sábado, 4 de fevereiro de 2012

A hora e a vez das abelhas nativas.



Pesquisando na internet sobre abelhas nativas,eu encontrei uma ótima matéria publicada no site da EPTV,em 17 de novembro de 2009.Agradeço à  Rubens Rosa -Gerente Comercial EPTV.Com,pela autorização para publicá-la em meu blog.

Hora das indígenas.

Sem ferrão e com um mel valorizado,as espécies brasileiras conquistam mais criadores.Aumenta chance de sobrevivência.

17/11/2009.
               
 
Uma mudança na legislação brasileira pode,a um tempo,ampliar significativamente a escala de produção do mel de abelhas nativas e favorecer a conservação de espécies ameaçadas pela competição com a abelha europeia africanizada. A nova regra foi sugerida e defendida pelo ambientalista e professor titular de Ecologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo,Paulo Nogueira-Neto,uma das maiores autoridades do país nos estudos da vida e criação das abelhas indígenas sem ferrão.



Desde agosto de 2004,essas abelhas podem ser comercializadas em território brasileiro entre criadores registrados no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). A restrição anterior a esta comercialização, baseada na proibição de venda de fauna brasileira, dificultava a criação comercial, conferindo grande vantagem à Apis mellifera,a espécie trazida da Europa em 1839 pelo Padre Antônio Carneiro,que se espalhou pelos ecossistemas brasileiros e passou a competir com as abelhas indígenas.

“Ainda falta regulamentar o registro do mel para que o produto passe a estar sujeito à inspeção federal e deixe de ser considerado apenas artesanal,ganhando escala,o primeiro passo na direção das exportações”,observa Nogueira-Neto.O especialista lembra que o mel de abelhas indígenas obtém um preço de mercado bem mais elevado do que o comum, podendo chegar a R$120,00 o quilo,caso do mel de uruçu-do-nordeste (Melípona escutellaris). Ele acredita numa boa penetração no mercado europeu e até propõe a adoção do nome iramel ou uiramel para designar a origem indígena.



Já existem produções comerciais com alguma escala nas regiões Norte e Nordeste.Em Boa Vista do Ramos,município próximo de Manaus, no estado do Amazonas,um produtor espera colher este ano algo em torno de 3 toneladas de mel das abelhas jupará preta (Melípona compressipes)e jupará amarela (M. seminigra).E,em Pernambuco, outro produtor mantém pelo menos 500 colmeias uruçu-do-nordeste. 

É verdade que a produtividade das abelhas indígenas é bem menor do que a das abelhas européias. Elas têm outra maneira de construir as células para suas crias e não produzem favos, mas depositam o mel em pequenos potes,feitos de cera,que dão mais trabalho para colher.Em compensação,seu mel tem concentrações superiores de uma substância chamada inibina,produzida pela enzima glucoseoxidase,que tem propriedades antibióticas.


Pode ser considerado medicinal,portanto,uma qualidade popularmente conhecida há muito tempo–os indígenas brasileiros já usavam o mel como remédio antes da chegada dos europeus(e das abelhas europeias)-mas que precisou de alguns testes de laboratório para ser cientificamente reconhecida.

        
Os testes foram feitos com bacilos patogênicos,isto é,causadores de doenças.Entre eles,o Bacillus antbracis,o mesmo antraz dos ataques terroristas nos Estados Unidos, cujos esporos foram eliminados pelo mel num prazo de 24 horas. E o mel das abelhas indígenas provou uma eficiência maior do que o mel comum na ação contra as bactérias Escherichia coli,Salmonella spp,Pseudomonas aeruginosa Streptococcus,conforme relata Nogueira-Neto,devido ao seu PH mais baixo (mais ácido) do que o do mel comum. O mel indígena tem outras propriedades medicinais,divulgadas popularmente, mas ainda sem comprovação,caso do uso como colírio ou cicatrizante de feridas e queimaduras.


E é preciso alertar os eventuais usuários sobre os hábitos anti-higiênicos de algumas espécies de abelhas indígenas,cujo mel pode conter alto índice de coliformes fecais.É o caso da mandaçaia (Melíponaquadrifasciata) e da irapuá ou arapuá (Trigona spinipes). Elas usam fezes de animais para calafetar as frestas de seus ninhos ou para marcar o território,na entrada das colmeias.“A melhor garantia de que o mel não está contaminado é sua procedência e a forma como é tratado, por isso é preciso regulamentar a comercialização e estabelecer padrões de colheita, pasteurização e acondicionamento”,acrescenta Nogueira Neto. “Enquanto não há regulamentação,entre as abelhas indígenas,recomendo sempre o mel de jataí (Tetragonisca angustula),que é a espécie mais higiênica”.



Mesmo assim,o mel deve ser pasteurizado.Mais líquido e menos doce (mais ácido)do que o mel comum,o produto das abelhas indígenas pode fermentar com alguma facilidade. Enquanto o mel comum tem de 16 a 20% de água,o mel indígena tem mais de 30%. A pasteurização pode ser feita artesanalmente,em banho maria, tomando-se certos cuidados, sobretudo o de verificar a temperatura com um termômetro de laticínio (72oC durante 15 segundos), mexer sempre para distribuir o calor de maneira uniforme e não deixar o mel ferver, porque as altas temperaturas eliminam a enzima produtora de inibina, o antibiótico natural. 


As vantagens da criação e conservação das abelhas indígenas não se restringem ao mel. Nativas e bem adaptadas aos ecossistemas brasileiros, elas têm um papel importantíssimo na polinização das plantas. Existem espécies de orquídeas e bromélias polinizadas exclusivamente por abelhas da tribo euglossini, que geralmente apresentam cores metálicas, tendendo para o verde ou roxo.

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Há também flores grandes e de formato diferenciado - como o maracujá (Passiflora edulis) - que chegam a ser visitadas pelas abelhas européias, mas não são polinizadas, porque estas não alcançam a parte feminina da flor como as mamangavas (tribo bombini), as polonizadoras naturais,bem maiores do que a Apis mellifera.
  

“O problema é que as abelhas européias são muito ativas nas primeiras horas do dia e visitam rapidamente as flores disponíveis, enquanto as abelhas indígenas tendem a distribuir a coleta de néctar e pólen ao longo do dia”,explica Ivan Sazima, da Zoologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Num local onde existam os dois tipos de abelhas,as indígenas tendem a ‘chegar atrasadas’ às flores,visitando-as quando já não há pólen disponível e,portanto,deixando de cumprir a função polinizadora, que as européias também não cumprem porque não são do tamanho certo”.


As abelhas europeias já são eficientes na polinização de algumas plantas de borda,como são chamadas as espécies que crescem nas zonas de mata mais aberta,no limite com culturas ou áreas alteradas pelo homem. O exemplo mais evidente é o das jitiranas,trepadeiras que se sobrepõem à copa de outras árvores,atrapalhando sua fotossíntese.


Assim, o fato de existirem abelhas européias africanizadas,numa região de florestas fragmentadas, acaba por interferir na dinâmica natural da flora. E florestas fragmentadas não faltam em toda a região de domínio da Mata Atlântica,justamente onde também estão as abelhas ‘invasoras’. 



Para Paulo Nogueira Neto,depois de um período de retração,por excesso de competição com as abelhas européias, a população das espécies indígenas está voltando a crescer,ocupando áreas mais internas dos fragmentos florestais, onde o excesso de sombra limita a Apis mellifera. “O fato de as abelhas indígenas produzirem bem em área de floresta abre a possibilidade de se ter uma atividade econômica em muitas regiões do país,mantendo a mata em pé,sem derrubadas”, diz.


Os enxames naturais ainda podem ser favorecidos com a disponibilização de locais para construção das colméias, como as caixas artificiais especialmente desenhadas para estas abelhas por Nogueira-Neto,menores do que as de abelhas européias e quadradas. Os ocos de árvores velhas,anteriormente usados por estas espécies, hoje são mais raros,seja porque foram retirados para uso como lenha ou porque tendem a cair com o vento,quando a floresta é fragmentada.

        
“E não podemos esquecer a maior vantagem das abelhas indígenas, que é o fato de não terem ferrão”,conclui Nogueira-Neto.“Elas podem ser criadas muito perto de casa,sem oferecer risco aos homens ou aos animais domésticos”.

As indígenas e suas tribos.

A classificação das abelhas é um pouco diversa da dos animais vertebrados e inclui a divisão em subfamílias e tribos.A família Apidae divide-se em: metálicas, verdes ou arroxeadas.

Apíneos – No Brasil representada apenas pela Apis melífera, a abelha européia ou africanizada, introduzida no país em 1839 pelo Padre Antonio Carneiro. Ele trouxe 100 colônias do Porto, em Portugal, das quais apenas 7 teriam sobrevivido à travessia do oceano.
        
Meliponíneos – Abelhas indígenas sem ferrão que produzem mel

Bombíneos – Mamangavas grandes,peludas,às vezes totalmente pretas, às vezes pretas e amarelas. Polinizam o maracujá (Passiflora edulis).

Euglossíneos – Também chamadas abelhas das orquídeas. Polinizam orquídeas e bromélias e,em geral,são de cores metálicas, verdes ou arroxeadas. 

A diferença entre vespas e abelhas.


Para quem não é muito familiarizado com o mundo dos insetos pode parecer difícil distinguir vespas,abelhas,marimbondos e outros tantos nomes com que são chamados esses invertebrados de asas transparentes e corpo semelhante ao das formigas.De fato,todas pertencem à Ordem Himenoptera – que também inclui as formigas – e as diferenças entre algumas espécies podem ser muito sutis, coisa para especialistas.Mas,pelo comportamento ou tipo de moradia,é possível pelo menos separar abelhas e vespas.


Só as abelhas produzem mel e fazem células de cera,seja para abrigar as crias e/ou para estocar alimento. Essas construções das abelhas normalmente são internas,feitas em ocos de árvores,fendas de rochas ou caixas artificiais.As casas de vespas,ao contrário,são externas,de um material semelhante ao papelão,constituído de fibras vegetais e saliva. Os formatos variam muito,das bem desenhadas casas de cabas–uma das vespas mais temidas da Amazônia,de picada muito dolorida–a pequenas células penduradas nos telhados, dos marimbondos comuns.Marimbondos,aliás,são vespas crescidas, só uma variação no modo de chamar insetos da mesma categoria. 


As abelhas são herbívoras,só comem vegetais e preferem pólen e néctar colhido nas flores,razão pela qual são polinizadoras por excelência. As vespas são carnívoras, embora eventualmente também se alimentem de frutos, de seiva ou cheguem a visitar algumas flores.As abelhas enxameiam,as vespas,não.A maioria das abelhas tem o corpo sólido,em algum caso peludo,enquanto as vespas são mais delgadas,de cintura fina e bem marcada.

A posição das asas também é diferente:as abelhas estão sempre com as asas em pé,mas as vespas sabem dobrá-las longitudinalmente, parecendo mais‘assentadas’.Finalmente,para quem for perseguido por espécies com ferrão,é melhor que sejam abelhas,que picam uma única vez e perdem o ferrão na picada, pois as vespas podem picar diversas vezes.

Mel Comum (APIS MELLIFERA).
16 a 20% de água
Gosto tende a ser mais doce.
Cristaliza mais fácil, em dias frios.
A produtividade é maior.
É produzido em áreas abertas, ensolaradas.
É pasteurizado a 63oC.


MEL INDÍGENA (MELIPONÍNEOS).
Mais de 30% de água.
Gosto tende a ser mais ácido.
Pode fermentar se a colheita não for higiênica.
Contém alta concentração de inibina, enzima antibiótica e antibacteriana.
É produzido em áreas abertas, sombreadas e de floresta.
Não aguenta temperaturas superiores a 59oC.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Divulgando a meliponicultura.



Mesmo estando um pouco afastado do assunto”Abelhas nativas”,eu continuo divulgando,apoiando e praticando a meliponicultura(criação racional de abelhas nativas),e recentemente fui questionado por email,por uma pessoa que não cria abelhas nativas,mas quer ajudar a salvá-las da extinção,E queria saber de que forma,poderia contribuir para isso?

                  Muda de imburana de cambão.
                                     
Ao  responder-lhe o email,eu fiz questão de dizer,que gestos simples,podem ajudar,não só as abelhas nativas,mas toda a natureza.

1º-Proteja as árvores nativas de sua região,seja ela:caatinga,cerrado,mata atlântica,floresta amazônica,etc.,pois elas são imprescindíveis para as abelhas nativas;fornecendo-lhes,alimento,moradia,etc.;


2º-Não compre abelhas e/ou mel de pessoas,que você sabe que pratica a meliponicultura predatória(aquela,onde só se quer o lucro financeiro,retirando-se as abelhas e o mel,da natureza de forma destrutiva e danosa ao meio ambiente);

3º-Denuncie,aos órgãos ambientais,qualquer crime contra o meio ambiente,que você presenciar,pois mesmo se esses criminosos não forem punidos;sua atitude servirá de exemplo para outras pessoas;

4º-Procure conhecer,estudar e ter contato com as abelhas nativas,pois depois desse primeiro contato,será quase impossível não se apaixonar por elas e se tornar um meliponicultor.

Colônia matriz de uruçu(Melípona scutellaris).

Mesmo,se você morar na cidade,poderá criar as abelhas nativas,pois elas são bem rústicas,mansas,produtivas e fáceis de manejar.


Colônia matriz de abelhas jandaíra(Melípona subnitida),em meliponário urbano.

5º-Se você já se apaixonou pelas abelhas sem ferrão;procure aprender na prática, o manejo da espécie que deseja criar,pois isso poderá ser a diferença entre uma atividade relaxante e prazerosa e uma experiência frustrante,por falta de experiência.

Procure em sua região,conhecer um meliponicultor(te garanto que você será muito bem recebido,por “ele”),pois esse(além da colocação de iscas),são os meios mais seguros de se iniciar uma criação racional de abelhas nativas,afinal;com a divulgação,com informações e com o apoio de todos,as abelhas nativas continuarão sendo manejadas racionalmente,e também se manterão em seu estado natural,nos locais onde ainda seja possível essa permanência.

Abraço.
Paulo Braz.
Meliponário Braz.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A história de um tropeiro.


Nascido em 14 de dezembro de 1908,no sítio porteiras ,município de Cabaceiras,Paraíba,o menino Manoel Braz,era um garoto comum,como todos os outros de sua idade;brincava,ajudava aos pais nas lidas diárias,sonhava com um futuro melhor.


De família humilde,porém honesta e de caráter,ele sempre se espelhou em seu pai;inclusive o sucedeu em sua profissão:TROPEIRO.

Meu avô(Manoel Braz)aos 100 anos de idade.


Como tropeiro,viajava do cariri paraibano,para cidades como:Campina Grande(PB)e Caruaru(PE),dentre tantas outras cidades e lugarejos,sempre transportando mercadorias,no lombo dos “burros”.




Com o declínio da atividade “algodoeira”(do algodão),a profissão de tropeiro,foi ficando cada vez mais difícil, e Manoel Braz passou a comprar e vender animais,principalmente gado e cabras;mudando assim de profissão.

Por ser um “homem de palavra”(de confiança)ele, mesmo sem ter boas condições financeiras,conseguia comprar grandes quantidades de animais,o que lhe dava bons lucros.



Casou-se com a jovem Severina,e após muito trabalho,esforço e dedicação,conseguiram comprar a propriedade,que passou a chamar-se “Currais velhos”(pois quando foi adquirida,existiam alguns currais antigos,que serviam para trancar os animais).


Nos “Currais velhos”,construiu a sua nova morada(aquela que seria a sua última),e criou seus dez filhos.
De lá só saiu para a morada eterna.

          Meu avô (Manoel Braz e meu pai João Braz).

Nesse pedaço do cariri paraibano,o amor sempre falou mais alto:amor pela família,amor por seu cariri,amor pela caatinga,enfim,Manoel Braz,foi um homem apaixonado pela vida,homem de muita fé,e é essa fé que nos fortaleçe.


Quantas brincadeiras,quantos "começos de inverno",quantas reuniões familiares,passamos na "casa grande",ao lado dos meus avós...Quantas saudades boas.

Apesar de ser um homem simples,meu avô sempre teve muita preocupação com a preservação da caatinga(coisa rara,naquela época,principalmente quando nem se falava em preservação ambiental),pois ele sabia da importância de se ter a natureza como aliada.




Mesmo,sendo um lutador,e um grande vencedor; Manoel Braz,foi vencido pela idade e nos deixou no dia 17/01/2012.Mas seus ensinamentos,seu exemplo de vida,sua fé inabalável,sua honestidade,seu companheirismo e seu amor,nos acompanharão eternamente.


Obrigado,por tudo que o senhor foi e sempre será em nossas vidas(em especial,na minha),que bom ter tido o privilégio dessa convivência,tão bonita,tão serena,tão dócil e tão presente.


Descanse em paz,tropeiro;Eu e todo o cariri paraibano,sentiremos a sua falta;mas sabemos que o senhor está ao lado do criador.


Que Deus continue a dar forças a minha avó Severina,para que ela continue sendo o alicerce de nossa família.E que a união e a fé continuem sendo as diretrizes,que nos conduzirão por muitos anos.

                        Manoel Braz e "sua Severina".

Agradeço a todos meus amigos que seguem esse humilde blog,pelas mensagens de conforto e de apoio,enviadas ao meu email.

Abraço.
Paulo Braz.
Meliponário Braz

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Uma vida centenária.



Amigos!


Eu passei minhas férias,lá no cariri paraibano.



Como sempre,para mim esse contato com minha terra natal,é sinônimo de muito prazer,pois lá me sinto mais forte;lá me sinto mais perto do criador.


Apesar,da alegria de estar de volta ao lar;eu e meus familiares passamos,por momentos de apreensão;pois meu avô,Manoel Hostio Das Neves(Manoel Braz),que dia 14/12/2011 completou 103 anos de idade,passa por problemas de saúde e está em Campina Grande(PB),para receber tratamentos médicos.


Como todos devem imaginar,meu avô Manoel Braz(103 anos)e minha avó Severina(99 anos),são os pilares que dão sustentação à nossa família.Apesar da idade avançada e da saúde fragilizada,eles conseguem manter a unidade da nossa família e servem de exemplos para todos nós,da família Braz.


Estamos confiantes que o ex- tropeiro,mostrará mais uma vez,sua força,sua coragem e sua fé inabalável,e sairá mais uma vez dessa difícil empreitada;talvez a maior de sua vida.


Meu avô,sempre foi muito ligado á sua terra.Nunca quis morar na cidade,pois aquele “cariri paraibano”,sempre lhe deu forças e a sua propriedade:Sítio Currais velhos,ajuda a recarregar as suas energias.


Em breve estarei retornando às minhas postagens sobre as abelhas nativas,e espero,também estar falando da melhora de saúde de meu avô.


Abraço.
Paulo Braz.
Meliponário Braz.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Caixas racionais e suportes para abelhas nativas.





A criação racional de abelhas nativas(meliponicultura),está em pleno desenvolvimento.
A cada dia surgem novas técnicas racionais de manejo;modelos e medidas de caixas;tipos de suporte(para as caixas);alimentação artificial;técnicas de divisão,enfim,cada meliponicultor vai se adaptar e escolher,a melhor forma de manejar as suas abelhas.


Um dos fatores,que nos fazem decidir por um determinado modelo de caixa racional,é saber qual é o objetivo da criação:se você quer produzir mel;se vai apenas reproduzir as famílias,afim de vender novas colônias ou se apenas sua criação será um hobby.

Caixa modelo FO/INPA.

Caixa horizontal/Nordestina.

Além dos modelos de caixas;o suporte,também tem a sua importância,e deve ser escolhido de acordo com o espaço disponível,para colocar as caixa.

Suporte individual(onde apenas uma caixa é colocada,sobre esse suporte.É preferencialmente utilizado por pessoas que dispõem de bastante espaço,ou criam espécies territorialistas).


Suporte coletivo ou prateleira(geralmente coloca-se as caixas próximas umas das outras.É usado principalmente,quando o espaço disponível é limitado).


No caso dos suportes individuais,o manejo é bem mais fácil e tranquilo,pois você terá um bom espaço para executar as tarefas de rotina(revisão,alimentação,divisão);além de não ter problemas na hora das divisões(com brigas das abelhas).



Já as prateleiras,requerem um maior cuidado,na hora desses manejos,pois,devido a proximidade das caixas racionais;as brigas são constantes,sobretudo depois das divisões(onde as abelhas ficam agitadas e estressadas,e entram nas caixas próximas,ocasionando mortes).


Uma boa alternativa,na hora de divisões,para evitar brigas e mortes de abelhas(nas caixas,que estejam em prateleiras)é fechar as caixas vizinhas,até que as abelhas se acalmem e comecem a se organizarem na nova morada.


Essas são apenas algumas dicas,pois nesse mundo da meliponicultura;cada meliponicultor deve escolher a melhor maneira de realizar as tarefas do dia-a-dia,tornando essa atividade cada vez mais prazerosa e interessante.


Desejo um feliz natal e um 2012,cheio de realizações,muita saúde e paz,para todos.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A meliponicultura na Paraíba.

Amigos!


Nesse último final de semana(11/12/20011),a convite de meu amigo Moacir;eu e mais alguns amigos "novos meliponicultores",nos reunimos para uma visita à um meliponário,na zona rural de João Pessoa.


Em nosso grupo,haviam mulheres,que se mostraram,muito interessadas em aprender e desvendar os segredos desses maravilhosos seres.



O dono do meliponário é o meliponicultor Bakke,que tem uma bela área de mata,onde cria uruçu nordestina,moça branca,jataí e mosquito.
O seu foco principal,é a uruçu nordestina.


As pessoas que compareceram ao nosso encontro;participaram de um curso de meliponicultura recentemente,e a grande maioria não tinha nenhuma experiência com as abelhas nativas(apesar de terem ganhado,cada uma;uma colônia de uruçu,ao término do curso) e aproveitaram a ocasião para tirarem muitas dúvidas,sobre o manejo racional das colônias.





Foi um domingo muito proveitoso,pois além da troca de experiências,fizemos alguns manejos:revisões,alimentação e divisão.



Depois desse primeiro encontro;iremos realizar mensalmente um novo encontro e em breve fundaremos a AME-PB,(Associação dos meliponicultores do estado da Paraíba).


Nossa próxima reunião será em janeiro,e já iremos debater a ideia da criação da associação.



Em nosso grupo,já contamos com um dúzia de meliponicultores e esse número só tende a aumentar,após a criação da associação;pois existem muitos meliponicultores,que praticam sua atividade de forma isolada,e ainda sem muita técnica racional;com certeza eles passarão a fazer parte do nosso grupo.



Eu acredito muito no potencial da meliponicultura,e se as coisas continuarem nesse ritmo,dentro de poucos anos,a Paraíba terá uma participação mais expressiva na criação racional de abelhas nativas,em nosso país.


Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Meu sertão.


Meu sertão,meu berço e lar

Lugar,lindo de se ver

Não me canso de escrever,

E aos poucos retratar,

Convido-te para entrar,

Nesse meu mundo real,

Com um jeito especial,

Pois é meu reino encantado,

Foi por Deus abençoado,

E não conheço outro igual.



Lugar de homem valente,

Lutador e destemido,

Que nunca será vencido,

Vai tocando a vida em frente,

Às vezes,cria um “repente”

Outras vezes,um “pé-quebrado”

No final,o resultado

Você pode conferir,

Nas coisas,que escrevo,aqui

Nesse meu verso rimado.


Sertão,lugar de beleza

Da abelha jandaíra,

Da manduri e Cupira,

Retratos da natureza,

Pois representam,as riquezas

Do nordeste brasileiro,

Aonde seu pioneiro,

Lutou para preservar,

As tradições do lugar,

Pra mostrar ao mundo inteiro.



Aqui,quando a chuva cai

Há uma transformação,

Toda planta do sertão,

Acorda,agradece ao pai

Logo,o sertanejo vai

Preparar o seu “roçado”,

Ele trabalha,animado

Pois a terra está molhada,

E a semente “estourada”,

É o milagre,esperado.


Abelhas,que tem aqui

Nativas,da região

Criadas,nesse sertão

Moça branca,manduri

A tubiba,eu mesmo vi

Valente,e bem defensiva

E mais algumas nativas

A canudo e a pimenta,

É o que mais se comenta,

Como elas são produtivas.




A caatinga,preservada

Com plantas e animais,

Dos meus avós,aos meus pais

Eu sigo,nessa empreitada

Se uma árvore é cortada,

Planto,uma novamente

E vamos seguindo em frente,

Para salvar o sertão,

Acabo a destruição,

E ajudo à minha gente.



Abraço.
Paulo Braz.
Meliponário Braz.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Aroeira da praia.




A aroeira da praia(schinus terebinthifolius),também  conhecida por aroeira pimenteira,é uma árvore de médio porte,podendo alcançar de 5 á 9 metros de altura.
É encontrada por quase todo o litoral brasileiro,e também por diversos estados,fora da área do litoral.



Ela é uma planta muito utilizada para arborização das cidades,principalmente aqui no nordeste onde,devido ao sol forte,ela tem um crescimento rápido;por esse motivo,também é bastante utilizada em áreas de reflorestamentos.

Essa árvore é considerada uma planta medicinal,por possuir propriedades cicatrizantes e adstringentes.



É uma árvore muito importante para quem cria abelhas,pois suas pequenas flores são altamente atrativas para as abelhas,que além do néctar e pólen,retirados das flores,também encontram(no caule),uma resina muito atrativa,perfumada e muito utilizada na mistura com cera,(formando o cerume)essa resina,também é utilizada para vedar frestas nas caixas.





Pode ser multiplicada por sementes e por estacas,o que facilita muito a sua propagação.

O néctar dessa planta produz um mel de ótima qualidade. 


Eu estou sempre plantando mudas,por toda a vizinhança,nas praças e terrenos baldios,pois sei da festa que minhas abelhas fazem ao encontrarem uma aroeira da praia florida;e com certeza a nossa natureza agradece.



Abraço.
Paulo Braz.
Meliponário Braz.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

O juazeiro.



Milagre da natureza,

Essa planta,se destaca

Nesse livro,ele é a capa

Pois,mostra sua beleza

No sertão,ela é riqueza

Alimenta os animais,

Juazeiro,tu jamais

Terás teu nome esquecido,

Tua fama tem crescido,

E tu,te destacas mais.



Em pleno mês de dezembro,

Com a terra ressequida,

Surge o milagre da vida,

Tu estás verde,eu relembro

Em julho,agosto e setembro,

Enquanto a seca começa,

Sertanejo,faz promessa

Para o “inverno”chegar,

E para o verde voltar,

Para isso,ele tem pressa.



O marmeleiro secou,

A catingueira,também

Só o juazeiro,tem

Força,beleza e vigor

Aonde o trabalhador,

Dorme um sono,ao meio dia

A sombra traz alegria,

Para esse homem,cansado

E,ao ser abençoado,

Rabisca,essa poesia.



“Doutor”,não sabe explicar

Como o juazeiro faz,

Pra ficar verde demais,

Com seca,em todo o lugar

É difícil acreditar,

Ao ver esse verde,forte

Nesse cenário de morte,

Aonde a seca domina,

Até o galo campina,

Partiu,e deixou o “norte”.



A natureza,é assim

Nos mostra,a força que tem

Eu,melhor do que ninguém

Aceito,o que vem pra mim

As vezes,achando ruim

Outras vezes,bom demais

Mas tudo,que a vida trás

Deve ser bem entendido,

Pois você,tendo vivido

Não se esquecerá,jamais.



Abraço.

Paulo Braz.

Meliponário Braz.