço parte dessa caatinga;sou igual ao pé de imburana,que mesmo após ser cortada,se mantém verde e se for deixada em pé,crescerão novas raízes e essa belíssima árvore se manterá viva,mostrando que a natureza sempre encontra uma saída.


Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz