sábado, 24 de janeiro de 2015

O clima no semiárido nordestino ,e os cuidados com as abelhas nativas.



Amigos! 


Infelizmente as previsões climáticas, para o semiárido brasileiro não são animadoras e, se essas previsões se confirmarem, a situação ficará muito complicada para os todos os seres que vivem nesse importante bioma;que por sinal é a região de clima semiárido, mais habitada do mundo.



Imburana de cambão,no meio da caatinga.




Além da falta de alimento para os animais (Domésticos e silvestres),a falta de água está se tornando um grave problema, pois em muitas regiões, os reservatórios (Açudes e barragens)já estão com níveis de água crítico, e o abastecimento d'água está ameaçado.



Uma das alternativas, para essa falta d'água, seria a perfuração de poços ;só que esse serviço deveria ser realizado pelos órgãos públicos , mas quando existe alguma ação nesse sentido,essa ação acontece de forma bem tímida (Pelo menos, aqui na Paraíba),e essas ações são insuficientes para amenizarem os efeitos da grande estiagem que estamos atravessando.


Com a estiagem prolongada ,todos os "seres da caatinga" sofrem; e as abelhas nativas ,apesar de serem adaptadas à essa região ,não conseguiram armazenar alimento suficiente ,nos anos anteriores ,para se manterem saudáveis e ativas ,e por isso, precisam dos cuidados dos meliponicultores.

É imprescindível a alimentação complementar de subsistência ,para que as colônias possam atravessar mais esse período de escassez dos alimentos naturais (Néctar e pólen) ,de forma tranquila e sem haver perdas de famílias ,pela falta desses alimentos.



 Flores de jurema.



Flores de marmeleiro.




 Imbuzeiro,com frutos.

O meliponicultor deve acompanhar as colônias com cuidado, e sempre que houver necessidade ,deve fornecer alimentação artificial (Energética e proteica) ,para que as abelhas continuem a realizar as suas "tarefas" de forma natural e sem haver o "enfraquecimento" das colônias.


Essa alimentação artificial complementar, já é bem conhecida e divulgada pela maioria dos meliponicultores e é preparada à base de açúcar e água ,sendo duas partes de água, para cada parte de açúcar (Alimentação energética).
Alguns meliponicultores utilizam uma parte de açúcar para uma parte de água ;mas eu utilizo essa receita que acabei de escrever ,e as abelhas aceitam muito bem e "respondem "de forma positiva ao trato com essa mistura.


Colônia de jandaíras.

Já a alimentação proteica, é composta por ingredientes que possam "substituir" o pólen (Indispensável para o desenvolvimento e a manutenção da colônia).

Pode-se utilizar pólen de Apis ,misturado com mel e servido às abelhas ,ou levedo de cerveja ,também mistura-se com mel e servido no interior da "caixa" .Após a mistura do pólen de Apis,com o mel,coloque um pouco do pólen das Abelhas nativas,retirados dos potes lacrados;para que os microrganismos presentes nesse pólen,ajudem na estabilização da mistura.

Existem meliponicultores utilizam extrato de soja ,para preparam esse alimento ,mas eu particularmente não utilizo esse extrato , pois a soja produzida em nosso país ,é "transgênica", ou seja, modificada geneticamente ,e não sabemos ainda quais as consequências que o consumo desses grãos, pode trazer para nós, nem para as abelhas e demais animais.


Além da alimentação complementar ,as abelhas precisam de sombra ,pois as altas temperaturas e os raios solares, atingindo diretamente as "caixas" , irão matar as crias novas, derreter o cerume e levar à morte dessas famílias;como acontece com certa frequência nessas épocas de grandes estiagens.


Embora as abelhas nativas não utilizem muita água ,como as Apis ,é sempre bom manter um reservatório com água ,próximo ao meliponário ,para que as abelhas possam coletar a água que necessitam para misturar á terra coletada ,e que utilizam para diminuir o espaço interno;para escurecer o interior da caixa,caso haja alguma entrada de luz;para confeccionar a estrutura da entrada e  para ajudar no controle da temperatura interna.

É importante que esse reservatório contenha água de boa qualidade e, que  tenha alguns "gravetos",para evitar que as abelhas se afoguem.


O importante é o meliponicultor ,conhecer o manejo racional e estar sempre acompanhando o desenvolvimento das suas colônias ,para que possa interferir ,se,pre que  seja necessário.



 Termino essa postagem ,esperando que essas previsões de seca ,não se confirmem e que o nosso semiárido volte a exibir o seu verde encantador ;animando o sertanejo e trazendo de volta a exuberância da vida ,com toda a sua explosão de sons,cores e aromas.




Abraço. 
Paulo Romero. 
Meliponário Braz. 

domingo, 18 de janeiro de 2015

A meliponicultura paraibana e o futuro da atividade.

Amigos!

No último domingo,dia 11/01/2015,à convite de meu amigo Moacir Leal,estivemos no Meliponário Escola,da prefeitura municipal de João Pessoa-PB.;para a troca de experiências sobre as nossas abelhas nativas.



Estiveram presentes à esse encontro,meliponicultores paraibanos e alguns amigos do estado vizinho Rio Grande do Norte;(Kalhil e Leandro Moreira).


Eu e Kalhil.

Durante esse encontro;manifestamos a vontade e a necessidade de criação da nossa Associação de Meliponicultores da Paraíba (AMEL-PB).



Foi uma ocasião onde pudemos debater a atual situação da nossa meliponicultura;nas diversas regiões da Paraíba e escutar a opinião daqueles que querem o crescimento de forma sustentável dessa importante atividade.


Nos encontraremos novamente no próximo dia 22/02/2015;e dessa vez,para a fundação da nossa AMEL-PB.



Estamos trabalhando para que essa atividade seja conhecida,respeitada e  praticada, dentro das boas práticas de manejo sustentável.E que os meliponicultores paraibanos,após a organização do setor,possam colher "os frutos"dessa bela atividade;garantindo rentabilidade e produtividade de forma ecologicamente correta e ambientalmente responsável e sustentável.



Tenho certeza que,com a união de todos aqueles amantes das nossas abelhas nativas; a meliponicultura paraibana,conseguirá "escrever" um novo capítulo na história da meliponicultura nordestina e nacional.


Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Congresso Nacional de Apicultura e Meliponicultura 2014.

Amigos!


A meliponicultura brasileira está ganhando força e investimentos em pesquisas; isso pôde ser visto durante o Congresso Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura, ocorrido entre os dias 05 e 08 de Novembro de 2014, em Belém, Pará.



Eu e meu amigo Moacir Leal,fomos participar desse congresso tão importante para todos nós meliponicultores e amantes das abelhas nativas.



Foi um evento muito bom; onde a Meliponicultura teve o seu espaço garantido e apresentou um grande número de meliponicultores de todas as regiões do país e de muitos países do mundo.

Aldifran,eu,Paulo Menezes,João Paulo e Moacir Leal.


 Durante os dias do evento, houve muita troca de experiências e de informações entre os participantes das diversas regiões do Brasil. Essa troca de experiência é muito interessante, pois sempre estão surgindo novas tecnologias, e elas são repassadas para facilitar e melhorar o manejo com as abelhas nativas.

 José Halley(AME-Rio),eu,Dr.Rogério e João Paulo.

Nos dias que ficamos lá; aproveitamos e fizemos alguns passeios por Belém, para conhecermos melhor essa  bela e "aconchegante" cidade.



Como sempre acontece, encontramos amigos e aproveitamos a ocasião para botar a conversa em dia.


Um dos momentos de maior importância para mim foi à visita feita à Embrapa Amazônia Oriental, para conhecer o meliponário e compartilhar da presença de dois grandes estudiosos das nossas abelhas nativas; os pesquisadores, Giorgio Venturieri e Cristiano Menezes.



Eu e o Dr. Cristiano Menezes.


Eu e Dr.Giorgio Venturieri.


Esses dois pesquisadores, foram muito pacientes, simpáticos e tiram as dúvidas dos presentes, com a maior boa vontade possível.

Realmente essa visita vai ficar marcada em minha memória e nos registros fotográficos.




Em 2015,acontecerá o Congresso Nordestino de Apicultura e meliponicultura,em Pernambuco e em 2016 no Ceará,o Congresso Nacional e mais uma vez,estarei participando e ajudando na divulgação e defesa da meliponicultura.


Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.







sábado, 1 de novembro de 2014

Congresso brasileiro de Apicultura e Meliponicultura 2014.

Amigos!


Na próxima semana, entre os dias 05 e 08 de novembro, acontecerá um grande evento para a Apicultura e a Meliponicultura brasileira, é o Congresso brasileiro de Apicultura e Meliponicultura, que esse ano vai  realizar-se em Belém, Pará.




Não tenho dúvidas que esse congresso será de grande importância para debater os avanços e os problemas do setor, e tentar encontrar as melhores soluções.

Essa troca de experiências entre os criadores das diversas regiões do Brasil e do mundo, só irá enriquecer ainda mais os constantes debates em favor dessas atividades, tão importantes para a geração de emprego e renda; e principalmente para o nosso meio ambiente,por contribuírem com o aumento da produtividade das nossas frutas e ajudarem no aumento da biodiversidade;pois as abelhas são os principais polinizadores das árvores nativas e frutíferas,em nosso país.

Com as graças de DEUS, estarei lá, e espero aproveitar ao máximo esse encontro, para ir aprimorando os meus conhecimentos sobre as nossas abelhas nativas, e reencontrar amigos “reais” e “virtuais”.

Após o congresso, farei uma postagem contando os detalhes desse evento!

Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.








domingo, 24 de agosto de 2014

Divulgando a nossa meliponicultura.

Amigos.


Durante o tempo que mantenho esse blog,já conheci muitas pessoas de diversos estados brasileiros e até de fora do país;todas essas pessoas são amantes das nossas abelhas nativas,e com algumas delas a amizade só cresceu.É o caso do escritor de Jaguariúna,Santa Catarina,Mario Tessari.

Após um contato com meu amigo José Halley Winckler,da AME-Rio,conheci o Mario,e desde então a minha paixão pelas abelhas nativas e pela literatura só aumentou.
Com o apoio do Mário,participei de um projeto de um livro sobre as abelhas nativas,da sua série de livros”Conhecendo as amigas miúdas”,junto com meliponicultores de todo o país.Depois desse meu primeiro contato com esse mundo dos livros,e incentivado por Mario,resolvi escrever um livro,cujo título será´”Conhecendo as abelhas nativas do semiárido nordestino”.

Hoje recebi um email,onde Mario “falava”sobre esse livro,e ele pediu-me para publicar esse email em meu blog,e aqui está.

Paulo Romero, mesmo sendo jovem, é meliponicultor experiente, cuidadoso com os seres da Natureza e, especialmente, habilidoso no manejo das abelhas que produzem o delicioso mel medicinal que ele fornece aos apreciadores e às vítimas da gripe e da tosse.
As técnicas de manejo e o conhecimento das espécies de abelhas-sem-ferrão do Semiárido Nordestino credenciam Paulo Romero como um perito nas artes melipônicas: mestre com o qual os especialistas podem trocar ideias e com quem os novos meliponicultores podem aprender, de forma simples e prazerosa, as técnicas corretas e mais adequadas para cada situação.
Pois, agora, nosso mestre está prestes a se tornar um meliponicultor completo: da prática já consagrada à teoria impressa em um livro. A sabedoria que era transmitida oralmente a todos os interessados, logo, estará disponível neste blog.
CONHECENDO AS ABELHAS NATIVAS DO SEMIÁRIDO NORDESTINO será o primeiro livro de uma série didática destinada a divulgar a importância dos polinizadores e da meliponicultura brasileira.
Precisamos comemorar, divulgar e interagir para a concretização desse projeto.
Mario Tessari.

O livro ainda vai ser revisado e aprimorado,mas já existe uma versão em PDF,para quem quiser ter uma ideia de como ficará depois das revisões.


Esse é o link,para ler e baixar o livro!

http://livrosdomariotessari.files.wordpress.com/2014/09/conhecendo-as-abelhas-nativas-do-semiarido-nordestino2.pdf

Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Mais uma reflexão sobre as abelhas nativas.



Amigos!

Como a Meliponicultura está encontrando diversas “barreiras”,por esse Brasil afora;eu resolvi publicar mais um a postagem do meu amigo Jean(De Santa Catarina),grande conhecedor e estudioso das nossas abelhas nativas.





Vejam como são as coisas:

Nas antigas, quando não existiam Universidades, Pós Doutorados, Licenciadores  Ambientais, fiscais Veterinários, a Raça Humana DOMESTICOU as Abelhas Apis Melliferas e as manteve, durante milênios, produzindo para a nossa espécie.

Isso fez com que ela tivesse OPORTUNIDADE de continuar coexistindo no planeta e, acabou, como todos sabem, sendo levada para muitos outros países, onde se tornou fonte de geração de produtos (Mel, Pólen, Própolis, Polinização, Caixas...) alimentando o MUNDO MODERNO que todos nós dependemos e que negamos apesar de não querermos sair dele.

É bem verdade, que aqui no Brasil por termos mais de 300 espécies de Abelhas nativas, as Apis se tornaram concorrentes eficientes e por sua nocividade tombaram muitas pessoas em acidentes de várias origens.

Isso tem a tornado uma abelha AMADA e ODIADA por muitos...

Ocorre que está ai PROTEGIDA pela lei e por pessoas que querem EXTERMINAR as Abelhas nativas/sem ferrão  do Planeta.

Sim, Pois enquanto as Apis são protegidas por lei, implantadas em aldeias indígenas nas florestas e recebem incentivos do GOVERNO e da cadeia privada, as nossas Abelhas nativas são Estigmatizadas, restringidas, PROIBIDAS e confinadas em lugares de "ocorrência natural" que estão sendo devastados pelo homem.

Ou seja, enquanto as Apis serão preservadas onde foram levadas pelo homem, e conseguiram se adaptar... As Abelhas nativas  estão sendo PUNIDAS com a condenação da Extinção!!!!

E, o mais impressionante que o homem sem Estudo da antiguidade conseguiu domesticar uma abelha perigosa, mas os nossos CIENTISTAS-Professores (que alardeiam que fazem pesquisas de graça) com “trocentas” capacitações no setor, viraram legisladores em defesa das Apis e contra as Abelhas nativas.

Não entendo isso de jeito maneira.

Do fundo do meu coração, não desejo o mesmo fim aos nossos "Cientistas", mas que se eu pudesse jogar os seus miolos na lata do lixo e colocar um miolo de galinha dentro, há eu faria, pois talvez assim eles percebessem a grande merda planetária que estão praticando contra seres inofensivos que só fazem o bem para nós e para o meio ambiente.

Bom domingo (se conseguirem).

Só por Deus, pois pelos nossos "representantes do inferno" estamos no limbo.


Jean.
Santa Catarina.

Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

sábado, 31 de maio de 2014

Qualidade do mel das Abelhas Nativas


Amigos!


Um assunto que merece toda à nossa atenção, é a qualidade do mel das abelhas nativas,que compramos e/ou vendemos;pois já recebi emails  de pessoas que disseram ter adquirido o mel de determinada espécie de abelha nativa(Que deveria ser um mel de ótima qualidade e sabor agradável),e “esse mel” não era nada daquilo que esperava-se.

Expliquei que o mel das abelhas,muda de sabor,cor e aroma,dependendo da floração predominante na área,e da espécie de abelha que transformou o néctar das flores em mel;inclusive da forma como ele é colhido.

Um ponto que deve ser bem observado na “hora” de vender mel é a alimentação artificial das colônias;afinal de contas,ninguém vai querer comprar e consumir “mel de açúcar”.
Claro que os meliponicultores responsáveis(Pois,infelizmente em toda atividade,existem bons e maus profissionais),deixam de alimentar as suas abelhas antes do começo das florações,para que as abelhas consumam o alimento artificial,e possam colher o néctar das flores o transformar em mel.



Eu mesmo já comprei mel de abelhas nativas;em um congresso,e na verdade esse mel era “fabricado”pelo Meliponicultor e fornecido às abelhas que o estocaram em seus potes,e depois foi colhido e vendido como sendo mel de abelhas nativas.

Atitudes como essa,só atrapalham a verdadeira meliponicultura,que  busca se firmar como uma atividade que prima pela qualidade de seus produtos(Mel e colônias).

Já ouvi relatos de meliponicultores que alimentam as suas abelhas nativas com mel de Apis Mellifera e água,pois as abelhas irão estocar esse alimento,que depois é vendido como mel de abelhas nativas.

Quero deixar bem claro,que os meliponicultores que conheço e tenho contato,comercializam produtos de qualidade e não usam da desonestidade,em sua atividade.Mas é bom ficar de olho bem aberto,para evitar comprar “xarope,por mel”.


Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
  

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Proteção para caixas de abelhas, contra lagartixas.



Amigos!


O manejo com as abelhas nativas,requer dedicação,criatividade,persistência,profissionalismo e tudo sendo feito de forma sustentável;afinal essa é uma atividade que “anda”de mãos dadas com a proteção do meio ambiente!

Diante disso,resolvi fazer uma postagem,onde ensino uma forma,prática,barata,eficiente e principalmente sustentável de construir uma “proteção”contra lagartixas!

Primeiro passo:Consiga uma garrafinha de suco.Você encontrará muitas delas jogadas nos lixos das cidades,infelizmente!!



Segundo passo:Com a ajuda de uma tesoura,corte-a,conforma a imagem!



Terceiro passo:Faça cortes,conforme a imagem!




Quarto passo:Vire as partes cortadas,conforme a imagem!




 Quinto passo:Corte a tampa,conforme a imagem!


Agora,com a ajuda de pequenos parafusos,prenda-a na entrada da caixa racional!

Está pronta a proteção “anti-lagartixa”;além disso o restante da garrafa pode e deve ser usada para produzir mudas de plantas melíferas.







Mudas de "amor agarradinho" e  de pitanga.

Com gestos simples, podemos melhorar o nosso planeta e diminuir o impacto causado por nossas ações...Pensem nisso! A natureza e o futuro do planeta,agradecem.


Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A meliponicultura sendo valorizada!


Amigos.


Antes de escrever essa postagem,eu fui questionado por algumas pessoas interessadas em adquirir colônias de abelhas nativas.

Em um desses contatos,fui questionado sobre o valor de uma “família” dessas abelhas;pois o comprador achou que o preço deveria ser baixo(Não soube-me explicar porque pensava assim).


Então,eu lhe expliquei que, para se formar uma boa família de abelhas nativas,é necessário conhecimento sobre a biologia das abelhas;ter uma matriz com boa genética;adquirir a caixa racional,indicada para cada espécie;alimentar e cuidar da nova “família”,para que a multiplicação seja bem sucedida,o que nem sempre acontece;além de tempo e dedicação.


Outro fator que pode determinar o valor de uma família de abelhas nativas,é a quantidade e a qualidade de mel que essa espécie produz por florada,e o valor desse mel.Por exemplo as abelhas nativas Uruçu nordestina(Melípona scutellaris)e jandaíra(Melípona subnitida),produzem "méis" de ótima qualidade,que são facilmente vendidos por R$150,00 o litro;então esse já seria um ótimo motivo para que essas abelhas sejam valorizadas.Mas existem outros motivos para essa valorização:a adaptação à criação racional;a facilidade de manejo;a produtividade;a facilidade na multiplicação das famílias e a adaptação à diferentes ambientes,fazem essas abelhas aparecerem entre as mais procuradas e desejadas do país.



Portanto,a meliponicultura pode ser considerada uma atividade promissora,e que apresenta um ótimo retorno financeiro,além de ser uma atividade muito prazerosa e ecologicamente correta!.


Conheça essa atividade,você vai apaixonar-se pelas abelhas nativas e a meliponicultura fará parte de seu futuro.


Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

III Congresso Nordestino de Apicultura e Meliponicultura.



Aconteceu nos dias 20,21 e 22 de novembro 2013,em Campina Grande,PB.o III Congresso Nordestino de Apicultura e Meliponicultura e a III feira da cadeia Apícola.



Esse foi um ótimo congresso,onde durante as palestras e oficinas,foi discutido o futuro da nossa meliponicultura e novas técnicas de manejo,com as nossas abelhas nativas.

Eu pude rever alguns amigos meliponicultores e conhecer pessoalmente,outros amigos virtuais;como é o caso do Amigo e xará Paulo Menezes,Gesimar,meu amigo João Paulo,Jansen,Dr.Otaviano e Dr.Celso feitoza.


                                                              Eu e Paulo Menezes.

                                                               Eu e João Paulo.

Conversei e troquei ideias com esses amigos,sobre a criação das abelhas nativas,especialmente a Uruçu nordestina(Melípona scutellaris)e a jandaíra(Melípona subnitida),principais espécies criadas em nosso estado;e que apresentam em suas respectivas regiões de predominância(mata Atlântica e caatinga),ótimos resultados de produtividade e adaptação à criação racional.

Eu,Gesimar e Dr.Otaviano.


Apesar da feira só ter quase produtos apícolas,a meliponicultura foi representada e mostra bons indícios de fortalecimento e de organização em diversos estados do país!

Jansen,eu e João Paulo.


Em novembro,acontecerá em Belém(Pará)o congresso nacional;e mais uma vez estarei presente,revendo os amigos e trocando experiências com os meliponicultores da região norte do país.

Abraço!
Paulo Romero.
Meliponário Braz.