quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

III Congresso Nordestino de Apicultura e Meliponicultura.



Aconteceu nos dias 20,21 e 22 de novembro 2013,em Campina Grande,PB.o III Congresso Nordestino de Apicultura e Meliponicultura e a III feira da cadeia Apícola.



Esse foi um ótimo congresso,onde durante as palestras e oficinas,foi discutido o futuro da nossa meliponicultura e novas técnicas de manejo,com as nossas abelhas nativas.

Eu pude rever alguns amigos meliponicultores e conhecer pessoalmente,outros amigos virtuais;como é o caso do Amigo e xará Paulo Menezes,Gesimar,meu amigo João Paulo,Jansen,Dr.Otaviano e Dr.Celso feitoza.


                                                              Eu e Paulo Menezes.

                                                               Eu e João Paulo.

Conversei e troquei ideias com esses amigos,sobre a criação das abelhas nativas,especialmente a Uruçu nordestina(Melípona scutellaris)e a jandaíra(Melípona subnitida),principais espécies criadas em nosso estado;e que apresentam em suas respectivas regiões de predominância(mata Atlântica e caatinga),ótimos resultados de produtividade e adaptação à criação racional.

Eu,Gesimar e Dr.Otaviano.


Apesar da feira só ter quase produtos apícolas,a meliponicultura foi representada e mostra bons indícios de fortalecimento e de organização em diversos estados do país!

Jansen,eu e João Paulo.


Em novembro,acontecerá em Belém(Pará)o congresso nacional;e mais uma vez estarei presente,revendo os amigos e trocando experiências com os meliponicultores da região norte do país.

Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

domingo, 17 de novembro de 2013

O futuro da nossa meliponicultura.


Amigos!


Ao iniciar mais uma postagem sobre as abelhas nativas,eu me sinto muito feliz e motivado,pois a cada dia as nossas abelhas nativas,estão despertando o interesse de estudantes e pesquisadores.

Depois de passar por um período de esquecimento e da quase extinção de algumas espécies;finalmente a realidade da meliponicultura está mudando e teremos um futuro promissor,para todo o setor.


Abelha urucu nordestina,na flor de Mutre(Aloysia virgata)

Tenho alguns amigos,que fazem cursos de graduação nas áreas das Ciências Agrárias(Zootecnia,Agronomia,Veterinária),que também estão interessados em realizar pesquisas cientificas com as abelhas nativas,e isso será muito positivo para a nossa meliponicultura paraibana e brasileira;afinal quanto mais pesquisas e mais acadêmicos envolvidos com as abelhas nativas;mais fácil será a profissionalização e a regulamentação dessa atividade.

Sempre que tenho oportunidade,falo sobre a existência e da importância,social,econômica,e ambiental das abelhas nativas,e sempre essas conversas tem despertado a curiosidade de quem as escuta.


Abelha Jandaíra,na flor de Mutre(Aloysia Virgata).

Quase semanalmente recebo ligação,email ou visita,de interessados em conhecer mais de perto as abelhas nativas.Geralmente são pessoas que tiveram os primeiros contatos com as abelhas nativas,ainda crianças,mas perderam essa ligação e estão querendo realizar essa bela viagem ao passado e transformar seu futuro.



Nessa semana que se inicia,acontecerá um importante evento para a nossa meliponicultura:O III congresso nordestino de Apicultura e Meliponicultura;que acontecerá em Campina grande,PB.Nos dias 20,21 e 22 de novembro.
Com certeza estarei lá,onde haverá uma grande troca de ideias e de experiências,sobre as nossas abelhas nativas,e essa troca de experiências,só beneficia o setor,com melhorias no manejo produtivo e no bem estar das abelhas.


Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

De volta às origens!


Amigos!

Irei passar o final de semana no sítio,pois comemoraremos o aniversário de minha avó.
Ela completa no dia 13/10/2013 um século de vida,e celebraremos esse momento especial com muitas alegrias;reuniremos todos da família e amigos.

Com certeza,eu irei fazer uma postagem especial,para homenagear essa guerreira;mas nesse momento escreverei algumas linhas,sobre minha avó Severina.






A idade,já pesa e te maltrata
Mas a força que tens,vem de Jesus
Esse peso,tem a medida exata
Tu és mãe,és estrela que conduz

Os cem anos,que hoje nós brindamos
São medidos com o “palmo” do destino,
Tua fé e tua força,imitamos
Tens a garra, do povo nordestino

Quantas sonhos,que se realizaram
Tantos outros,perderam-se no tempo
Nesse século de vida,nos mostraram
Que p’ra nós,serás sempre um exemplo

Que a paz,esteja sempre ao seu lado
Que a luz divina,seja a guia
Percorresse,teu caminho,no passado
Que o presente,te traga a alegria.

Essa é a minha singela homenagem a nossa matriarca,que tanto fez e faz,para manter a unidade de nossa família.

Parabéns,vovó!
Que DEUS te cubra de bênçãos!!

Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

A meliponicultura gerando renda.

Amigos .


A meliponicultura (criação racional de abelhas nativas),deve ser encarada como um negócio lucrativo,ecologicamente correto (Se praticada da forma racional)e sustentável.

Além do lucro,que a meliponicultura permite obter com a venda do mel,a venda de colônias e o seu uso para a educação ambiental e o turismo;o serviço de polinização das matas é um grande atrativo para que essa importante atividade seja divulgada,apoiada e defendida pelos poderes públicos e por todos aqueles que desejam um futuro com mais verde,e conseqüentemente com uma melhor qualidade de vida.


Por exemplo,a abelha urucu nordestina (Melípona scutellaris),é uma das abelhas mais importantes para a meliponicultura nordestina e brasileira,por ser ótima produtora de mel e a principal polinizadora das espécies florais da mata Atlântica,por isso já é criada com sucesso em diversos estados do país.
Essa abelha se mostra bem adaptada a criação racional,e é considerada uma das mais promissoras para a multiplicação de colônias.



Conforme relata “Villas-Bôas “2010,que estudou essa abelha e constatou que ,se bem manejadas,essas abelhas podem produzir até oito novas famílias,por ano;a partir de uma única família.


                              Anexo,da pesquisa de Jerônimo Villas Bôas,João Pessoa 2010.

Com base nessa pesquisa,(E tendo um bom conhecimento do manejo dessa abelha)a criação de urucus nordestinas,torna-se uma ótima alternativa de negócio,que poderá ser desenvolvido por pessoas que querem iniciar uma atividade    promissora,inovadora,lucrativa e muito prazerosa.

O valor de uma colônia de abelhas urucus nordestinas,em caixa racional modelo F.O.(Fernando Oliveira)é,em média R$350,00 e esse investimento inicial é recuperado rapidamente (Desde que o criador tenha os cuidados necessários para o desenvolvimento da colônia,e realize as multiplicações,conforme o recomendado).



O sucesso da criação depende da habilidade do criador em manejar corretamente as abelhas e dos cuidados e revisões necessária para o bom “andamento”da criação.
Conheçam,estudem,divulguem e apoiem a meliponicultura! A natureza agradece.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.


domingo, 16 de junho de 2013

Viva "São João"!

Viva São João!

Nessa época do ano,os nordestinos costumam comemorar as festas de São João,com muita fartura,brincadeiras e forró pé-de-serra.

Mas,infelizmente nesse ano de 2013,a nossa realidade é bem diferente.Estamos,ainda atravessando a maior estiagem dos últimos 60 anos,e apesar disso vamos comemora a vida,a força e a vontade de vencer!




Passarei esse período no semiárido paraibano(Meu cariri) ,onde estarei com meus familiares festejando a vida,que apesar das dificuldades,impostas pelo clima,continua bela!

Com certeza,teremos canjica,pamonha e milho assado;mesmo que o milho seja de outra região;o que realmente vale é a intenção da comemoração e da renovação da esperança.

Esse período de estiagem,tem nos incentivado à pensar em novas alternativas de convivência ,nesse bioma.E com certeza,conseguiremos conviver de forma pacífica e sustentável com nosso torrão;afinal,somos filhos dessa terra!


A própria caatinga,nos mostra como devemos agir.E nos “força” a aprender como conviver nesse belo e amado ambiente!

A meliponicultura é um das alternativas,pois apesar da estiagem;as nossas abelhas nativas conseguem produzir e “vencer a adversidade”.




Abraço!
 Paulo Romero.
Meliponário Braz.

domingo, 14 de abril de 2013

Plantas melíferas II.



“A meliponicultura é uma atividade muito prazerosa,pois ao realizar o manejo das abelhas,nos desligamos dos problemas diários e essa prática torna a vida mais leve e bela".
(Paulo Romero).

Para que as nossas abelhas nativas,se mantenham produtivas e organizadas,elas precisam contar com um bom “pasto”,de onde possam retirar o néctar e o pólen,necessários à sua sobrevivência.

A maioria dos meliponicultores,estão sempre plantando novas espécies de árvores que possam  aumentar as alternativas florais das abelhas.E eu,como não poderia ser diferente;também estou sempre plantando algumas árvores,para que as minha queridas abelhas nativas,encontre alimento com certa facilidade.

As últimas espécies que plantei foram:Mutre(Aloysia virgata) e Ora-pro-nóbis(Pereskia aculeata).

O mutre,floresceu rápido;pois  a partir de “algumas “estacas”,que consegui com um amigo e que foram plantadas em setembro de 2012(Portanto,estão  com 7 meses de plantadas),já existem muitas flores e as abelhas estão sempre fazendo a festa.”Já surgiram algumas flores com uns 5 meses,mas não foram contínuas,como a floração atual.”


A floração do mutre,está sendo “continuada”,ou seja,já estão com flores à mais de dois  meses, e sempre estão surgindo novas flores.Já li,que o mutre floresce durante todo o ano,mas ainda não sei se essa informação é verídica;mas estou muito satisfeito com a sua floração.


Abelha jandaíra(Melípona subnitida) na flor de mutre(Aloysia Virgata).


Abelha uruçu nordestina(Melípona scutellaris),na flor de mutre.


O ora-pro-nóbis,ainda não floresceu,mas acho que “ele”não é concorrente para o  mutre,pois alguns amigos me falaram que suas "floradas" duram poucos dias.


Dentre as plantas melíferas,também tenho erva cidreira,cosmos e amor agarradinho(Que ainda não floresceu),mas sei que ele é muito bem visitado e sua floração também permanece, por muitos meses.


 Abelha uruçu nordestina,na flor de erva cidreira.


Abelha jandaíra,na flor de erva cidreira.

Com a introdução dessas novas espécies de plantas, eu já percebo que o  mutre e o amor agarradinho,  estão se mostrando  ótimas alternativas de pasto melífero.

Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

quarta-feira, 20 de março de 2013

O futuro da meliponicultura.

Amigos!



A meliponicultura,(Criação racional de abelhas nativas)deve ser tratada como uma atividade econômica,viável e ecologicamente correta.Só assim poderemos desenvolver o setor e conseguir respeito e apoio de todos os setores da sociedade.

Para o desenvolvimento dessa atividade,devemos procurar sempre mais informações e realizar experiências com as nossas abelhas nativas.Dentre alguns temas para  essas experiências,podemos citar:

-Qual é o melhor modelo de caixa racional,para cada espécie?
-Quais plantas devem ser cultivadas,para aumentar a produtividade dessas abelhas?
-Quais as espécies mais produtivas,em cada região?
-Quais são os melhores métodos de multiplicação de colônias?
-Onde conseguir as primeiras colônias?
-Onde adquirir conhecimento a respeito da meliponicultura?
-Como montar seu meliponário?

Diante de todas essas perguntas,devemos ter sempre cautela ao respondê-las;pois não existe uma verdade absoluta...O que é bom para mim,pode não ser para outro meliponicultor e vice-versa.

Sempre estou realizando pesquisas com as abelhas nativas(Mesmo sem cunho científico,ainda),e muitas vezes me surpreendo com algumas colônias;que mesmo estando no mesmo ambiente, destaca-se das demais,em produtividade,número e tamanho dos “discos de crias”,rusticidade,adaptação à diferentes ambientes e por manter um formato do ninho padrão ...,Talvez por questões genéticas,elas sejam “superiores”às demais.

Essas famílias,consideradas “padrões”(para à espécie),devem ser multiplicadas e acompanhadas,com um manejo adequado,para que esse melhoramento genético continue à acontecer no meliponário;trazendo melhorias significativas para o meliponicultor e para todo o meio ambiente.

Assim;cada um fazendo a sua parte,para o engrandecimento da meliponicultura,poderemos sonhar com um futuro promissor para a atividade.


Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.




quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A força da abelha jandaíra.



Amigos!

Apesar da falta de tempo,devido ao trabalho e aos estudos,eu estou sempre em contato com as abelhas nativas.

Sempre realizo revisões,experiências,alimentação artificial e multiplicações de colônias.

Ao realizar uma revisão essa semana,eu vi que existem algumas famílias de jandaíras(Melípona subnitida),que estão muito bem adaptadas ao litoral paraibano,e apresentam um ótimo desenvolvimento.


Ao revisá-las eu não fiz multiplicações,pois vou aguardar mais algum tempo,para que os discos nascentes estejam na parte superior da caixa racional;o que facilita o trabalho e não causa transtornos à colônia.


Esperando que as chuvas voltem ao semiárido paraibano,para poder levar algumas famílias de jandaíras de volta ao lar;a caatinga.


Mas já percebi,que elas se adaptam ao litoral e mostram toda a sua força e rusticidade,afinal de contas são nordestinas.

Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.