quarta-feira, 17 de julho de 2013

A meliponicultura gerando renda.

Amigos .


A meliponicultura (criação racional de abelhas nativas),deve ser encarada como um negócio lucrativo,ecologicamente correto (Se praticada da forma racional)e sustentável.

Além do lucro,que a meliponicultura permite obter com a venda do mel,a venda de colônias e o seu uso para a educação ambiental e o turismo;o serviço de polinização das matas é um grande atrativo para que essa importante atividade seja divulgada,apoiada e defendida pelos poderes públicos e por todos aqueles que desejam um futuro com mais verde,e conseqüentemente com uma melhor qualidade de vida.


Por exemplo,a abelha urucu nordestina (Melípona scutellaris),é uma das abelhas mais importantes para a meliponicultura nordestina e brasileira,por ser ótima produtora de mel e a principal polinizadora das espécies florais da mata Atlântica,por isso já é criada com sucesso em diversos estados do país.
Essa abelha se mostra bem adaptada a criação racional,e é considerada uma das mais promissoras para a multiplicação de colônias.



Conforme relata “Villas-Bôas “2010,que estudou essa abelha e constatou que ,se bem manejadas,essas abelhas podem produzir até oito novas famílias,por ano;a partir de uma única família.


                              Anexo,da pesquisa de Jerônimo Villas Bôas,João Pessoa 2010.

Com base nessa pesquisa,(E tendo um bom conhecimento do manejo dessa abelha)a criação de urucus nordestinas,torna-se uma ótima alternativa de negócio,que poderá ser desenvolvido por pessoas que querem iniciar uma atividade    promissora,inovadora,lucrativa e muito prazerosa.

O valor de uma colônia de abelhas urucus nordestinas,em caixa racional modelo F.O.(Fernando Oliveira)é,em média R$350,00 e esse investimento inicial é recuperado rapidamente (Desde que o criador tenha os cuidados necessários para o desenvolvimento da colônia,e realize as multiplicações,conforme o recomendado).



O sucesso da criação depende da habilidade do criador em manejar corretamente as abelhas e dos cuidados e revisões necessária para o bom “andamento”da criação.
Conheçam,estudem,divulguem e apoiem a meliponicultura! A natureza agradece.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.


domingo, 16 de junho de 2013

Viva "São João"!

Viva São João!

Nessa época do ano,os nordestinos costumam comemorar as festas de São João,com muita fartura,brincadeiras e forró pé-de-serra.

Mas,infelizmente nesse ano de 2013,a nossa realidade é bem diferente.Estamos,ainda atravessando a maior estiagem dos últimos 60 anos,e apesar disso vamos comemora a vida,a força e a vontade de vencer!




Passarei esse período no semiárido paraibano(Meu cariri) ,onde estarei com meus familiares festejando a vida,que apesar das dificuldades,impostas pelo clima,continua bela!

Com certeza,teremos canjica,pamonha e milho assado;mesmo que o milho seja de outra região;o que realmente vale é a intenção da comemoração e da renovação da esperança.

Esse período de estiagem,tem nos incentivado à pensar em novas alternativas de convivência ,nesse bioma.E com certeza,conseguiremos conviver de forma pacífica e sustentável com nosso torrão;afinal,somos filhos dessa terra!


A própria caatinga,nos mostra como devemos agir.E nos “força” a aprender como conviver nesse belo e amado ambiente!

A meliponicultura é um das alternativas,pois apesar da estiagem;as nossas abelhas nativas conseguem produzir e “vencer a adversidade”.




Abraço!
 Paulo Romero.
Meliponário Braz.

domingo, 14 de abril de 2013

Plantas melíferas II.



“A meliponicultura é uma atividade muito prazerosa,pois ao realizar o manejo das abelhas nativas,nos desligamos dos problemas diários e essa prática torna a vida mais leve e bela".
(Paulo Romero).

Para que as nossas abelhas nativas,se mantenham produtivas e organizadas,elas precisam contar com um bom “pasto”,de onde possam retirar o néctar e o pólen,necessários à sua sobrevivência.

A maioria dos meliponicultores,estão sempre plantando novas espécies de árvores que possam  aumentar as alternativas florais das abelhas.E eu,como não poderia ser diferente;também estou sempre plantando algumas árvores,para que as minha queridas abelhas nativas,encontre alimento com certa facilidade.

As últimas espécies que plantei foram:Mutre(Aloysia virgata) e Ora-pro-nóbis(Pereskia aculeata).

O mutre,floresceu rápido;pois  a partir de “algumas “estacas”,que consegui com um amigo e que foram plantadas em setembro de 2012(Portanto,estão  com 7 meses de plantadas),já existem muitas flores e as abelhas estão sempre fazendo a festa.”Já surgiram algumas flores com uns 5 meses,mas não foram contínuas,como a floração atual.”


A floração do mutre,está sendo “continuada”,ou seja,já estão com flores à mais de dois  meses, e sempre estão surgindo novas flores.Já li,que o mutre floresce durante todo o ano,mas ainda não sei se essa informação é verídica;mas estou muito satisfeito com a sua floração.


Abelha jandaíra(Melípona subnitida) na flor de mutre(Aloysia Virgata).


Abelha uruçu nordestina(Melípona scutellaris),na flor de mutre.


O ora-pro-nóbis,ainda não floresceu,mas acho que “ele”não é concorrente para o  mutre,pois alguns amigos me falaram que suas "floradas" duram poucos dias.


Dentre as plantas melíferas,também tenho erva cidreira,cosmos e amor agarradinho(Que ainda não floresceu),mas sei que ele é muito bem visitado e sua floração também permanece, por muitos meses.


 Abelha uruçu nordestina,na flor de erva cidreira.


Abelha jandaíra,na flor de erva cidreira.

Com a introdução dessas novas espécies de plantas, eu já percebo que o  mutre e o amor agarradinho,  estão se mostrando  ótimas alternativas de pasto melífero.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

quarta-feira, 20 de março de 2013

O futuro da meliponicultura.

Amigos!



A meliponicultura,(Criação racional de abelhas nativas)deve ser tratada como uma atividade econômica,viável e ecologicamente correta.Só assim poderemos desenvolver o setor e conseguir respeito e apoio de todos os setores da sociedade.

Para o desenvolvimento dessa atividade,devemos procurar sempre mais informações e realizar experiências com as nossas abelhas nativas.Dentre alguns temas para  essas experiências,podemos citar:

-Qual é o melhor modelo de caixa racional,para cada espécie?
-Quais plantas devem ser cultivadas,para aumentar a produtividade dessas abelhas?
-Quais as espécies mais produtivas,em cada região?
-Quais são os melhores métodos de multiplicação de colônias?
-Onde conseguir as primeiras colônias?
-Onde adquirir conhecimento a respeito da meliponicultura?
-Como montar seu meliponário?

Diante de todas essas perguntas,devemos ter sempre cautela ao respondê-las;pois não existe uma verdade absoluta...O que é bom para mim,pode não ser para outro meliponicultor e vice-versa.

Sempre estou realizando pesquisas com as abelhas nativas(Mesmo sem cunho científico,ainda),e muitas vezes me surpreendo com algumas colônias;que mesmo estando no mesmo ambiente, destaca-se das demais,em produtividade,número e tamanho dos “discos de crias”,rusticidade,adaptação à diferentes ambientes e por manter um formato do ninho padrão ...,Talvez por questões genéticas,elas sejam “superiores”às demais.

Essas famílias,consideradas “padrões”(para à espécie),devem ser multiplicadas e acompanhadas,com um manejo adequado,para que esse melhoramento genético continue à acontecer no meliponário;trazendo melhorias significativas para o meliponicultor e para todo o meio ambiente.

Assim;cada um fazendo a sua parte,para o engrandecimento da meliponicultura,poderemos sonhar com um futuro promissor para a atividade.


Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.




quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A força da abelha jandaíra.



Amigos!

Apesar da falta de tempo,devido ao trabalho e aos estudos,eu estou sempre em contato com as abelhas nativas.

Sempre realizo revisões,experiências,alimentação artificial e multiplicações de colônias.

Ao realizar uma revisão essa semana,eu vi que existem algumas famílias de jandaíras(Melípona subnitida),que estão muito bem adaptadas ao litoral paraibano,e apresentam um ótimo desenvolvimento.


Ao revisá-las eu não fiz multiplicações,pois vou aguardar mais algum tempo,para que os discos nascentes estejam na parte superior da caixa racional;o que facilita o trabalho e não causa transtornos à colônia.


Esperando que as chuvas voltem ao semiárido paraibano,para poder levar algumas famílias de jandaíras de volta ao lar;a caatinga.


Mas já percebi,que elas se adaptam ao litoral e mostram toda a sua força e rusticidade,afinal de contas são nordestinas.

Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Abelhas Nativas do semiárido nordestino.



Amigos!


Nessa última postagem do ano,eu quero desejar um ano novo de muita paz,amor,sucesso,felicidades e muitas abelhas nativas,para todos os meus amigos.

Eu passei o natal,lá “no meu cariri paraibano” e,apesar da forte estiagem,pude ver que as abelhas nativas,(por serem adaptadas ao clima dessa região)estão muito bem,inclusive com boa reserva de alimentos.Essas abelhas não são alimentadas artificialmente,e essa reserva de alimento é proveniente das flores que estão disponíveis nessa época,na caatinga.



Abelha Cupira(Partamona seridoensis),no cupinzeiro.

Eu realizei inspeções nas cupiras(Partamonas seridoensis),que mantenho em caixas racionais e,como pode ser visto nas fotos;Elas estão muito bem adaptadas ás caixas,inclusive poderiam ser multiplicadas,(se eu pudesse ficar alguns dias lá,para acompanhar o desenvolvimento das novas famílias).Mas resolvi não multiplicá-las,e esperar para depois que as chuvas voltem à essa terra.


Abelha Cupira,em caixa racional.

Foi um ótimo final de semana,onde pude rever os parentes e amigos e renovar as forças,andando no meio da minha caatinga.


Eu,(no chão)e meu irmão em cima da pedra,no meio da caatinga.


Imburana e a caatinga,na época das estiagens.

Apesar da seca,algumas plantas da caatinga,estão floridas nessa época,à exemplo do  imbuzeiro,pereiro,jurema,jucá,trapiá,cipó-uva e as algarobas.



 Floração de cipó-uva.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Feliz natal!


Amigos...

Estou indo passar o natal,lá no "meu cariri paraibano" e só retornarei dia 26.

Desejo à todos os meus amigos,que acompanham o blog,um 2013 repleto de realizações,muita saúde,paz,amor e muitas abelhas nativas.

Aproveitarei a viagem,para revisar alguma colônias de abelha cupira(Partamona seridoensis),para saber como elas estão passando esse ano de 2012.Ano em que o nordeste brasileiro está vivendo a maior seca de sua história.

Grande abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Um dia entre amigos e abelhas.



Amigos!


No último sábado(24 de novembro de 2012),eu estive mais uma vez em Igarassu,PE,na propriedade do amigo Francisco das Chagas,ou simplesmente Chagas,como gosta de ser chamado.

Nessa viagem,estavam alunos do curso de Ciências agrárias,da UFPB(Universidade Federal da Paraíba),meliponicultores,além de um zootecnista e admirador das nossas abelhas nativas(E que foi o responsável pela ida dessa turma,ao meliponário de Chagas).


Foi um dia de muitas descobertas,para aqueles que estão iniciando nessa bela atividade;mas também de muitas trocas de experiências,entre todos nós.

O amigo Chagas acolheu a nossa turma,com a simpatia e a simplicidade,que lhe são peculiares.

A estrela do meliponário de Chagas,é a urucu nordestina(Melípona scutellaris),pelo número de colônias que ele possui,mas ele mantem diversas espécies de abelhas nativas.Ele também realiza pesquisas com a urucu do chão(Melípona quinquefasciata),que é uma das abelhas mais ameaçadas de extinção,do país;e que ele considera seu “xodó”.




A rara Melípona quinquefasciata (Uruçu do chão).

Após esse dia maravilhoso,entre as abelhas nativas e os meliponicultores;nos despedimos do mestre das urucus e aumentamos ainda mais o nosso amor e respeito pelas abelhas nativas.



Ainda fomos presenteados,com uma “branquinha”,que foi produzida pelo próprio Chagas;e que é uma raridade,como algumas de suas abelhas.




Essa é uma daquelas viagens,que recarregam as nossas forças e que nos mostra que estamos no caminho certo.

Até breve.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Meliponicultura responsável.




“O meliponicultor é antes de tudo;um defensor das matas.”


Essa frase,retrata bem o sentimento de responsabilidade ambiental,que norteia a grande maioria dos meliponicultores(Criadores racionais de abelhas nativas).Eu disse “Grande maioria”,pois como em qualquer atividade,existem pessoas que não agem com responsabilidade,e praticam a “meliponicultura predatória”,derrubando árvores,para retirar uma colônia de abelhas.


Mudas de ora-pro-nóbis(Pereskia aculeata).

Mas eu vou falar da grande maioria,que são aqueles que defendem e plantam árvores,para que as abelhas possam encontrar néctar,pólen e resinas,imprescindíveis  para a sobrevivência das abelhas.

Mudas de aroeira-da-praia(Schinus terebinthifolius).
Além de plantar árvores,os criadores de abelhas,lutam para que as matas continuem intactas,e muitas vezes,sejam recuperadas.

Eu,faço parte desse “grupo”,que defende as matas e estou sempre plantando mudas de árvores nativas,próximo ao meliponário.

Mudas de mutre(Aloysia virgata).

É sempre recomendável,que ao realizar algum plantio de árvores melíferas,utilize-se espécies nativas do Brasil;pois as plantas “exóticas”,podem prejudicar o equilíbrio ambiental e trazer graves problemas ao meio-ambiente.


Muda de imburana de cambão (Commiphora leptopholeos).


Portanto,seja um defensor das matas.Crie,estude e proteja as abelhas nativas.

Com certeza,com as abelhas nativas protegidas,toda a natureza ganhará.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Multiplicação da abelha Urucu Nordestina.



Amigos!

No último dia 24 de setembro (2012),eu realizei uma transferência/multiplicação de uma colônia de abelhas urucus nordestinas.

Esta colônia estava em uma “caixa velha”, e sem condições de abrigá-las;por isso a necessidade da transferência de caixa.Ao realizar a transferência de caixa,eu aproveitei e realizei uma multiplicação da colônia,pois ela estava forte e pronta para ser multiplicada.

Na multiplicação;a caixa mãe(Onde ficaram a rainha fisogástrica e os discos de crias novos),é uma caixa modelo INPA/FO.

Meu sobrinho,João (de 2 anos)observando se a colônia está bem.

A caixa-filha(onde ficaram os discos nascentes,e um grande número de “campeiras”),é uma caixa “modelo nordestino”(horizontal).



Apesar da falta de grandes "florações",por aqui,as abelhas estão fazendo bonito,e estão muito bem.


As abelhas mostram porque as “urucus nordestinas”, são as preferidas da maioria dos meliponicultores,Brasil afora.Elas estão com um mês de multiplicadas,e surpreendem pela quantidade de discos de crias e de potes de alimentos.



Essa é uma colônia de ótima genética e,por isso será usada para produzir matrizes;para as futuras multiplicações.



Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.