domingo, 25 de março de 2012

A beleza da abelha jandaíra.




Amigos!

Hoje resolvi,mais uma vez falar da abelha nativa que é a mais importante e produtiva do semiárido nordestino:a jandaíra(melípona subnitida).

 A bela rainha de jandaíras.

A jandaira,é bem rústica e por isso mesmo,se adapta a muitas regiões do Brasil(eu tenho um amigo,que as cria,com sucesso em Cuiabá,MT),mas ela já está em muitos estados brasileiros.


Jandaíra,em um galho de imburana.

Ela é de fácil manejo,(embora seja bem defensiva)podendo ser criada por meliponicultores com pouca experiência.

Abelha jandaíra na flor de "amor agarradinho"(Antigonon Leptopus).


 Eu mantenho algumas colônias,aqui em João pessoa e,embora seja uma região litorânea,elas se adaptaram muito bem,e estão lindas(como pode-se observar nessas fotos).


Colônia matriz de jandaíras.


Eu estou fazendo a seleção das melhores matrizes,para,nas próximas multiplicações,manter as melhores características e passá-las adiante.Por exemplo,as minhas abelhas vivem nas mesmas condições ambientais,têm as mesmas fontes de pólen e néctar e recebem os mesmos cuidados,portanto as que se destacam,são usadas nas multiplicações.


Como vamos começar a temporada de chuvas(aqui em João Pessoa),eu só farei multiplicações depois do segundo semestre,até lá vou revisando-as e acompanhando seus desenvolvimentos.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

quinta-feira, 22 de março de 2012

A seca no "meu cariri paraibano".



Eu queria muita chuva,no sertão,
É por isso,que peço ao SENHOR,
Porque sinto,uma dor no coração,
Ao pensar nesse povo sofredor.



Mande água,pra poder molhar a terra,
Pois,meu povo já sente a seca forte,
Molhe tudo,do baixio até a serra,
Não permita que o nordeste enfrente a morte.



Animais e as plantas do sertão,
Necessitam da chuva,pra viver
Mesmo sendo acostumados a esse chão,
Não dá mais pra continuar sem chover.



Encha rios,açudes e barreiros,
Pra fazer a esperança retornar,
Porque sei,que o nordeste brasileiro,
Só aguarda uma chuva,pra plantar.



Meu senhor,ouça esse meu pedido,
Pra poder mudar a realidade,
Sou “matuto”e não vejo mais sentido,
Do “matuto”fugir para a cidade.



Esperando que a chuva esteja perto,
Vou ficando,por aqui,no meu sertão
 Porque sei,que meu coração aberto
Ajuda-me a ter fé,e gratidão.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Domingo no sítio.

Amigos!




Nesse final de semana,aconteceu mais um encontro de meliponicultores,daqui da Paraíba.

Durante esses encontros,nós sempre trocamos experiência de manejo,para facilitar a vida dos meliponicultores e tornar o manejo cada vez mais prazeroso e simples.



Dessa vez,fomos à cidade de Rio Tinto(que fica à 60 km de João Pessoa),litoral norte do estado.




Esse encontro foi no sítio do amigo Heráclito,que dispõe de uma bela área,além disso,seu sítio ficar bem próximo à uma grande reserva de mata(a reserva dos guaribas)que fica nos municípios de Mamanguape e Rio Tinto(PB),e possui uma área total de mais de quatro mil hectares de matas preservadas.



Estiveram presentes:Vanildo,Marcos,Anaíldes,eu e o anfitrião(Heráclito),além de seu caseiro,que também ficou atento ao detalhes de uma multiplicação de scutellaris,que foi realizada.



O amigo Heráclito optou pela caixa modelo FO/INPA;pois,como ele tem pouca experiência com as abelhas nativas,acha mais fácil as multiplicações de colônias,nesse modelo de caixa racional.




Durante uma caminhada pelo sítio,com o amigo Vanildo,eu pude ver,em um (tronco caído)dois ninhos de mirins,depois vamos providenciar as transferências,pois onde elas estão podem ser pisadas por animais(bois).



Como sempre,esse contato com a natureza e com as abelhas nativas,é motivo de muita alegria para mim.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

quarta-feira, 7 de março de 2012

As belezas da caatinga nordestina.

Amigos!


A caatinga nordestina,possui uma beleza,que me deixa,a cada dia mais apaixonado por essa região,tão linda,tão forte e ao mesmo tempo,tão fragilizada pelas constantes agressões sofridas ao longo dos séculos.


Animais e plantas da caatinga,se adaptaram ao clima semiárido,onde chove pouco e de forma irregular,geralmente temos quatro ou cinco meses de chuvas e sete ou oito meses de seca;por ano.


A população que vive nessa região,tem procurado alternativas de convivência com os períodos de seca.Dentre as alternativas mais viáveis estão a apicultura/meliponicultura(criação de abelhas africanizadas e nativas),a caprinovinocultura(criação de cabras e ovelhas),a piscicultura(criação de peixes),o turismo rural e de aventura,etc.


Particularmente,sou apaixonado pelas abelhas nativas e embora ainda não consiga renda com essa criação,acredito em seu potencial e ajudo na preservação das espécies nativas do semiárido paraibano:jandaíra(melípona subnitida),manduri/rajada(melípona asilvai),cupira(Partamona seridoensis),dentre outras.


A diversificação das atividades econômicas,são imprescindíveis para que o pequeno agricultor  consiga uma boa renda,para se manter na terra,e não seja obrigado a abandonar seu torrão e ir morar nas cidades,onde não existem as mínimas condições de receber esse homem do campo,que geralmente vai morar nas periferias das grandes cidades,sem ter perspectivas de mudar de vida.

Nossa caatinga é rica,só falta apoio,para que o sertanejo consiga se manter na terra,produzindo alimento para sua família de forma digna e honrada.

Nosso subsolo possui água em abundância,basta que essa água seja captada,para matar a sede dos animais,servir para irrigar as plantações e melhorar a vida de todos.


Nosso povo é trabalhador,honesto e forte,precisando apenas de condições para viver de forma digna nesse pedaço de Brasil;tão lindo e agradável e muitas vezes esquecido das autoridades.


Realmente espero que essa nossa realidade,seja transformada para melhor,em um futuro próximo e que a proteção ambiental,seja vista como prioridade,por parte da população e das autoridades.


Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.



quinta-feira, 1 de março de 2012

De volta ao cariri paraibano.



Amigos.


Eu passei a última semana,lá no “meu cariri paraibano”,onde fui participar da missa de 30º dia de falecimento de meu avô(Manoel Braz),aproveitei para rever os familiares,a minha querida caatinga e as abelhas nativas.

 Mandacaru florido.

Graças a Deus,as primeiras chuvas caíram,reacendendo as esperanças e as forças do caririzeiro,que espera mais chuvas e em maior intensidade.


Com as primeiras chuvas,a caatinga tem uma “explosão”de vida,e se transforma numa imensa área verde.

Como estamos saindo de um período de seca,eu apenas fiz algumas revisões nas abelhas nativas;principalmente nas cupiras(Partamonas seridoensis),que estão muito bem.


Colônia de cupira,com destaque para a rainha.


Eu mantenho as cupiras em caixas racionais,além de manter algumas em estado natural(No cupinzeiro),para que elas possam enxamear para as áreas próximas à casa de minha mãe.


Essa semana foi revigorante,pois eu fiz;(juntamente com familiares)uma bela caminhada no meio da caatinga,com direito a banho de chuva e beber água(pura e cristalina),diretamente nos córregos.
Durante essa caminhada,encontramos uma moça branca,uma Cupira,duas africanizadas e um ninho de gangarro(ave que faz seu ninho no interior do cupinzeiro).


Imburana de cambão(Imburana de espinhos).

Pretendo ir lá novamente na páscoa,tomar banho de açude,dividir algumas jandaíras e recarregar as forças,no meio da caatinga.

Em destaque um pé de Cumaru(Imburana de cheiro).


Em breve trarei mais relatos e fotos de minha estadia,no cariri paraibano.


Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.


sábado, 4 de fevereiro de 2012

A hora e a vez das abelhas nativas.



Pesquisando na internet sobre abelhas nativas,eu encontrei uma ótima matéria publicada no site da EPTV,em 17 de novembro de 2009.Agradeço à  Rubens Rosa -Gerente Comercial EPTV.Com,pela autorização para publicá-la em meu blog.

Hora das indígenas.

Sem ferrão e com um mel valorizado,as espécies brasileiras conquistam mais criadores.Aumenta chance de sobrevivência.

17/11/2009.
               
 
Uma mudança na legislação brasileira pode,a um tempo,ampliar significativamente a escala de produção do mel de abelhas nativas e favorecer a conservação de espécies ameaçadas pela competição com a abelha europeia africanizada. A nova regra foi sugerida e defendida pelo ambientalista e professor titular de Ecologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo,Paulo Nogueira-Neto,uma das maiores autoridades do país nos estudos da vida e criação das abelhas indígenas sem ferrão.



Desde agosto de 2004,essas abelhas podem ser comercializadas em território brasileiro entre criadores registrados no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). A restrição anterior a esta comercialização, baseada na proibição de venda de fauna brasileira, dificultava a criação comercial, conferindo grande vantagem à Apis mellifera,a espécie trazida da Europa em 1839 pelo Padre Antônio Carneiro,que se espalhou pelos ecossistemas brasileiros e passou a competir com as abelhas indígenas.

“Ainda falta regulamentar o registro do mel para que o produto passe a estar sujeito à inspeção federal e deixe de ser considerado apenas artesanal,ganhando escala,o primeiro passo na direção das exportações”,observa Nogueira-Neto.O especialista lembra que o mel de abelhas indígenas obtém um preço de mercado bem mais elevado do que o comum, podendo chegar a R$120,00 o quilo,caso do mel de uruçu-do-nordeste (Melípona escutellaris). Ele acredita numa boa penetração no mercado europeu e até propõe a adoção do nome iramel ou uiramel para designar a origem indígena.



Já existem produções comerciais com alguma escala nas regiões Norte e Nordeste.Em Boa Vista do Ramos,município próximo de Manaus, no estado do Amazonas,um produtor espera colher este ano algo em torno de 3 toneladas de mel das abelhas jupará preta (Melípona compressipes)e jupará amarela (M. seminigra).E,em Pernambuco, outro produtor mantém pelo menos 500 colmeias uruçu-do-nordeste. 

É verdade que a produtividade das abelhas indígenas é bem menor do que a das abelhas européias. Elas têm outra maneira de construir as células para suas crias e não produzem favos, mas depositam o mel em pequenos potes,feitos de cera,que dão mais trabalho para colher.Em compensação,seu mel tem concentrações superiores de uma substância chamada inibina,produzida pela enzima glucoseoxidase,que tem propriedades antibióticas.


Pode ser considerado medicinal,portanto,uma qualidade popularmente conhecida há muito tempo–os indígenas brasileiros já usavam o mel como remédio antes da chegada dos europeus(e das abelhas europeias)-mas que precisou de alguns testes de laboratório para ser cientificamente reconhecida.

        
Os testes foram feitos com bacilos patogênicos,isto é,causadores de doenças.Entre eles,o Bacillus antbracis,o mesmo antraz dos ataques terroristas nos Estados Unidos, cujos esporos foram eliminados pelo mel num prazo de 24 horas. E o mel das abelhas indígenas provou uma eficiência maior do que o mel comum na ação contra as bactérias Escherichia coli,Salmonella spp,Pseudomonas aeruginosa e Streptococcus,conforme relata Nogueira-Neto,devido ao seu PH mais baixo (mais ácido) do que o do mel comum. O mel indígena tem outras propriedades medicinais,divulgadas popularmente, mas ainda sem comprovação,caso do uso como colírio ou cicatrizante de feridas e queimaduras.


E é preciso alertar os eventuais usuários sobre os hábitos anti-higiênicos de algumas espécies de abelhas indígenas,cujo mel pode conter alto índice de coliformes fecais.É o caso da mandaçaia (Melíponaquadrifasciata) e da irapuá ou arapuá (Trigona spinipes). Elas usam fezes de animais para calafetar as frestas de seus ninhos ou para marcar o território,na entrada das colmeias.“A melhor garantia de que o mel não está contaminado é sua procedência e a forma como é tratado, por isso é preciso regulamentar a comercialização e estabelecer padrões de colheita, pasteurização e acondicionamento”,acrescenta Nogueira Neto. “Enquanto não há regulamentação,entre as abelhas indígenas,recomendo sempre o mel de jataí (Tetragonisca angustula),que é a espécie mais higiênica”.



Mesmo assim,o mel deve ser pasteurizado.Mais líquido e menos doce (mais ácido)do que o mel comum,o produto das abelhas indígenas pode fermentar com alguma facilidade. Enquanto o mel comum tem de 16 a 20% de água,o mel indígena tem mais de 30%. A pasteurização pode ser feita artesanalmente,em banho maria, tomando-se certos cuidados, sobretudo o de verificar a temperatura com um termômetro de laticínio (72oC durante 15 segundos), mexer sempre para distribuir o calor de maneira uniforme e não deixar o mel ferver, porque as altas temperaturas eliminam a enzima produtora de inibina, o antibiótico natural. 


As vantagens da criação e conservação das abelhas indígenas não se restringem ao mel. Nativas e bem adaptadas aos ecossistemas brasileiros, elas têm um papel importantíssimo na polinização das plantas. Existem espécies de orquídeas e bromélias polinizadas exclusivamente por abelhas da tribo euglossini, que geralmente apresentam cores metálicas, tendendo para o verde ou roxo.

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Há também flores grandes e de formato diferenciado - como o maracujá (Passiflora edulis) - que chegam a ser visitadas pelas abelhas européias, mas não são polinizadas, porque estas não alcançam a parte feminina da flor como as mamangavas (tribo bombini), as polonizadoras naturais,bem maiores do que a Apis mellifera.
  

“O problema é que as abelhas européias são muito ativas nas primeiras horas do dia e visitam rapidamente as flores disponíveis, enquanto as abelhas indígenas tendem a distribuir a coleta de néctar e pólen ao longo do dia”,explica Ivan Sazima, da Zoologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Num local onde existam os dois tipos de abelhas,as indígenas tendem a ‘chegar atrasadas’ às flores,visitando-as quando já não há pólen disponível e,portanto,deixando de cumprir a função polinizadora, que as européias também não cumprem porque não são do tamanho certo”.


As abelhas europeias já são eficientes na polinização de algumas plantas de borda,como são chamadas as espécies que crescem nas zonas de mata mais aberta,no limite com culturas ou áreas alteradas pelo homem. O exemplo mais evidente é o das jitiranas,trepadeiras que se sobrepõem à copa de outras árvores,atrapalhando sua fotossíntese.


Assim, o fato de existirem abelhas européias africanizadas,numa região de florestas fragmentadas, acaba por interferir na dinâmica natural da flora. E florestas fragmentadas não faltam em toda a região de domínio da Mata Atlântica,justamente onde também estão as abelhas ‘invasoras’. 



Para Paulo Nogueira Neto,depois de um período de retração,por excesso de competição com as abelhas européias, a população das espécies indígenas está voltando a crescer,ocupando áreas mais internas dos fragmentos florestais, onde o excesso de sombra limita a Apis mellifera. “O fato de as abelhas indígenas produzirem bem em área de floresta abre a possibilidade de se ter uma atividade econômica em muitas regiões do país,mantendo a mata em pé,sem derrubadas”, diz.


Os enxames naturais ainda podem ser favorecidos com a disponibilização de locais para construção das colméias, como as caixas artificiais especialmente desenhadas para estas abelhas por Nogueira-Neto,menores do que as de abelhas européias e quadradas. Os ocos de árvores velhas,anteriormente usados por estas espécies, hoje são mais raros,seja porque foram retirados para uso como lenha ou porque tendem a cair com o vento,quando a floresta é fragmentada.

        
“E não podemos esquecer a maior vantagem das abelhas indígenas, que é o fato de não terem ferrão”,conclui Nogueira-Neto.“Elas podem ser criadas muito perto de casa,sem oferecer risco aos homens ou aos animais domésticos”.

As indígenas e suas tribos.

A classificação das abelhas é um pouco diversa da dos animais vertebrados e inclui a divisão em subfamílias e tribos.A família Apidae divide-se em: metálicas, verdes ou arroxeadas.

Apíneos – No Brasil representada apenas pela Apis melífera, a abelha européia ou africanizada, introduzida no país em 1839 pelo Padre Antonio Carneiro. Ele trouxe 100 colônias do Porto, em Portugal, das quais apenas 7 teriam sobrevivido à travessia do oceano.
        
Meliponíneos – Abelhas indígenas sem ferrão que produzem mel

Bombíneos – Mamangavas grandes,peludas,às vezes totalmente pretas, às vezes pretas e amarelas. Polinizam o maracujá (Passiflora edulis).

Euglossíneos – Também chamadas abelhas das orquídeas. Polinizam orquídeas e bromélias e,em geral,são de cores metálicas, verdes ou arroxeadas. 

A diferença entre vespas e abelhas.


Para quem não é muito familiarizado com o mundo dos insetos pode parecer difícil distinguir vespas,abelhas,marimbondos e outros tantos nomes com que são chamados esses invertebrados de asas transparentes e corpo semelhante ao das formigas.De fato,todas pertencem à Ordem Himenoptera – que também inclui as formigas – e as diferenças entre algumas espécies podem ser muito sutis, coisa para especialistas.Mas,pelo comportamento ou tipo de moradia,é possível pelo menos separar abelhas e vespas.


Só as abelhas produzem mel e fazem células de cera,seja para abrigar as crias e/ou para estocar alimento. Essas construções das abelhas normalmente são internas,feitas em ocos de árvores,fendas de rochas ou caixas artificiais.As casas de vespas,ao contrário,são externas,de um material semelhante ao papelão,constituído de fibras vegetais e saliva. Os formatos variam muito,das bem desenhadas casas de cabas–uma das vespas mais temidas da Amazônia,de picada muito dolorida–a pequenas células penduradas nos telhados, dos marimbondos comuns.Marimbondos,aliás,são vespas crescidas, só uma variação no modo de chamar insetos da mesma categoria. 


As abelhas são herbívoras,só comem vegetais e preferem pólen e néctar colhido nas flores,razão pela qual são polinizadoras por excelência. As vespas são carnívoras, embora eventualmente também se alimentem de frutos, de seiva ou cheguem a visitar algumas flores.As abelhas enxameiam,as vespas,não.A maioria das abelhas tem o corpo sólido,em algum caso peludo,enquanto as vespas são mais delgadas,de cintura fina e bem marcada.

A posição das asas também é diferente:as abelhas estão sempre com as asas em pé,mas as vespas sabem dobrá-las longitudinalmente, parecendo mais‘assentadas’.Finalmente,para quem for perseguido por espécies com ferrão,é melhor que sejam abelhas,que picam uma única vez e perdem o ferrão na picada, pois as vespas podem picar diversas vezes.

Mel Comum (APIS MELLIFERA).
16 a 20% de água
Gosto tende a ser mais doce.
Cristaliza mais fácil, em dias frios.
A produtividade é maior.
É produzido em áreas abertas, ensolaradas.
É pasteurizado a 63oC.


MEL INDÍGENA (MELIPONÍNEOS).
Mais de 30% de água.
Gosto tende a ser mais ácido.
Pode fermentar se a colheita não for higiênica.
Contém alta concentração de inibina, enzima antibiótica e antibacteriana.
É produzido em áreas abertas, sombreadas e de floresta.
Não aguenta temperaturas superiores a 59oC.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Divulgando a meliponicultura.



Mesmo estando um pouco afastado do assunto”Abelhas nativas”,eu continuo divulgando,apoiando e praticando a meliponicultura(criação racional de abelhas nativas),e recentemente fui questionado por email,por uma pessoa que não cria abelhas nativas,mas quer ajudar a salvá-las da extinção,E queria saber de que forma,poderia contribuir para isso?

                  Muda de imburana de cambão.
                                     
Ao  responder-lhe o email,eu fiz questão de dizer,que gestos simples,podem ajudar,não só as abelhas nativas,mas toda a natureza.

1º-Proteja as árvores nativas de sua região,seja ela:caatinga,cerrado,mata atlântica,floresta amazônica,etc.,pois elas são imprescindíveis para as abelhas nativas;fornecendo-lhes,alimento,moradia,etc.;


2º-Não compre abelhas e/ou mel de pessoas,que você sabe que pratica a meliponicultura predatória(aquela,onde só se quer o lucro financeiro,retirando-se as abelhas e o mel,da natureza de forma destrutiva e danosa ao meio ambiente);

3º-Denuncie,aos órgãos ambientais,qualquer crime contra o meio ambiente,que você presenciar,pois mesmo se esses criminosos não forem punidos;sua atitude servirá de exemplo para outras pessoas;

4º-Procure conhecer,estudar e ter contato com as abelhas nativas,pois depois desse primeiro contato,será quase impossível não se apaixonar por elas e se tornar um meliponicultor.

Colônia matriz de uruçu(Melípona scutellaris).

Mesmo,se você morar na cidade,poderá criar as abelhas nativas,pois elas são bem rústicas,mansas,produtivas e fáceis de manejar.


Colônia matriz de abelhas jandaíra(Melípona subnitida),em meliponário urbano.

5º-Se você já se apaixonou pelas abelhas sem ferrão;procure aprender na prática, o manejo da espécie que deseja criar,pois isso poderá ser a diferença entre uma atividade relaxante e prazerosa e uma experiência frustrante,por falta de experiência.

Procure em sua região,conhecer um meliponicultor(te garanto que você será muito bem recebido,por “ele”),pois esse(além da colocação de iscas),são os meios mais seguros de se iniciar uma criação racional de abelhas nativas,afinal;com a divulgação,com informações e com o apoio de todos,as abelhas nativas continuarão sendo manejadas racionalmente,e também se manterão em seu estado natural,nos locais onde ainda seja possível essa permanência.

Abraço.
Paulo Braz.
Meliponário Braz.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A história de um tropeiro.


Nascido em 14 de dezembro de 1908,no sítio porteiras ,município de Cabaceiras,Paraíba,o menino Manoel Braz,era um garoto comum,como todos os outros de sua idade;brincava,ajudava aos pais nas lidas diárias,sonhava com um futuro melhor.


De família humilde,porém honesta e de caráter,ele sempre se espelhou em seu pai;inclusive o sucedeu em sua profissão:TROPEIRO.

Meu avô(Manoel Braz)aos 100 anos de idade.


Como tropeiro,viajava do cariri paraibano,para cidades como:Campina Grande(PB)e Caruaru(PE),dentre tantas outras cidades e lugarejos,sempre transportando mercadorias,no lombo dos “burros”.




Com o declínio da atividade “algodoeira”(do algodão),a profissão de tropeiro,foi ficando cada vez mais difícil, e Manoel Braz passou a comprar e vender animais,principalmente gado e cabras;mudando assim de profissão.

Por ser um “homem de palavra”(de confiança)ele, mesmo sem ter boas condições financeiras,conseguia comprar grandes quantidades de animais,o que lhe dava bons lucros.



Casou-se com a jovem Severina,e após muito trabalho,esforço e dedicação,conseguiram comprar a propriedade,que passou a chamar-se “Currais velhos”(pois quando foi adquirida,existiam alguns currais antigos,que serviam para trancar os animais).


Nos “Currais velhos”,construiu a sua nova morada(aquela que seria a sua última),e criou seus dez filhos.
De lá só saiu para a morada eterna.

          Meu avô (Manoel Braz e meu pai João Braz).

Nesse pedaço do cariri paraibano,o amor sempre falou mais alto:amor pela família,amor por seu cariri,amor pela caatinga,enfim,Manoel Braz,foi um homem apaixonado pela vida,homem de muita fé,e é essa fé que nos fortaleçe.


Quantas brincadeiras,quantos "começos de inverno",quantas reuniões familiares,passamos na "casa grande",ao lado dos meus avós...Quantas saudades boas.

Apesar de ser um homem simples,meu avô sempre teve muita preocupação com a preservação da caatinga(coisa rara,naquela época,principalmente quando nem se falava em preservação ambiental),pois ele sabia da importância de se ter a natureza como aliada.




Mesmo,sendo um lutador,e um grande vencedor; Manoel Braz,foi vencido pela idade e nos deixou no dia 17/01/2012.Mas seus ensinamentos,seu exemplo de vida,sua fé inabalável,sua honestidade,seu companheirismo e seu amor,nos acompanharão eternamente.


Obrigado,por tudo que o senhor foi e sempre será em nossas vidas(em especial,na minha),que bom ter tido o privilégio dessa convivência,tão bonita,tão serena,tão dócil e tão presente.


Descanse em paz,tropeiro;Eu e todo o cariri paraibano,sentiremos a sua falta;mas sabemos que o senhor está ao lado do criador.


Que Deus continue a dar forças a minha avó Severina,para que ela continue sendo o alicerce de nossa família.E que a união e a fé continuem sendo as diretrizes,que nos conduzirão por muitos anos.

                        Manoel Braz e "sua Severina".

Agradeço a todos meus amigos que seguem esse humilde blog,pelas mensagens de conforto e de apoio,enviadas ao meu email.

Abraço.
Paulo Braz.
Meliponário Braz