Espaço criado para trocar experiências sobre a criação racional de abelhas nativas. Também falo das coisas do meu "cariri paraibano",como a preservação da caatinga e as belezas de minha terra. Participe,siga o blog e comente,pois com certeza você será muito bem vindo! Obrigado pela visita! Paulo Romero.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Feliz natal!
Amigos...
Estou indo passar o natal,lá no "meu cariri paraibano" e só retornarei dia 26.
Desejo à todos os meus amigos,que acompanham o blog,um 2013 repleto de realizações,muita saúde,paz,amor e muitas abelhas nativas.
Aproveitarei a viagem,para revisar alguma colônias de abelha cupira(Partamona seridoensis),para saber como elas estão passando esse ano de 2012.Ano em que o nordeste brasileiro está vivendo a maior seca de sua história.
Grande abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
sábado, 8 de dezembro de 2012
Um dia entre amigos e abelhas.
Amigos!
No último sábado(24 de novembro de 2012),eu estive mais uma vez em Igarassu,PE,na propriedade do amigo Francisco das Chagas,ou simplesmente Chagas,como gosta de ser chamado.
Nessa viagem,estavam
alunos do curso de Ciências agrárias,da UFPB(Universidade Federal da
Paraíba),meliponicultores,além de um zootecnista e admirador das nossas abelhas
nativas(E que foi o responsável pela ida dessa turma,ao meliponário de Chagas).
Foi um dia de muitas
descobertas,para aqueles que estão iniciando nessa bela atividade;mas também de
muitas trocas de experiências,entre todos nós.
O amigo Chagas acolheu
a nossa turma,com a simpatia e a simplicidade,que lhe são peculiares.
A estrela do
meliponário de Chagas,é a urucu nordestina(Melípona scutellaris),pelo número de
colônias que ele possui,mas ele mantem diversas espécies de abelhas nativas.Ele
também realiza pesquisas com a urucu do chão(Melípona quinquefasciata),que é
uma das abelhas mais ameaçadas de extinção,do país;e que ele considera seu
“xodó”.
A rara Melípona quinquefasciata (Uruçu do chão).
Após esse dia
maravilhoso,entre as abelhas nativas e os meliponicultores;nos despedimos do
mestre das urucus e aumentamos ainda mais o nosso amor e respeito pelas abelhas
nativas.
Ainda fomos
presenteados,com uma “branquinha”,que foi produzida pelo próprio Chagas;e que é
uma raridade,como algumas de suas abelhas.
Essa é uma daquelas
viagens,que recarregam as nossas forças e que nos mostra que estamos no caminho
certo.
Até breve.
Até breve.
Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Meliponicultura responsável.
“O meliponicultor é antes de tudo;um defensor das
matas.”
Essa frase,retrata bem o sentimento de
responsabilidade ambiental,que norteia a grande maioria dos
meliponicultores(Criadores racionais de abelhas nativas).Eu disse “Grande
maioria”,pois como em qualquer atividade,existem pessoas que não agem com
responsabilidade,e praticam a “meliponicultura predatória”,derrubando
árvores,para retirar uma colônia de abelhas.
Mudas de ora-pro-nóbis(Pereskia aculeata).
Mas eu vou falar da grande maioria,que são aqueles
que defendem e plantam árvores,para que as abelhas possam encontrar néctar,pólen
e resinas,imprescindíveis para a
sobrevivência das abelhas.
Mudas de aroeira-da-praia(Schinus terebinthifolius).
Além de plantar árvores,os criadores de abelhas,lutam
para que as matas continuem intactas,e muitas vezes,sejam recuperadas.
Eu,faço parte desse “grupo”,que defende as matas e
estou sempre plantando mudas de árvores nativas,próximo ao meliponário.
Mudas de mutre(Aloysia virgata).
É sempre recomendável,que ao realizar algum plantio
de árvores melíferas,utilize-se espécies nativas do Brasil;pois as plantas “exóticas”,podem
prejudicar o equilíbrio ambiental e trazer graves problemas ao meio-ambiente.
Muda de imburana de cambão (Commiphora leptopholeos).
Portanto,seja um defensor das matas.Crie,estude e
proteja as abelhas nativas.
Com certeza,com as abelhas nativas protegidas,toda a
natureza ganhará.
Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Multiplicação da abelha Urucu Nordestina.
Amigos!
No último dia 24 de setembro (2012),eu
realizei uma transferência/multiplicação de uma colônia de abelhas urucus
nordestinas.
Esta colônia estava em uma “caixa
velha”, e sem condições de abrigá-las;por isso a necessidade da transferência
de caixa.Ao realizar a transferência de caixa,eu aproveitei e realizei uma
multiplicação da colônia,pois ela estava forte e pronta para ser multiplicada.
Na multiplicação;a caixa
mãe(Onde ficaram a rainha fisogástrica e os discos de crias novos),é uma caixa modelo INPA/FO.
Meu sobrinho,João (de 2 anos)observando se a colônia está bem.
A caixa-filha(onde ficaram os discos nascentes,e um grande número de “campeiras”),é
uma caixa “modelo nordestino”(horizontal).
Apesar da falta de grandes "florações",por aqui,as abelhas estão fazendo bonito,e estão muito bem.
As abelhas mostram porque as
“urucus nordestinas”, são as preferidas da maioria dos meliponicultores,Brasil
afora.Elas estão com um mês de multiplicadas,e surpreendem pela quantidade de
discos de crias e de potes de alimentos.
Essa é uma colônia de ótima
genética e,por isso será usada para produzir matrizes;para as futuras
multiplicações.
Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Meliponicultura sustentável.
Ao criar esse blog,eu queria
apenas um local para relatar as minhas vivências no cariri paraibano,e as
minhas experiências com as abelhas nativas...Não esperava que esse espaço fosse
se tornar um ponto de encontro de admiradores dessa atividade;mas apenas
imaginei que serviria como um diário...
Como a Meliponicultura(Criação
racional de abelhas nativas)é uma das atividades mais importantes,ambientalmente
falando,pois as abelhas nativas são os mais importantes polinizadores das
nossas matas;além de necessitarem de árvores para coletarem seus
alimentos(Néctar e pólen),o que transforma todo Meliponicultor(Pessoa que se
dedica a criação racional de abelhas nativas) em um “defensor ferrenho” da
natureza,pois só assim a sua atividade terá sucesso...”Sem as abelhas não existirá
matas e sem as matas não existirão abelhas.”
Com esse pensamento e com o
apoio dos amigos,esse simples blog,já faz parte de um universo de blogs,que se
dedicam à defender e divulgar ideias sustentáveis e ecologicamente corretas.
Mesmo com toda a sua
simplicidade,(Mas verdadeiro)o Meliponário Braz é um dos finalistas do Prêmio
Topblog sustentabilidade 2012.
Em 2011,ficamos entre os 100
melhores blogs na categoria sustentabilidade,e esse ano repetimos o mesmo desempenho.
Caso os amigos queiram votar
nesse blog,é só clicar no selo da promoção(Lado direito do blog)e votar...Esse
reconhecimento já é um grande prêmio para mim.
Em breve estarei atualizando
as postagens,pois estou sem tempo,com
trabalho e os estudos;apesar de estar sempre em contato com as abelhas
nativas,me falta tempo para organizar uma boa postagem.
Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Efeitos da seca,no semiárido paraibano.
Amigos.
Nas últimas postagens, eu falei á respeito dos efeitos
devastadores da “grande seca”, que atinge o semiárido paraibano e dos efeitos
dessa estiagem prolongada.
Hoje vou relatar alguns fatos presenciados, durante a
minha última visita ao “meu cariri paraibano”; ocorrida no feriado da
independência (Dias 7 e 8 de setembro 2012).
Como era de se imaginar, o cenário é desolador, apesar de
já conhecer os efeitos dessas estiagens prolongadas; sempre esperamos que as
chuvas voltem a esse pedaço de chão.
Com a falta das chuvas a caatinga perde as suas folhas, e
parece não ter vida. Os sertanejos sofrem para conseguir alimentar os animais,
com os poucos recursos disponíveis.
Como sempre, eu caminhei bastante por entre as árvores
retorcidas, à procura das abelhas (pois queria saber se essa falta de floração
afetaria as abelhas nativas e as africanizadas).
Um fato me deixou muito intrigado: as abelhas
africanizadas “desapareceram” da minha região! Exatamente isso!Durante todo o
final de semana que eu passei lá, não vi sequer uma única abelha Apis, mesmo
tendo ido aos locais onde eu sabia que existiam enxames delas.
Como essas abelhas são “exóticas”, (pois não são
brasileiras), não conseguiram resistir à escassez de alimento e de água e,
provavelmente migraram para outra região, com melhores condições ambientais.
Já as nossas abelhas nativas, continuam “firmes e fortes”;
afinal elas estão na sua região de ocorrência natural, e estão adaptadas ao
clima e conseguiram armazenar alimento para o período da seca; além de
conseguirem coletar néctar e pólen de algumas plantas, que mesmo nessa época de
estiagem, apresentam floração: Por exemplo, o pereiro, a jurema, o angico, o
mufumbo, a aroeira e o juazeiro.
Abelha cupira(Partamona seridoensis),em cupinzeiro.
As abelhas que eu mantenho nas caixas racionais, precisam
de alimentação extra, para conseguirem atravessar esse período e manterem a
normalidade de suas atividades.
As caixas que mantenho aqui em João Pessoa, estão bem e
algumas já estão prontas para as multiplicações.
Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário Braz.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Revisões em abelha uruçu nordestina.
Amigos!
No último
domingo(22/07/12),eu passei o dia,fazendo revisões em caixas de abelhas urucus nordestinas(Melípona Scutellaris),aqui em João Pessoa,PB.
Eu e meu
amigo Tadeu Leite,resolvemos fazer revisões nas urucus,pois choveu muito nos
últimos meses aqui em JP.,e precisávamos ver como as colônias estavam,e isso só
é possível abrindo as caixas e olhando uma a uma;pois as colônias apresentam
diferenças de desenvolvimento(devido as diferenças genéticas),mesmo recendo os
mesmos cuidados e estando sob as mesmas condições ambientais.
Revisamos
quase 40 caixas e encontramos problemas em duas delas.
Em uma das
caixas,(Modelo FO/INPA)o excesso de potes de alimento,estava deixando a rainha
quase sem espaço para realizar a “postura”.Esse “problema” foi ocasionado pelo
excesso de alimentação artificial;pois Tadeu estava sem tempo de revisar as
caixas e apenas alimentava,sem saber se realmente havia a necessidade; e as abelhas armazenaram esse alimentos nos potes.
Nessa caixa
existe um grande número de “campeiras”,que irão consumir parte desse alimento(Já
que não existem floradas,agora),abrindo espaço para que a rainha realize sem
importante trabalho de "postura".
A outra
caixa,com problemas,estava sem rainha e discos de crias;(Não sei porque a
rainha pereceu e outra rainha virgem não foi aceita nessa família).Ao analisar essa
caixa,eu fiquei imaginando;com mais de 50 caixas ao redor;porque nenhuma
princesa foi aceita?
Nesse "tronco",existe uma uruçu nordestina,que não é manejada,e é usada para se demonstrar como era a meliponicultura"cabocla",realizada sem as técnicas racionais de criação e manejo.
Foi um
domingo,muito prazeroso,pois além de estarmos fazendo os manejos das abelhas
nativas,trocamos muitas ideias e,é claro,tomamos algumas geladinhas,afinal de
contas com algumas geladas,as conversas e as ideias fluem mais fácil
Abraço.
Paulo Romero.
Meliponário
Braz.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
As grandes estiagens,no semiárido paraibano.
"Infelizmente,a
seca é triste mas é real,e temos que “tocar” a vida em frente".
Eu estive
conversando com alguns amigos,à respeito das alternativas de convivência com os
períodos de estiagem(ou com um ano atípico,como esse,onde quase não choveu,durante
todo o ano).
Existem
diversas alternativas,que se tivessem o apoio governamental,seriam soluções
para as regiões de semiárido.
Por
exemplo:ao invés de criar bovinos,deveria ser incentivado a criação de caprinos,de
raças adaptadas para resistir nessa região(Raças:Moxotó e Pardo Alemão),que são
adaptadas ao clima e a escassez de alimento,mas que respondem muito bem ao
tratos,e as técnicas de criação e melhoramento genético do rebanho “criolo”.
A
fruticultura irrigada,também se apresenta como uma ótima geradora de renda e de
empregos nessa região;pois o sol é essencial para uma boa produção de frutas
tropicais(Manga,Uva,Graviola,Goiaba,maracujá...)e existe bastante água no subsolo
da região,bastando apenas,a perfuração de poços e a utilização de
dessalinizadores(já que na maioria dos casos,a água é “salobra”).
A caatinga
nordestina,poderia ser uma grande produtora de mel(não só de ápis,como já
ocorre em alguns estados da região,mas também,o mel de abelhas nativas,à
exemplo da jandaíra,da rajada e da
canudo)e de produtos vindos das abelhas;Pólen,própolis,cera e,principalmente o
turismo,que pode ser implementado com o uso das abelhas nativas,para aulas de
educação ambiental,além do seu uso para tratamento de pessoas com problemas
psicológicos,à exemplo da depressão,ansiedade e estresse.
Eu fico
imaginando,até quando o semiárido nordestino,irá sofrer com as estiagens,sem
que nenhuma ação séria e definitiva de convivência com esse fenômeno
climático,seja implantado em nossa região?Será que a maioria dos
governantes,dessa região não querem exatamente que a seca continue,para que o nosso povo seja “refém”
deles?Porque uma região tão linda,de povo forte e lutador,tem que viver
humilhando-se ao restante do país,sempre que passamos por um período de seca
mais severo?Onde estão os defensores dessa região,que nada fazem para mudar
essa realidade?
Todos nós sabemos as respostas para todas essas
perguntas,mas continuamos esperando por mudanças;que devem vir do interior de
cada cidadão nordestino.
Abraço.
Paulo
Romero.
Meliponário Braz.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
A seca e as abelhas nativas do semiárido.
Amigos,ultimamente
tenho “andado”,ocupado e sem tempo de organizar uma boa postagem,para o blog.
Mesmo,com
pouco tempo disponível,sempre acompanho as novidades sobre as abelhas nativas e
a meliponicultura de modo geral;pois não consigo ficar longe desse tema.
Estou
alimentando as minhas abelhas nativas(que mantenho aqui em João Pessoa),uma vez
na semana e sempre faço revisões para acompanhar o desenvolvimento das
colônias,e ver a necessidade de alguma interferência mais firme.
Eu irei nos
próximos dias ao “meu cariri” paraibano,e pretendo trazer mais algumas
Jandaíras(melípona subnitida),pois como estou muito ocupado,não tenho
conseguido acompanhar o desenvolvimento das minhas abelhas,que se encontram lá
e por esse motivo,já perdi algumas colônias(por falta de acompanhamento e de
alimentação artificial).
Infelizmente
a seca,não permitiu que a caatinga florescesse e alimentasse os animais desse
importante bioma brasileiro,trazendo prejuízos e tristeza...,onde antes só
havia alegria e beleza...,hoje o sol castiga animais e plantas da caatinga.
Abraços.
Paulo
Romero.
Meliponário
Braz.
sábado, 23 de junho de 2012
Viva São João!
Aqui,no
nordeste brasileiro,essa é a época mais festejada do ano,pois é justamente
durante o mês de junho,que comemoramos as festas “juninas”(festas de São João).
Mesmo
estando passando pela maior “seca”, de nossa história,os sertanejos fazem
fogueira,soltam fogos e dançam o forró “pé-de-serra”.
Essas
tradições,ajudam a fortalecer a
população nordestina,dando-lhes ânimo e confiança em dias melhores.
As
tradicionais comidas de milho verde:pamonha,canjica,milho assado e
cozido,(apesar da seca)não faltarão na mesa,pois o milho verde,foi produzido
nas regiões onde se pratica a irrigação,e distribuído para toda a região.
Infelizmente,esse
ano eu não pude ir,ao “meu cariri”paraibano,pois estou muito atarefado pelos
estudos e pelo trabalho...,Mas,mesmo estando distante fisicamente,meu coração e
minha mente,estão lá...junto aos meus familiares.
Abraço.
Paulo
Romero.
Meliponário
Braz.
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